quinta-feira, 20 de agosto de 2026

 

Senior Sistemas

ARTIGO: Reforma Tributária: maior risco pode não estar nos novos tributos, mas na confiança cega nos cálculos

*por Valmir Hammes, head de ERP Compliance e especialista em Legislação na Senior Sistemas

Durante anos, o debate sobre a Reforma Tributária esteve concentrado na simplificação do sistema, na substituição de tributos e nas novas regras de incidência. Mas, conforme a implementação se aproxima, um tema começa a ganhar relevância entre diretores financeiros, controllers e gestores tributários: a forma como as empresas irão validar aquilo que o próprio governo calcula.

A apuração assistida representa uma mudança importante no relacionamento entre Fisco e contribuinte. Pela primeira vez, o governo passa a apresentar uma apuração prévia dos débitos e créditos relacionados ao IBS e à CBS, reunindo os documentos fiscais conhecidos em suas bases. O conceito parece simples. O risco está justamente aí.

Há uma interpretação equivocada de que, se o governo calculou, basta aceitar o resultado. Não é assim. A responsabilidade pelo aceite continua sendo da empresa. Em outras palavras, a conta pode até chegar pronta, mas a responsabilidade pela sua conferência permanece com o contribuinte.

Esse talvez seja um dos aspectos menos debatidos da Reforma Tributária e, paradoxalmente, um dos mais críticos para a gestão financeira das organizações.

Imagine uma indústria, uma rede varejista ou um operador logístico que movimenta milhares, ou até milhões, de documentos fiscais por mês. Será razoável acreditar que alguém fará a conferência dessas informações manualmente? Será possível comparar documento por documento entre os registros internos e aqueles considerados pelo governo antes do fechamento da apuração?

A resposta é evidente: não. E o problema não é apenas operacional. É estratégico.

Qualquer divergência pode significar créditos tributários não aproveitados, débitos calculados incorretamente ou inconsistências que precisarão ser justificadas posteriormente. Em vez de prevenir problemas, a empresa passa a reagir a eles, muitas vezes quando o impacto financeiro já aconteceu.

Outro fator que amplia esse desafio é que a apuração assistida ocorrerá em ambientes distintos para CBS e IBS. Ainda que as regras sejam semelhantes, são sistemas independentes, exigindo que as organizações conciliem informações provenientes de múltiplas bases de dados antes de confirmar a apuração. Isso eleva significativamente a complexidade do processo, especialmente para empresas com diversas unidades, operações interestaduais e elevado volume de transações.

Nesse contexto, não é somente tributária, mas também de governança. Empresas que tratam a conciliação como uma tarefa acessória provavelmente descobrirão, tarde demais, que ela se tornou uma etapa essencial do controle fiscal. A nova lógica exige acompanhamento contínuo, identificação rápida de divergências e capacidade de agir antes do fechamento da apuração, não meses depois, quando o conflito já estiver instalado.

A tecnologia, portanto, sai da ideia de ser um diferencial competitivo e passa a ser fundamental, pois assume o papel de infraestrutura de conformidade. Não porque substitui o trabalho humano, mas porque torna possível aquilo que manualmente deixou de ser viável.

É importante compreender que essa necessidade não se restringe às maiores corporações. Quanto maior o volume de documentos, maior o desafio, mas praticamente todas as empresas submetidas ao novo modelo precisarão validar as informações apresentadas pelo governo antes de aceitar os valores apurados. Ignorar essa realidade significa assumir riscos em um ambiente que tende a ser cada vez mais automatizado e fiscalizado.

Talvez a maior mudança trazida pela Reforma Tributária não seja apenas a criação de novos tributos, mas a transformação da qualidade dos dados em um ativo estratégico para o negócio. 

No fim das contas, a pergunta que ficará para as empresas não será se elas conseguiram calcular corretamente seus impostos. Será se conseguiram comprovar que o cálculo estava correto antes de aceitá-lo.

 

*Valmir Hammes é head de ERP Compliance e especialista em Legislação na Senior Sistemas


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 Percursos da Maratona Internacional de Maringá estão disponíveis e passam por regiões arborizadas e cartões-postais da cidade

Provas de 5 km, 10 km, 21 km e 42 km terão trajetos únicos, com passagem pelo Parque do Ingá, Avenida Brasil e Catedral de Maringá

 

Brasil, agosto de 2026 – Os participantes da primeira Maratona Internacional de Maringá já podem conhecer os percursos oficiais das provas de 5 km, 10 km, 21 km e 42 km. Com trajetos únicos para cada distância, a prova foi planejada para levar os corredores por diferentes regiões da cidade, incluindo áreas verdes, ruas arborizadas e alguns dos principais cartões-postais de Maringá. A MIM será realizada entre os dias 20 e 22 de novembro de 2026, durante o feriado da Consciência Negra, com provas distribuídas nos três dias. 

