sexta-feira, 14 de agosto de 2026



 Fondue de Coxinha vira opção de happy hour para curtir o inverno em Curitiba

Clássico prato na Rua 24 Horas, que já soma mais de 500 mil mini coxinhas servidas, combina com o frio da cidade e transforma um dos salgados mais queridos do Brasil em uma experiência descontraída para compartilhar

 

Curitiba, agosto de 2026 – Quando as temperaturas caem em Curitiba, o fondue costuma ganhar espaço entre os programas preferidos de quem busca uma experiência mais aconchegante. Mas, no Bávaro, tradicional operação da Rua 24 Horas, a receita aparece em uma versão bem mais descontraída: o famoso Fondue de Coxinha, que transforma o tradicional salgado brasileiro em uma opção para compartilhar e aproveitar o inverno também no happy hour.

 

Criado em 2017, o prato se tornou um dos maiores sucessos do Bávaro e já ultrapassou a marca de 500 mil mini coxinhas servidas. A proposta é simples: pequenas coxinhas acompanhadas de um cremoso molho de queijo, que são mergulhadas antes de serem saboreadas. O resultado é uma experiência que combina a informalidade de um petisco com a ideia de compartilhar típica dos fondues tradicionais.

 

“Curitiba tem uma relação muito forte com o frio e com o fondue, mas queríamos trazer essa experiência para uma proposta mais brasileira, descontraída e acessível. A coxinha acabou sendo a combinação perfeita”, afirma Luiz Breda, fundador do Bávaro e criador do Fondue de Coxinha.

 

Além de ser uma alternativa para os tradicionais programas de inverno, o fondue também funciona como opção para o happy hour. Localizado na Rua 24 Horas, no centro de Curitiba, o Bávaro recebe tanto quem está passeando pela região quanto quem procura um lugar para encontrar os amigos depois do trabalho. O formato compartilhável faz do prato uma opção para casais, grupos de amigos e famílias.

 

A ideia de adaptar o fondue ao perfil descontraído do bar surgiu justamente da relação dos curitibanos com esse tipo de preparo. “O fondue sempre teve espaço na gastronomia de Curitiba, principalmente nos meses mais frios. A nossa proposta foi trazer essa tradição para o universo do Bávaro, com um prato que tem identidade brasileira e que pode ser dividido entre as pessoas de maneira leve e divertida”, explica Breda.

 

O sucesso da criação ajudou a transformar o Fondue de Coxinha em um dos símbolos do Bávaro. Ao longo dos anos, o prato passou a chamar a atenção também de turistas que visitam Curitiba e encontram na Rua 24 Horas uma das paradas tradicionais da cidade.

 

Para quem prefere uma experiência doce, o cardápio também oferece versões de fondue com doce de leite ou leite Ninho, acompanhadas de mini churros ou frutas. Assim, o fondue pode aparecer tanto no happy hour quanto como sobremesa para fechar a noite.

 

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

 Anidea

ANIDEA apoia estreia do JJ Podcast

A ANIDEA é a patrocinadora do JJ Podcast, novo projeto do radialista e apresentador Jairo Junior, que estreou no dia 6 de agosto no YouTube. A iniciativa nasce com a proposta de dar voz a esportistas, reunindo histórias inspiradoras, desafios da carreira, bastidores e experiências que vão além das competições.

O episódio de estreia contou com a participação dos sócios da ANIDEA, Alex Costa e Noé Santiago, marcando o início da parceria entre a empresa e o podcast. Durante a conversa, os convidados compartilharam suas trajetórias e destacaram a importância de incentivar projetos que geram conteúdo de qualidade e fortalecem a conexão com o público.

O apoio ao JJ Podcast reforça a estratégia da ANIDEA de investir em iniciativas que promovam conhecimento, relacionamento e desenvolvimento, ampliando sua presença também no universo esportivo.

O podcast receberá, nos próximos episódios, atletas e profissionais ligados ao esporte para entrevistas sobre carreira, rotina, desafios e histórias de superação. Inicialmente, os episódios serão disponibilizados no YouTube.

O primeiro episódio já está disponível e pode ser assistido no canal oficial do JJ Podcast: https://www.youtube.com/live/aB5Yq-WlwaQ?si=KeuuxNlDgIgq69SD



Jairo Junior Alex Costa, Noé Santiago
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Toda Comunicação

Verônica Pacheco
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 Folk & Blues ao vivo e cardápio especial transformam as noites de quinta-feira em programa de inverno no Cantuca

Casa une fondue de cabotiá, risoto de costela, parrilla acesa e apresentações de folk, blues e country para criar uma experiência completa em Curitiba

Curitiba, agosto de 2026 – O inverno costuma mudar a forma como os curitibanos aproveitam a cidade. No lugar de encontros rápidos chega a estação que convida a permanecer mais tempo à mesa, reunir amigos e aproveitar boa comida em ambientes acolhedores. Pensando nisso, o Cantuca Brasero & Bar transformou as noites de quinta-feira em uma experiência que reúne gastronomia, música ao vivo e a tradição da parrilla acesa.
 

