terça-feira, 27 de outubro de 2026

 Dia Nacional do Livro: Shopping São José reúne opções de leitura e presentes para todas as idades

Celebrada em 29 de outubro, data destaca a importância da literatura; Livrarias Curitiba oferece títulos para diferentes públicos e interesses

 

São José dos Pinhais, outubro de 2026 - Celebrado em 29 de outubro, o Dia Nacional do Livro é uma oportunidade para descobrir novos autores, conhecer outras perspectivas e incentivar o hábito da leitura em todas as idades. A data marca a fundação da Real Biblioteca, em 1810, instituição que deu origem à atual Biblioteca Nacional. No Shopping São José, a ocasião ganha destaque com a presença da Livrarias Curitiba, que reúne opções de literatura infantil, romances, fantasia, suspense, biografias e obras de desenvolvimento pessoal, entre outros gêneros.

O interesse dos brasileiros pelos livros também aparece nos indicadores do setor. De acordo com a Câmara Brasileira do Livro (CBL), com base em pesquisa realizada pela Nielsen BookDatae publicada em março de 2026, cerca de 18% da população brasileira com 18 anos ou mais comprou pelo menos um livro em 2025, o equivalente a aproximadamente três milhões de novos consumidores em relação ao ano anterior. O levantamento também aponta que 47% das compras mais recentes de livros impressos foram realizadas presencialmente, evidenciando a relevância das lojas físicas na experiência de compra.

Nesse contexto, a presença de uma livraria no Shopping São José amplia as possibilidades de acesso à literatura e integra cultura, conveniência e lazer em um mesmo ambiente. A experiência presencial permite folhear exemplares, conhecer diferentes autores, explorar gêneros e encontrar sugestões para presentear, tornando a escolha do livro parte de um passeio.

Na Livrarias Curitiba, os leitores encontram alternativas para diferentes fases da vida. Para as crianças, livros ilustrados, histórias interativas e atividades educativas podem tornar o primeiro contato com a leitura mais lúdico. Entre adolescentes e jovens, títulos de fantasia, aventura e romance oferecem possibilidades para descobrir preferências literárias. Já para os adultos, o catálogo inclui desde ficção e clássicos da literatura até obras sobre história, negócios, comportamento e temas contemporâneos.

Sugestões de leitura para diferentes perfis

Para inspirar a escolha, alguns títulos que transitam por diferentes gêneros e públicos são:

1. “Verity”, de Colleen Hoover (Galera Record)

Neste suspense psicológico, a escritora Lowen Ashleigh é contratada para concluir uma série de livros de Verity Crawford, uma autora de sucesso que ficou incapacitada após um acidente. Ao investigar os arquivos da escritora, Lowen encontra um manuscrito autobiográfico perturbador, repleto de revelações sobre o passado da família. Entre segredos, mentiras e uma atração inesperada, ela se vê envolvida em uma trama na qual nem tudo é o que parece.

2. “A psicologia financeira”, de Morgan Housel (HarperCollins)

A obra explora como emoções, experiências e comportamentos influenciam a maneira como as pessoas lidam com o dinheiro. Por meio de histórias e reflexões, Morgan Housel mostra que as decisões financeiras não dependem apenas de conhecimentos técnicos, mas também de paciência, autocontrole e escolhas conscientes. É uma opção para leitores interessados em finanças pessoais, investimentos e comportamento.

3. “A hora da estrela”, de Clarice Lispector (Rocco)

Um dos grandes clássicos da literatura brasileira, o romance acompanha Macabéa, uma jovem nordestina que vive no Rio de Janeiro e enfrenta uma rotina marcada pela solidão, pela pobreza e pela invisibilidade social. Narrada pelo escritor fictício Rodrigo S. M., a obra aborda identidade, desigualdade e condição humana, convidando o leitor a refletir sobre a sociedade e os sentidos da existência.

Neste Dia Nacional do Livro, o Shopping São José convida o público a aproveitar a data para renovar a estante, descobrir novos autores e compartilhar o prazer da leitura com pessoas de diferentes gerações.