 

Uma das características que mais se destacam nos percursos é a arborização. Conhecida nacionalmente pela presença de áreas verdes em sua estrutura urbana, Maringá oferece aos corredores um cenário que combina grandes avenidas, parques e ruas cercadas por árvores. Dados da pesquisa “Características Urbanísticas do Entorno dos Domicílios”, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo Demográfico de 2022, apontam Maringá como a cidade com mais de 100 mil habitantes com o maior percentual de moradores vivendo em ruas arborizadas no Brasil.

 

Os percursos também passam por alguns dos espaços mais conhecidos da Cidade Canção. O trajeto circula pelo entorno do Parque do Ingá e inclui a Avenida Brasil e a região da Catedral de Maringá, permitindo que os participantes tenham contato com diferentes referências da paisagem urbana durante a corrida.

 

Outro diferencial está na construção dos quatro percursos. Em vez de repetir voltas, cada distância terá um trajeto próprio. A proposta vale para as provas de 5 km, 10 km, 21 km e 42 km e busca proporcionar experiências distintas de acordo com o perfil e o desafio de cada atleta.

 

Nos 42 km, percurso da maratona, o desafio aumenta em razão da distância e da altimetria. Já os trajetos de 5 km, 10 km e 21 km apresentam características mais tranquilas nesse aspecto. Em todas as provas, a proposta é aliar o desafio esportivo à experiência de correr por uma cidade marcada pela arborização e pelos espaços verdes.

 

Para o diretor técnico da Maratona Internacional de Maringá, Marcos Pinheiro, a construção dos percursos levou em consideração as características da cidade e a experiência dos atletas. “Cada distância foi pensada para oferecer uma experiência própria ao participante. Tivemos o cuidado de construir percursos únicos, que aproveitam as características de Maringá e passam por diferentes regiões da cidade. É uma forma de apresentar a Cidade Canção aos corredores enquanto eles vivem o desafio da prova”, afirma.

 

A largada e a chegada acontecerão no Parque Internacional de Exposições Francisco Feio Ribeiro, onde também estará concentrada parte da estrutura do evento, com a Expo Maratona, estacionamento e espaço destinado às assessorias esportivas.  Os mapas completos dos quatro percursos já estão disponíveis no Google Maps, com os links na Bio do Instagram e no site oficial da prova. A organização também prevê a disponibilização dos trajetos no Strava.

 

Organizado pela Voa Sports e JOY eventos, com apoio institucional da Prefeitura de Maringá, o evento tem expectativa de reunir entre 15 mil atletas ao longo da programação.

 

A Maratona Internacional de Maringá será realizada entre os dias 20 a 22 de novembro de 2026, durante o feriado da Consciência Negra, com provas distribuídas nos três dias. As inscrições estão disponíveis no site (https://www.ticketsports.com.br/e/maratona-internacional-de-maring-87138). Para mais informações, acesse o perfil oficial da prova no Instagram: @maratonamaringa.


 É nesta sexta-feira! Garanta seu lugar na 2ª edição do Bailinho do Varal na DHouse


É nesta sexta-feira! A 2ª edição do Bailinho do Varal promete movimentar a noite de Curitiba na DHouse. A festa resgata a nostalgia dos grandes programas de auditório das décadas de 1980 e 1990, transformando o público na atração principal do espetáculo.

Com abertura da casa às 19h e show da banda Varal do Wando às 21h, a noite terá hits de artistas marcantes como Sidney Magal, Wando e Roupa Nova. Entre uma música e outra, o público interage direto com o palco nas brincadeiras comandadas por Handerson Banks, com direito a prêmios e brindes.

Além disso, a tecnologia garante participação em tempo real: via QR Code, todos podem enviar fotos e recados para o telão, além de votar nas músicas do encerramento do show.