A partir das 19h, a casa recebe apresentações de folk, country e blues, criando a trilha sonora para quem busca um happy hour prolongado ou um jantar sem pressa. A programação musical se une ao cardápio de inverno, lançado especialmente para a estação, que traz pratos preparados para aquecer os dias frios.
 

Entre os destaques está o fondue de abóbora cabotiá com três queijos e pastrami artesanal, servido para duas pessoas. O prato combina a cremosidade da cabotiá com o sabor marcante do pastrami produzido pela própria casa, em um processo que leva 14 dias entre cura, defumação e cocção lenta.
 

Outra opção é o risoto de costela, preparado com arroz cremoso e carne cozida lentamente, além do tradicional caldinho de músculo, que completa a seleção de receitas desenvolvidas especialmente para o inverno.
 

Enquanto os novos pratos ocupam o centro da mesa, a parrilla permanece acesa durante toda a noite, servindo cortes preparados na brasa e acompanhados por uma carta de aproximadamente 30 rótulos de vinhos, além de drinks autorais e clássicos da coquetelaria.
 

Segundo Silvio Mariz Neto, sócio do Grupo Canto, a proposta é criar um programa completo para quem deseja aproveitar o inverno curitibano. "No inverno, as pessoas procuram lugares onde possam permanecer mais tempo, conversar e aproveitar a noite sem pressa. A música ao vivo, a parrilla acesa e um cardápio pensado para a estação transformam a quinta-feira em uma experiência que vai muito além do jantar."
 

A programação musical também foi escolhida para acompanhar esse clima. Com repertório voltado ao country, folk e blues, as apresentações valorizam o ambiente da casa e criam uma atmosfera intimista, sem competir com a experiência gastronômica.
 

"Queremos que o cliente chegue para um happy hour e tenha vontade de ficar para o jantar. A música ajuda a construir esse ambiente, enquanto a cozinha entrega pratos preparados especialmente para esse período do ano. É uma combinação que faz muito sentido para o inverno de Curitiba", completa Silvio.
 

O cardápio especial de inverno permanece disponível até o final de setembro. O Cantuca Brasero & Bar está localizado na Rua Saldanha Marinho, nº 2031, no Bigorrilho, em Curitiba. As apresentações acontecem todas as quintas-feiras, a partir das 19h. As reservas podem ser feitas pelo site da casa, e mais informações estão disponíveis no perfil oficial @cantucabrasero.





 Muito além da pista: LENDAA aposta em programação de wellness e recovery para transformar festival em experiência de reconexão

 

Em parceria com a LOFY, festival promove programação de wellness, recovery e experiências holísticas antes da jornada musical de sábado, em meio à Mata Atlântica de Morretes

 

Curitiba, 12 de agosto - Música eletrônica, natureza, movimento e momentos de pausa vão dividir espaço na quinta edição do LENDAA. Marcado para os dias 21 e 22 de agosto, em Morretes (PR), o festival amplia sua proposta de experiência em 2026 com a criação do Wellness Day, uma programação dedicada ao bem-estar físico e mental que acontece na manhã de sábado (22), antes do início da jornada musical. Desenvolvida em parceria com a LOFY, a novidade parte da ideia de que a experiência de um festival pode começar muito antes de o primeiro DJ assumir a pista. A programação será aberta ao público do evento e foi planejada para preparar corpo e mente para um dos momentos mais intensos do fim de semana: as 12 horas de música que se estendem ao longo do dia e da noite.

 

Entre as atividades previstas estão caminhadas pela Mata Atlântica, corrida, yoga, sound healing e experiências de recovery, oferecendo diferentes possibilidades de movimento, desaceleração e recuperação. Um dos destaques será a estrutura de banho quente e banho de gelo, que permitirá ao público experimentar o contraste térmico antes da programação musical.

 

O cenário também é parte fundamental da proposta. Realizado em Morretes, cercado pela Mata Atlântica, o LENDAA - Chapter V encontrou na própria natureza um ambiente para ampliar a experiência para além da pista de dança. A ideia é aproveitar o início do sábado para respirar, movimentar o corpo, recuperar as energias e vivenciar o espaço antes de mergulhar novamente na música.

 

Experiências holísticas durante todo o festival

 

O Wellness Day é apenas uma das frentes dessa proposta. Ao longo da pré-festa e da programação do festival, o LENDAA também contará com um cronograma de experiências holísticas e conectivas, conduzidas por profissionais de diferentes áreas e regiões do Brasil. As atividades estão sendo desenvolvidas a partir de uma curadoria alinhada ao conceito do evento e devem explorar diferentes caminhos para proporcionar momentos de presença e conexão, seja por meio do movimento, da respiração, do som, do contato com a natureza ou da interação entre os participantes.

 

A iniciativa acompanha uma transformação que vem ganhando espaço na cultura dos festivais: a busca por experiências que ultrapassem a programação artística. Se antes o foco estava essencialmente no palco e na pista, o público passa a valorizar também tudo aquilo que acontece ao redor da música. “A gente sempre teve uma preocupação muito grande com música, sonoridade e estrutura. Agora queremos ampliar essa experiência para o corpo e para a mente. O público não quer apenas ir a um festival e assistir a artistas; ele quer viver alguma coisa. Quer se conectar com o lugar, com as pessoas e consigo mesmo”, afirma Richard Rüppel, sócio idealizador do LENDAA.