O Shopping São José está localizado na Rua Dona Izabel A Redentora (n° 1434), no Centro de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. As lojas funcionam de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos e feriados, das 14h às 20h. Já a praça de alimentação e as opções de lazer funcionam de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos e feriados, das 11h às 22h. Mais informações no site www.shoppingsaojose.com.br ou no perfil oficial no Instagram (@shopsaojose).



 Com curadoria de Teca Sandrini e Jozé Roberto da Silva, exposição no Museu Guido Viaro homenageia Fernando Calderari e Gilda Belczak

Mostra reúne obras dos gravuristas Daniel Marques, Esther Maria Braga Côrtes, Glaucia Flügel, Jozé Roberto da Silva e Larissa Franco


O Museu Guido Viaro abre, na quinta-feira (29), às 17h, a exposição “Por que Gravura?”, em homenagem à trajetória dos artistas paranaenses Fernando Calderari (1939-2021) e Gilda Belczak (1944-1969). Com curadoria de Teca Sandrini e Jozé Roberto da Silva, a mostra reúne obras de Daniel Marques, Esther Maria Braga Côrtes, Glaucia Flügel, Larissa Franco e do próprio Jozé, além de gravuras dos homenageados. A entrada é gratuita, e a exposição fica em cartaz até 30 de janeiro de 2027.


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Litografia de Fernando Calderari


Para Teca Sandrini, os artistas convidados são “sucessores” do legado de Calderari e Gilda na gravura paranaense. Os cinco frequentaram o Ateliê de Gravura do Solar do Barão, cuja origem remonta ao Ateliê Poty Lazzarotto, da Secretaria de Cultura de Curitiba. Fundado por Guido Viaro em 1968, o Ateliê foi coordenado, segundo Ennio Marques Ferreira, por Calderari e Gilda.


Ambos foram precursores no ensino da gravura no Paraná. Calderari fundou o Museu da Gravura no Solar do Barão, em 1989. Gilda, mesmo com a trajetória interrompida precocemente, foi uma das primeiras mulheres paranaenses a produzir gravuras e pioneira na impressão em cores, destaca a curadora.


 O Museu Guido Viaro foi escolhido para receber a exposição porque, segundo Teca Sandrini, além da excelente qualidade da instituição, “Viaro foi o primeiro professor de gravura no Paraná, portanto, essa é uma homenagem justa a dois de seus importantíssimos alunos e assistentes, Gilda Belczak e Fernando Calderari”. “Tenho certeza que desde as pessoas que já pensam ou trabalham com gravura e mesmo as que não conhecem o trabalho de Gilda e Calderari terão um encontro importantíssimo nessa exposição”, conclui a curadora. 


Serviço

“Por que Gravura?”

Abertura em quinta-feira, 29 de outubro, às 17h

Período expositivo de 29 de outubro a 30 de janeiro de 2027

Museu Guido Viaro – Rua XV de Novembro, 1.348, Centro, Curitiba

Visitação de terça a sábado, das 14h às 18h 

Entrada franca



 

Positivo

Quando o primeiro lugar não é a linha de chegada

O resultado do Paraná em leitura no PISA 2025 abre uma oportunidade para ampliar a discussão: além de jovens que leem bem, como formar uma sociedade que queira ler?

Lucas Raduy Guimarães*

O Paraná obteve 458 pontos em leitura no PISA 2025. Foi o maior resultado entre os estados brasileiros, 50 pontos acima da média nacional e apenas três abaixo da média dos países da OCDE. É um resultado importante e que merece reconhecimento.

O mesmo PISA, porém, ajuda a colocar essa conquista em perspectiva. A proficiência em leitura caiu fortemente em muitos países. No Brasil, o desempenho permaneceu praticamente estável em relação a 2022 e próximo do patamar observado desde 2015, mas ainda distante da média da OCDE.

Nesse cenário, a pergunta que mais me interessa não é apenas como o Paraná chegou ao primeiro lugar. É o que podemos fazer a partir dele.