Serviço
Evento: 2ª edição do Bailinho do Varal
Data: Nesta sexta-feira, 21 de agosto de 2026
Horário: Abertura da casa às 19h | Início da banda às 21h
Local: DHouse Curitiba (Rua José Sikorski, 46 — Curitiba/PR)
Ingressos: Disponíveis via Sympla
Mais informações: (41) 98743-3027
Instagram @bailinhodovaral 



 Reta final: inscrições para o maior show de talentos do Paraná terminam neste domingo


As inscrições para a 4ª temporada do The Singer Show estão nos últimos dias. Cantores amadores e semiprofissionais têm até as 23h59deste domingo, dia 23 de agosto, para garantir a participação pelo site thesingershow.com.br. A competição reunirá 84 talentos na DHouse Curitiba e distribuirá R$ 15 mil em prêmios.

A disputa acontece entre 2 de setembro e 18 de novembro, com apresentações avaliadas por jurados e voto popular. Nas etapas eliminatórias, o participante pode usar playback ou instrumento próprio. Já a grande final terá os 10 selecionados cantando acompanhados por uma banda ao vivo. O projeto é comandado pelos produtores e apresentadores Marcelo Mendes e Handerson Banks.

Detalhes da competição:
Vagas: 80 selecionadas por curadoria e 4 pelo projeto The Singer na Rua.
Devolução da taxa: Caso não seja selecionado na curadoria, o valor da taxa é reembolsado integralmente.
Premiação: R$ 7 mil para o 1º lugar; R$ 4 mil para o 2º; R$ 2,5 mil para o 3º; R$ 1 mil para o 4º; R$ 500 para o 5º lugar.

Serviço
The Singer Show
Inscrições: Até domingo, 23 de agosto de 2026
Taxa: R$ 125
Quem pode participar: Cantores amadores e semiprofissionais a partir de 16 anos
Local das apresentações: DHouse Curitiba (Rua José Sikorski, 46, Santo Inácio)
Informações e regulamento: thesingershow.com.br | Instagram: @thesingershow

terça-feira, 18 de agosto de 2026



 Ingressos para o Curitiba Folia já estão à venda para edição com Tomate, Xanddy Harmonia e Parangolé

Quinta edição da micareta será realizada em dezembro, na Pedreira Paulo Leminski, e já soma mais de 1.300 foliões confirmados

 

 

Curitiba, agosto de 2026 – Os ingressos para a quinta edição do Curitiba Folia já estão à venda e a procura pelo evento, marcado para o dia 12 de dezembro, já movimenta o público da capital paranaense. Mais de 1.300 foliões já garantiram presença na micareta, que neste ano estreia na Pedreira Paulo Leminski e reúne Tomate, Xanddy Harmonia e Parangolé em uma programação dedicada ao axé e à música baiana.

Com mais de dez horas de festa, trio elétrico e abadá, o Curitiba Folia prepara uma edição especial para o verão curitibano. A mudança para dezembro e a escolha da Pedreira Paulo Leminski ampliam a proposta do evento, que chega a um dos principais espaços de shows do país para receber aproximadamente 10 mil foliões.

 

O line-up reúne três nomes de destaque do axé nacional. Tomate, conhecido por sucessos como “Parará”, “Eu Não Vou Embora” e “Te Espero no Farol”; Xanddy Harmonia, voz de clássicos como “Vem Neném”, “Agachadinho” e “Comando”; e Parangolé, responsável por hits como “Rebolation”, “Open Bar” e “Tchubirabirom”, comandam a programação.  A experiência mantém elementos tradicionais das grandes micaretas brasileiras. O público acompanha os shows ao som de trio elétrico, com abadá e uma programação pensada para manter a festa durante todo o dia.

 

Entre as atrações, o Parangolé retorna ao Curitiba Folia após participar da edição de 2023. Tomate e Xanddy Harmonia também voltam ao evento, reforçando a relação dos artistas com o público curitibano e formando um line-up que reúne diferentes gerações do axé.  Criado em 2022, o Curitiba Folia nasceu com a proposta de trazer para a capital paranaense a experiência das tradicionais micaretas brasileiras. Ao longo das edições, o evento recebeu nomes como Durval Lelys, ex-líder do Asa de Águia, e Márcio Victor, do Psirico.

 

A edição de 2026 marca ainda a chegada do Curitiba Folia à Pedreira Paulo Leminski. O espaço, conhecido por receber grandes shows e eventos nacionais, será transformado em um circuito de micareta, com trio elétrico, música e diferentes experiências para o público. Os ingressos estão disponíveis pela plataforma Bluetickt, e os interessados já podem garantir o abadá para a edição de 2026.