O PISA mede competências dos estudantes e permite comparar resultados. Não identifica automaticamente quais políticas, comportamentos ou circunstâncias produziram o desempenho de um estado. Estabelecer relações de causa e efeito exige outras análises.

Há, no entanto, uma questão que podemos discutir independentemente disso. Uma coisa é ter jovens capazes de ler bem em uma avaliação internacional. Outra é formar pessoas que escolham continuar lendo quando não existe prova, nota ou professor cobrando.

Proficiência é indispensável, mas uma cultura leitora depende também de curiosidade, repertório, prazer e autonomia. O jovem precisa encontrar livros que façam sentido para ele, descobrir autores, experimentar gêneros, eventualmente abandonar uma obra que não o conquistou e procurar outra. E precisa de tempo.

A disputa por esse tempo ficou mais difícil. O livro concorre com notificações, vídeos curtos, jogos, redes sociais e uma oferta permanente de novos estímulos. Ler exige o movimento contrário: permanecer.

É preciso acompanhar um argumento por várias páginas, lembrar o que foi dito anteriormente, lidar com ambiguidades e sustentar a atenção quando a resposta não aparece imediatamente. Ler um livro é também aprender a não trocar de assunto a cada poucos segundos.

Foi diante desse desafio que decidimos fazer uma experiência bastante simples em mais de 20 colégios: reservar 20 minutos diários para leitura por prazer no Ensino Fundamental.

O mais importante não está apenas no relógio, obviamente. Está também na possibilidade de escolha e no estímulo. Não queremos transformar esses minutos em mais uma tarefa escolar. O aluno pode escolher o que deseja ler, descobrir autores e construir gradualmente suas preferências. Aprender a escolher também faz parte da formação de um leitor.

Não partimos da premissa de que vinte minutos diários produzirão, isoladamente, melhora nos indicadores acadêmicos. Esse efeito precisa ser acompanhado e medido. A experiência parte de uma ideia mais simples: é inviável criar o hábito de fazer algo para o qual nunca reservamos tempo.

E esse trabalho não pertence apenas à escola. Uma criança que nunca vê um adulto lendo recebe uma mensagem diferente daquela que cresce cercada por livros, conversas sobre histórias e pessoas que demonstram curiosidade pelo que leem. Pais e mães não precisam transformar a casa em sala de aula. Podem fazer algo muito mais simples: tornar a leitura visível.

Isso não significa atribuir às famílias a responsabilidade pela formação dos leitores. As condições de acesso aos livros, ao tempo e ao repertório são diferentes. Escolas, bibliotecas e comunidades têm papéis fundamentais. Mas o exemplo dos adultos também ensina.

O primeiro lugar do Paraná abre uma boa oportunidade para ampliar essa conversa. Não apenas sobre desempenho, mas sobre o espaço que queremos dar aos livros na escola, em casa e na vida cotidiana.

Os 458 pontos não nos dizem, sozinhos, como o Paraná chegou à liderança, nem permitem atribuir o resultado a uma iniciativa específica. Novos ciclos do PISA e outras pesquisas poderão ajudar a compreender melhor essa trajetória. Enquanto isso, podemos reconhecer a conquista sem transformar correlação em causalidade e, ao mesmo tempo, pensar no próximo desafio.

Se queremos uma sociedade mais leitora, precisamos de livros acessíveis, professores que leem, bibliotecas vivas, famílias que tornam a leitura visível, alguma liberdade de escolha e tempo.

O Paraná chegou ao primeiro lugar. Talvez a melhor maneira de valorizar essa conquista seja ampliar nossa ambição: além de jovens que demonstram boa proficiência em leitura, formar cada vez mais pessoas que escolham continuar lendo.

*Lucas Raduy Guimarães é presidente do Grupo Positivo


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Lucas Raduy Guimarães
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 Com ingressos a R$ 25, "Marrom, o Musical", dirigido por Miguel Falabella, chega a Curitiba neste fim de semana

Apresentações acontecem sábado (31) e domingo (01); ingressos à venda em Disk Ingressos

Foto Caio Galucci

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Com patrocínio da BB Seguros e apresentação do Ministério da Cultura e depois de emocionar mais de 80 mil pessoas em sua primeira montagem, “Marrom, o Musical”, espetáculo que celebra a carreira de Alcione retorna aos palcos e chega pela primeira vez em Curitiba, neste final de semana, dias 31 de outubro e 01 de novembro, com apresentações na Ópera de Arame. Os ingressos estão à venda, a partir de R$ 25, pelo Disk Ingressos

Idealizado por Jô Santana, com texto e direção de Miguel Falabella, “Marrom, o Musical” celebra os 50 anos de carreira de Alcione em uma narrativa que mistura memória, cultura popular, emoção e música. Mais do que revisitar a trajetória da artista, o espetáculo mergulha nas raízes do Maranhão e na força simbólica do Bumba Meu Boi, expressão cultural profundamente ligada à identidade da cantora.

No palco, a montagem reúne 24 atores e atrizes, mais de 300 figurinos e uma grande estrutura de produção, movimentando também a cadeia criativa e econômica das cidades por onde passa. Ao todo, são mais de 250 empregos diretos e indiretos gerados desde a concepção até o fim da turnê.

Parte importante da estética do espetáculo também nasce no Maranhão: quatro artistas maranhenses integram o elenco e boa parte dos figurinos foi bordada em São Luís, pela Cooperativa Cuxá, em parceria sociocultural promovida pelo Instituto Humanitas360.

Para Luciana Garrone, Gerente de Marketing Institucional e Mercadológico da Brasilseg, uma empresa BB Seguros, apoiar produções culturais que celebram grandes nomes da arte brasileira é uma forma de contribuir para a preservação da memória e da identidade nacional.

Segundo Miguel Falabella, o espetáculo nasceu da vontade de traduzir para os palcos não apenas a trajetória artística de Alcione, mas também a potência cultural que ela representa para o país.

“Contar a vida de Alcione é mergulhar nas raízes de uma das mais ricas culturas populares do Brasil, a maranhense”, destaca o diretor.

Encerrando a “Trilogia do Samba”, iniciada por Jô Santana com “Cartola – O Mundo é um Moinho” e seguida por “Dona Ivone Lara – Um Sorriso Negro”, o musical reafirma o teatro como espaço de celebração coletiva, emoção e pertencimento. Em quase duas horas de espetáculo, o público é conduzido por uma experiência que atravessa música, memória afetiva e brasilidade.

SERVIÇO “Marrom, o Musical” Um espetáculo de Miguel Falabella
 
Quando: 31 de outubro (sábado) e 01 de novembro (domingo) de 2026
 
Onde: Ópera de Arame (R. João Gava, 920)
 
Sessões: sábado às 20h e domingo às 19h (duração: 2h, com intervalo de 15 minutos)
 
Ingressos: variam de R$ 25,00 a R$ 282,50
 
Vendas: Disk Ingressos
 
Classificação: Livre

 

Ficha Técnica: 

Um espetáculo de Miguel Falabella

Idealização: Jô Santana

Texto: Miguel Falabella

Direção Conjunta: Miguel Falabella e Ilea Ferraz

 

Elenco:

Lilian Valeska 
Letícia Soares 
Anastácia Lia 
Beatriz Martins 
Mariana Gomes
Fernando Leite
Caio Giovani
Eduardo Guimarães
Theo 
Luciana Lira
Nicole Sacramento 
Cesar Viggiani 
Becky Reis 
Dino Fernandes 
João Cortins 
Esther Queiroz 
Ester Freitas
Tainá Baldez 
Heide Cabral 
Nata da Sociedade
Charles Damásio 
Carla Leilane
Maurício Xavier

Músicos

Piano: Gui Terra e André Kusmitsch

Cavaquinho, guitarra e percussão: Lucas Trindade

Baixo: Felipe Mota

Bateria: Diego Pereira

Sopro: Guilherme Montanha

Violão 7 cordas: Bruno Vieira

Trompete e flugel horn: Palloma Lima

 