 

O Curitiba Folia será realizado no dia 12 de dezembro, na Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba. A programação terá apresentações de Tomate, Xanddy Harmonia e Parangolé, com trio elétrico e abadá. Os ingressos estão à venda pela Bluetickt. Mais informações podem ser acompanhadas pelo Instagram: @curitibafolia.

 

Curitiba Faz História

Curitiba Faz História supera desafios

Maratona de 12 horas reuniu 20 entrevistados e mostrou trajetórias de superação, apoio familiar e crescimento, além de reforçar Curitiba como polo de oportunidades

Mais do que uma maratona inédita de 12 horas de podcast, o Curitiba Faz História terminou com uma constatação: por trás de trajetórias profissionais de sucesso, quase sempre existem momentos de crise, recomeços e histórias que chegaram perto de desmoronar. Realizado no dia 8 de agosto, no Legacy Coffee CWB, no Centro de Curitiba, o projeto reuniu 20 entrevistados, e alcançou mais 18k visualizações por meio das redes sociais e da transmissão ao vivo. Ao longo da programação, histórias de diferentes áreas mostraram que ninguém constrói uma trajetória de crescimento sem enfrentar dificuldades pelo caminho.

O ponto em comum entre grande parte dos convidados foi justamente a capacidade de superar momentos difíceis e transformar obstáculos em novos pontos de partida. Muitos relataram experiências de negócios que quebraram ou quase quebraram, mudanças de carreira, dificuldades financeiras e períodos de incerteza antes de alcançar reconhecimento em suas áreas. “Quase todo mundo tem uma história que quebrou ou quase quebrou. Não existe uma trajetória inviolável, sem dificuldades. O que diferencia essas pessoas é a capacidade de dar a volta por cima e continuar avançando. Hoje, são referências justamente porque conseguiram transformar momentos difíceis em crescimento”, afirma Jhosgli Samuel Gonzalez, idealizador do projeto.

A família também apareceu como um elemento recorrente nas histórias compartilhadas durante as entrevistas. Em diferentes trajetórias, familiares foram apontados como ponto de partida, suporte emocional ou incentivo para seguir em frente nos momentos de maior dificuldade. O apoio recebido em casa foi apresentado como parte importante da construção de negócios e carreiras que, posteriormente, ganharam espaço no mercado. “A gente percebeu que, por trás de muitas dessas histórias, existe uma família que acreditou, apoiou e ajudou aquela pessoa a continuar. É um elo muito forte nas trajetórias que ouvimos”, destaca Gonzalez.

As entrevistas também revelaram que sucesso não significa uma trajetória linear. Os participantes falaram sobre altos e baixos, mudanças de direção e períodos de reconstrução, mas mantiveram uma característica em comum: a capacidade de continuar avançando. “A trajetória de cada pessoa tem suas curvas. Existem momentos de queda, mas o importante é que a curva continue apontando para cima. O que vimos aqui foram pessoas que seguiram adiante, conquistaram espaço e continuam crescendo”, afirma Amauri Giovelli, apresentador da maratona.

Outro aspecto que ganhou destaque foi a diversidade de origens dos participantes. Parte significativa dos entrevistados não nasceu em Curitiba, mas escolheu a capital paranaense para viver, empreender e ampliar seus negócios. Entre os exemplos está uma empresária que veio de Pernambuco, atualmente vive em Alphaville, ministra cursos e está expandindo sua atuação para Curitiba. A história reforça a percepção de que a capital paranaense vem sendo vista como um mercado estratégico por empreendedores de diferentes regiões do país.

A presença de empresários vindos de outras cidades e estados também reforçou o papel de Curitiba como ambiente de conexões e oportunidades. Durante as 12 horas, profissionais de diferentes segmentos puderam compartilhar experiências, apresentar seus negócios e estabelecer novos contatos. A proposta de transformar networking em oportunidade concreta foi um dos pilares do projeto.

Idealizado por Jhosgli Samuel Gonzalez e apresentado por Amauri Giovelli, o Curitiba Faz História contou ainda com uma equipe formada por profissionais responsáveis pela direção estratégica e executiva, produção técnica e audiovisual, relações públicas e imprensa, logística, experiência dos participantes, gestão financeira, captação de patrocinadores, relacionamento comercial, parcerias estratégicas e suporte jurídico. A primeira edição teve duração de 12 horas, das 9h às 21h, e marcou o início de um projeto que pretende crescer a cada edição.