Diretora Assistente: Bia Lucci

Direção Musical, Arranjos, Regência e Piano: Guilherme Terra

Coreografia Original: Barbara Guerra e Rafael Machado

Coreógrafa Convidada: Rafa L

Assistente de coreografia: Vida Maria Sena Santos

Cenografia original: Zezinho Santos e Turibio Santos

Figurinos Originais: Ligia Rocha, Jemima Tuany e Marco Pacheco

Visagismo Original: Dicko Lorenzo

Assistente de visagismo e chefe de perucaria: Valeria Velloso

Direção Técnica: Ricardo Santana

Stage Manager: Samuel Gonçalves

Desenho de Luz: Paulinho Medeiros

Designer de Som: Bruno Pinho

Cenotecnia: Marquinhos

Assessoria de Imprensa: Amigos Assessoria / Maurício Aires e Rogério Alves

Direção de Comunicação: Renato Araújo

 

Social Media: Letícia Ribeiro

 Marketing: Iara Moraes

Designer Gráfico: Doroteia Design / Adriana Campos, Clara, Pedro Cancelliero e Vitória

Editor de conteúdo: Bruno Teodoro

Captador de conteúdo: Leo Nogueira

Performance: V2P

Assessoria Jurídica: Francez Advogados / Andrea Francez, Myrna Malanconi e João Pedro Batista

Assessoria Contábil: Yara Paraná do Brasil

Direção de Produção: Renato Araújo e Carmem Oliveira

Produtor: Alvaro Sabra

Produtor de A&B: Osmar Ribeiro

Assistência de Produção: Elio Costa e Paloma Engler

Estagiário de Produção: Isabel Hani

Marketing Cultural: Gheu Tibério, Paula Rego e Pedro Ribeiro

Direção Financeira e Leis de Incentivo: Janaina Reais

Assistente Administrativo: Marcela Lima

Chef: Osmar Ribeiro

Realização: Fato Produções

Fisioterapeuta: Deise Quele

Copeira: Débora Santos

Camareira chefe: Anna Américo

 

 




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Augusto Tortato
(41) 99202-7621
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 Geek’n’roll volta ao Largo da Ordem com concurso de cosplay, campeonato de Street Fighter e espaço para RPG e TCG

 

Dos quadrinhos e filmes de ficção científica aos videogames, animes e universos de fantasia, a cultura geek construiu uma comunidade que atravessa gerações.

 

Por Emanuelle Spack

 

O que começou a ganhar força entre fãs de histórias em quadrinhos, ficção científica e fantasia se expandiu para diferentes formas de entretenimento, criando espaços de encontro em que compartilhar referências, colecionar objetos e jogar com outras pessoas faz parte da experiência. Em Curitiba, a Feira Geek’n’roll aposta nessa conexão para reunir fãs e curiosos em uma nova edição no Largo da Ordem, no domingo, 1º de novembro, com entrada gratuita e atrações que vão do concurso de cosplay aos campeonatos de games.

Realizado no Barão Hall, em frente ao Memorial de Curitiba, o evento acontece das 10h:00 às 17h:00 e contará com mais de 25 expositores distribuídos pelos três andares da casa. Entre as opções estão roupas, action figures, acessórios, pelúcias, jogos retrô, colecionáveis, produtos de K-pop, discos de vinil, itens produzidos por impressão 3D, comidas e doces orientais, além de outras novidades inspiradas na cultura pop.

Idealizadora da feira, a empreendedora Tamyres Ikuno destaca a importância de criar um ambiente que reúna interesses heterogêneos e aproxime o público de pequenos empreendedores. “A Geek’n’roll é uma oportunidade de reunir pessoas que compartilham o gosto pela cultura geek, mas também de apresentar novos produtos, valorizar quem empreende e proporcionar um programa diferente para quem circula pelo Centro Histórico. Queremos que cada visitante descubra novas possibilidades dentro desse universo”, afirma.

Além de garimpar produtos e conhecer as novidades dos expositores, o público poderá acompanhar atrações voltadas à participação dos fãs. Às 15h:00, o palco ao lado do bar recebe um concurso de cosplay, com inscrições presenciais a partir das 14h:30. A atividadeconvida os participantes a entrarem no clima da cultura pop e apresentarem personagens que fazem parte de seus universos favoritos.

A programação também terá espaço para jogos de luta. A partir das 14h:00, o evento recebe um campeonato amador de Street Fighter, com inscrições antecipadas pelo site da Ingresul, e premiação de R$ 200,00 para o 1º lugar, R$ 100,00 para o segundo colocado e R$ 50,00 para quem ficar em terceiro lugar. A competição amplia a proposta de reunir jogadores e admiradores dos games em torno de uma experiência que combina diversão, habilidade e interação entre os participantes.

Para Thiago Henrique Almeida Gama, produtor de eventos e organizador da Geek’n’roll, a combinação de atrações é uma forma de tornar a feira interessante tanto para quem acompanha a cena geek quanto para quem deseja conhecê-la. “A cultura geek reúne muitas comunidades diferentes, dos fãs de games e animes a quem gosta de colecionáveis, cosplay e jogos de mesa. Nossa proposta é oferecer uma programação diversificada, em que as pessoas possam circular, conhecer outros fãs e participar das atividades, sem precisar pagar ingresso para entrar”, explica.

 

Mezanino ganha área dedicada a RPG e jogos de cartas

 

Uma das novidades desta edição é a criação de uma área especial para os fãs de RPG e TCG, sigla em inglês para jogos de cartas colecionáveis. No mezanino do Barão Hall, o público encontrará expositores e mesas destinadas às partidas, em um espaço pensado para quem gosta de montar estratégias, interpretar personagens e compartilhar experiências nesse sentido.

A iniciativa amplia as possibilidades de interação durante o evento e dá espaço a modalidades que vão além dos videogames. Enquanto os jogos de RPG permitem construir narrativas coletivas e explorar mundos imaginários, os card games reúnem jogadores em disputas que envolvem estratégia, coleção e conhecimento das regras.

Segundo Tamyres, a novidade acompanha a diversidade de interesses presente na comunidade geek. “Queremos que a feira seja também um lugar para viver esses hobbies, e não apenas para comprar produtos. A área de RPG e jogos de cartas abre espaço para aspessoas se reunirem em torno de uma mesa, conhecerem outros jogadores e compartilharem aquilo de que gostam”, destaca.

Além das atrações e dos estandes, o Barão Hall contará com venda de hambúrgueres, porções e chope. Com opções para diversos públicos e três andares de exposição, a Geek’n’roll convida os visitantes a aproveitar o domingo no coração do Largo da Ordem, entre jogos, colecionáveis, personagens e encontros que celebram a cultura geek.

 

Serviço:

Feira Geek’n’roll

📅 Data:1º de novembro de 2026

🕙 Feira: das 10h:00 às 17h:00

📍 Local: Barão Hall — Rua Dr. Claudino dos Santos, 70, São Francisco, Curitiba

🎟️ Entrada para a feira: gratuita

 

Programação

14h:00 - Campeonato amador de Street Fighter, com inscrições antecipadas pelo site da Ingresul

https://ingresul.com/

14h30 - Início das inscrições presenciais para o concurso de cosplay, no palco ao lado do bar.

15h:00 - Concurso de cosplay;

Durante o evento: feira com mais de 25 expositores e área de RPG e TCG no mezanino.

 

Rede sociais:

Feira Geek’n’roll

Barão Hall

 

Hashtags:

#GeeknRoll #FeiraGeek #UniversoGeek #CulturaGeek #CulturaPop #Cosplay #StreetFighter #RPG #TCG #Games #CuritibaGeek #AgendaCuritiba #LargoDaOrdem

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

 

Positivo

Família, escola e plataformas digitais: quem protege nossos adolescentes?