O resultado da primeira maratona já aponta para um novo desafio. A próxima edição do Curitiba Faz História está programada para 17 de outubro de 2026 e terá 24 horas de transmissão, dobrando a duração da primeira experiência. A expectativa é reunir o dobro de entrevistados e de participantes e ampliar ainda mais a presença de empreendedores de Curitiba, do Paraná e de outras regiões do Brasil. “A primeira edição mostrou que existe uma demanda enorme por histórias reais, conexões e conhecimento. Agora queremos dobrar o desafio e fazer 24 horas. Curitiba Faz História porque são as pessoas que vivem, empreendem e acreditam na cidade que estão escrevendo essa história”, conclui Jhosgli Samuel Gonzalez.
Serviço: Curitiba Faz História
Data: 8 de agosto de 2026
@curitibafazhistoria
Primeiro episódio: https://youtu.be/TJ3r-YMuGNs
Local: Legacy Coffee CWB
Rua Tibagi, 294, Centro, Curitiba (PR)



 
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 Hiago Rizzi lança livro de poemas sobre roupas e gênero na Livraria Telaranha

Provando vestidos investiga o ato de vestir-se a partir da vivência como pessoa não binária


No dia 20 de agosto (quinta-feira), às 18h30, na Livraria Telaranha, o jornalista Hiago Rizzi lança o livro Provando vestidos. A obra reúne 30 poemas que investigam a roupa e o ato de vestir-se em diversas formas, do tecido ao comportamento. O evento conta com um bate-papo com a escritora Julia Raiz e uma performance da artista Luísa Covolan.


Provando vestidos está ligado à vivência de Hiago como uma pessoa não binária — isto é, identidade de gênero que não se encaixa exclusivamente nas categorias tradicionais de masculino ou feminino. “As roupas são um ponto emblemático na vida de qualquer pessoa trans, para quem a disforia com a própria imagem comumente está ligada ao vestir-se. Ao mesmo tempo, esse é um tema universal, por isso foi escolhido como objeto”, afirma.  


Ainda que o título sugira uma leitura pelo viés das discussões sobre gênero, o livro aborda outros atravessamentos a partir do mesmo assunto, como a moda, as relações sociais e o trabalho. Os poemas, muitas vezes, têm conexões com sonhos ou histórias vividas por pessoas de seu entorno.


Hiago atua na área de comunicação do mercado editorial há anos e, pela primeira vez, está se autopublicando e coordenando todas as fases de produção do livro, sem vínculo com uma editora. Em 2024, publicou seu primeiro livro, Maravalha, pela Telaranha Edições. A editora do selo, Bárbara Tanaka, é a responsável pelo projeto gráfico de Provando vestidos.  


Performance

Na performance “Estação de pequenos reparos”, a artista Luísa Covolan usa uma máquina de costura e outros materiais para consertar roupas furadas, cortadas e rasgadas trazidas pelo público. Realizada pela primeira vez em 2024, a ação não possui moedas de troca, apenas a necessidade do público de ter suas peças reparadas e o desejo da artista em realizar essa atividade. 


Luísa Covolan tem no têxtil seu principal suporte de trabalho e desenvolve uma prática artística em linguagens como pintura e escrita. “Estação de pequenos reparos” inspirou um dos poemas do novo livro de Hiago. No lançamento, os leitores são convidados a participar da performance, levando suas próprias peças de roupa para conserto. 

 

Sobre o autor


Hiago Rizzi (Maravilha-SC, 2000) é formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Foi colaborador da Divisão de Difusão Cultural da Biblioteca Pública do Paraná, repórter do jornal Cândido e é coordenador de comunicação da Telaranha. Editou a publicação de artes visuais e poesia contemporânea Perto do fogo (2022) e organizou os livros Espáduas (2023) e Táxis experimentais (2025), ambos do poeta paranaense Rollo de Resende (1965-1995). Em 2024, publicou Maravalha.


Serviço


Lançamento do livro Provando vestidos, de Hiago Rizzi

Bate-papo com Julia Raiz e performance de Luísa Covolan

Data: 20 de agosto de 2026 (quinta-feira)

Horário: 18h30

Local: Telaranha Livraria e Café (Rua Ébano Pereira, 269, Centro – Curitiba/PR)

Entrada gratuita