Celso Hartmann*

Vivemos um raro ponto de convergência em uma sociedade polarizada: a preocupação com os efeitos das redes sociais sobre crianças e adolescentes. Pais, educadores e legisladores divergem em quase tudo, mas compartilham a mesma inquietação: como protegê-los?

Alguns países discutem ou adotam a proibição de redes para menores de 16 anos, como Austrália e Reino Unido. Este último lançou a campanha “You Won’t Know Until You Ask”, incentivando o diálogo entre pais e filhos sobre conteúdos inadequados. Restrição e conversa parecem opostas, mas podem ser complementares.Como diretor de escola, defendo que o caminho mais consistente e formador é o diálogo sustentado pela corresponsabilidade entre família e escola. 

A proibição ampla seduz pela simplicidade: se há risco, elimina-se o acesso. Mas soluções simples para problemas complexos acarretam efeitos colaterais. Primeiro, a eficácia é limitada: jovens burlam os bloqueios com VPNs e outras ferramentas. Em segundo lugar, podem migrar para ambientes menos regulados e mais perigosos. Terceiro, há o risco de censura quando o Estado exclui um grupo de um espaço central de informação, cultura e convivência.

Redes sociais não são apenas ameaça. São também espaços de pertencimento para jovens isolados por questões geográficas ou identitárias. São fontes de informação — ainda que misturem qualidade e desinformação. Interditar esse universo ignora sua complexidade. Isso não significa relativizar riscos reais: automutilação, distúrbios alimentares, pornografia, desafios perigosos e cyberbullying exigem resposta firme das plataformas e regulação responsável do Estado. Mas regular não é interditar indiscriminadamente.

A campanha britânica parte de um dado inquietante: muitos pais nunca conversaram com os filhos sobre o que consomem on-line. O problema não é apenas tecnológico; é relacional. Nenhuma lei substitui uma conversa honesta. Nenhum filtro desenvolve senso crítico. Nenhum bloqueio automático constrói maturidade — ao contrário, pode estimular o desafio clandestino.

Educação digital é educação moral e emocional. Acontece em casa, nas conversas cotidianas, e se fortalece na escola, com projetos estruturados e orientação pedagógica. Precisamos ensinar os jovens a questionar o que consomem, como isso os faz sentir, se a informação é confiável e por que a acessam. Essa competência nasce do diálogo, não da proibição.

Completou-se um ano da lei que proibiu celulares no ambiente escolar. Sou favorável à restrição no contexto escolar. A escola é espaço de foco, convivência presencial e construção intelectual. É onde se aprende a sustentar atenção, desenvolver disciplina interna e interagir sem mediação constante de telas.

A restrição não nega a tecnologia; organiza seu uso. Ensina que há contextos que exigem concentração e atividades que não podem competir com notificações infinitas. A distração nem sempre é bem-vinda. Essa é uma aprendizagem para a vida adulta: saber alternar momentos de concentração profunda e uso produtivo da tecnologia. Maturidade é transitar entre esses ambientes.

Proibições devem ser pontuais. Crianças pequenas não têm maturidade cognitiva e emocional para navegar sozinhas: limites rígidos fazem sentido. Na adolescência, o desafio deixa de ser afastar e passa a ser ensinar a usar. Blindar integralmente pode comprometer a autonomia; expor sem orientação é irresponsável. O caminho do meio é educar para o uso consciente. A proteção real não virá de uma decisão isolada, mas da soma de três movimentos: diálogo consistente nas famílias; escolas que ensinam uso crítico da tecnologia; plataformas responsabilizadas por seus algoritmos e designs viciantes, sob regulação e auditoria.

Preparar adolescentes para o futuro não é excluí-los do mundo digital, mas capacitá-los para habitá-lo com consciência. Entre a proibição ampla e a permissividade irrestrita, há um caminho mais exigente — e mais eficaz: o da educação compartilhada.

*Celso Hartmann é diretor executivo dos colégios da Rede Positivo. 


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Celso Hartmann é diretor executivo dos colégios da Rede Positivo
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 Halloween Vegano: feira Veg&Tals reúne confeitaria inclusiva e produtos artesanais em Curitiba

 

Gastronomia e empreendedorismo local ganham destaque em edição especial no restaurante Viva La Vegan, com opções que vão de doces e salgados a cosméticos naturais

 

Por Emanuelle Spack

 

O Halloween, celebração de origem estrangeira que ganhou espaço no calendário brasileiro, já inspira vitrines, cardápios e eventos temáticos. Em Curitiba, a tradicional Feira Vegana Veg&Tals terá uma edição especial no domingo, 25 de outubro, das 11h:00 às 18h:00, no restaurante Viva La Vegan. Além da ambientação temática, o evento reunirá expositores de diferentes segmentos, com opções que vão de doces e pratos salgados a cosméticos, velas aromáticas e acessórios.

A proposta é aproveitar o Halloween para apresentar novos sabores, divulgar marcas autorais e valorizar pequenos empreendedores locais. Entre as opções gastronômicas estão tortas, brownies, cookies, bolos no pote, churros e doces de confeitaria inclusiva. Aprogramação também prevê itens confeitados para pessoas com doença celíaca, como bombons, palha italiana e alfajores, além de preparações salgadas, como barreado, empadas, hambúrgueres e enroladinhos de vina. A oferta inclui ainda queijos, tofu, linguiças vegetais e pizzas.

A variedade de produtos nos estandes vai além da alimentação. O público encontrará chás preparados por tea blenders, joias em pedrarias e cosméticos, tanto industrializados à base de grão de café verde, quanto os naturais feitos à mão. A oferta reforça a proposta da Veg&Tals de mostrar que o veganismo não se restringe à alimentação, mas também abrange cuidados pessoais, acessórios e hábitos de consumo.

Para a idealizadora da feira, Luciane de Fátima Gelinski Feola, a edição temática é uma oportunidade de aproximar o público do universo vegano por meio de experiências criativas e acessíveis. “Datas como o Halloween são oportunidades de explorar a criatividade, apresentar novidades e mostrar a diversidade de criações dos expositores. Queremos que as pessoas venham conhecer, experimentar e descobrir alternativas que unam sabor, qualidade e consumo consciente, em um ambiente acolhedor e descontraído”, afirma.

Criada em Curitiba, a Feira Veg&Tals nasceu com o propósito de conectar pessoas, valorizar pequenos empreendedores e ampliar a visibilidade de marcas e iniciativas ligadas ao veganismo e ao consumo consciente. Com uma curadoria que prioriza artigos 100% veganos, a iniciativa reúne empreendedores e consumidores em um ambiente de troca e descobertas, contribuindo para o fortalecimento da economia local e incentivando práticas de consumo que considerem o respeito aos animais e a responsabilidade socioambiental.

A realização no restaurante Viva La Vegan marca uma nova etapa para a Veg&Tals, aproximando a feira de novos públicos e fortalecendo a parceria entre iniciativas que compartilham valores ligados ao veganismo e ao consumo consciente. Uma segunda edição já está prevista, com perspectiva de continuidade no próximo ano. “Essa parceria é uma oportunidade de fortalecer uma rede de pessoas e negócios que acreditam em formas mais conscientes de produzir e consumir. Queremos que a Veg&Tals se consolide como um espaço de encontro, onde os visitantes possam conhecer quem está por trás das marcas, valorizar o trabalho artesanal e contribuir para a economia local”, afirma a idealizadora.

Com o lema “Veg&Tals: feira de pessoas, pets e boas escolhas”, o evento convida curitibanos e visitantes a aproveitar o domingo em clima de Halloween, conhecer novos sabores e descobrir iniciativas locais que têm no veganismo um dos pilares de seu trabalho.

 

Serviço

📍 Feira Vegana Veg&Tals - Edição Especial de Halloween

🗓 Domingo, 25 de outubro

⏰ Das 11h:00 às 18h:00

📌 Restaurante Viva La Vegan - Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 566, Centro, Curitiba (PR)

🐾 Pet friendly | Entrada gratuita

 

Rede Social:

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