 

12 horas de música em meio à natureza

 

Mesmo com a ampliação das experiências, a música permanece como elemento central do LENDAA. A curadoria do Chapter V reúne artistas brasileiros e internacionais que transitam por diferentes vertentes da música eletrônica contemporânea. Entre os nomes confirmados estão Sébastien Léger, D-Nox, Dor Danino, Carmelos, Dora Furlan, Felipe Poeta, JACKSON, PA & Thibes, Riche, Unfazed e Yumi Project. Ao todo, serão 12 horas de música, complementadas pelas atividades e experiências propostas ao longo do fim de semana.

 

A quinta edição também reforça essa busca por presença com a campanha “No Phones on the Dancefloor”. A iniciativa não propõe a proibição dos celulares, mas incentiva o público a trocar, por alguns momentos, os registros pelas experiências: olhar para o palco sem uma tela entre o artista e a pista, perceber quem está ao redor e vivenciar a música enquanto ela acontece.

 

Com o Wellness Day, as experiências holísticas e a campanha, o LENDAA amplia em 2026 uma identidade construída ao longo de cinco edições a partir da combinação entre curadoria musical, estrutura e natureza. Em Morretes, essa proposta encontra um cenário privilegiado. Durante o fim de semana, o público poderá alternar a intensidade da pista com momentos de movimento, recuperação, contemplação e contato com a Mata Atlântica.

 

Com ingressos já à venda, o LENDAA – Chapter V acontece nos dias 21 e 22 de agosto, em Morretes (PR), consolidando-se como um dos principais festivais brasileiros para quem busca uma experiência imersiva entre música, natureza e conexão humana.

 




 Michel Teló, César Menotti & Fabiano e João Bosco & Vinícius celebram época de ouro do sertanejo universitário em Curitiba

Festival Tempo Bom acontece no dia 11 de outubro e reúne sucessos que marcaram uma geração entre 2005 e 2015; ingressos começam a ser vendidos nesta quinta-feira (13)

CURITIBA, AGOSTO DE 2026 – Algumas músicas têm o poder de transportar o público para uma época, uma festa, uma amizade ou uma história de amor. É com essa proposta de resgatar memórias, despertar a nostalgia e proporcionar uma experiência de volta ao tempo que Curitiba recebe, no dia 11 de outubro, a primeira edição do Festival Tempo Bom, no Complexo Durival de Britto. O evento reúne três nomes que ajudaram a escrever a história do sertanejo universitário no Brasil: Michel Teló, César Menotti & Fabiano e João Bosco & Vinícius.
 

A proposta é grandiosa e inédita: reunir, em uma mesma noite, artistas que foram protagonistas de uma das fases de maior transformação e popularidade da música sertaneja brasileira. O Festival Tempo Bom nasce com a intenção de criar uma experiência única para quem viveu os anos 2000 e 2010 e, ao ouvir os primeiros acordes de cada música, ainda consegue lembrar onde estava, com quem estava e o que sentia.
 

Michel Teló, que ganhou projeção nacional em carreira solo com “Fugidinha” e alcançou repercussão internacional com “Ai Se Eu Te Pego”, representa uma das fases de maior popularidade do sertanejo universitário. A dupla César Menotti & Fabiano ajudou a definir a sonoridade daquele período com sucessos como “Leilão”, “Caso Marcado”, “Como Um Anjo” e “Ciumenta”. Já João Bosco & Vinícius, considerados pioneiros do movimento, chegam ao festival com músicas como “Chora, Me Liga”, “Insegurança”, “Falando Sério” e “Sem Esse Coração”.
 

Entre 2005 e 2015, essas canções estiveram nas rádios, festas universitárias, bares, formaturas, viagens e encontros de uma geração. Agora, elas ganham um novo palco para reunir pessoas que compartilharam aquela fase e também apresentar esse repertório a quem cresceu ouvindo essas histórias e músicas.
 

O Festival Tempo Bom foi concebido para ocupar um espaço ainda pouco explorado no calendário nacional de grandes eventos: uma celebração dedicada exclusivamente à nostalgia e à força dos grandes nomes que ajudaram a construir o sertanejo universitário. A proposta é reunir, em uma única noite, diferentes momentos de uma mesma história e criar a oportunidade de o público reviver essa atmosfera ao lado dos artistas que fizeram parte dela.
 

A grandiosidade do projeto também está ligada à experiência de seus realizadores. Entre os produtores está Ivan Miyazato, reconhecido como um dos principais empresários e produtores de artistas do sertanejo no Brasil, com uma trajetória ligada a grandes nomes e projetos do gênero.
 

“O sertanejo universitário foi além do gênero musical; tornou-se a trilha sonora de amizades, encontros e momentos que marcaram uma época. O Tempo Bom surge para conectar os artistas que lideraram essa transformação com o público que viveu cada capítulo dela, reunindo esse legado em uma única noite”, destaca João Gilberto Abrão, sócio da CWB Brasil, produtora do evento. 
 

Com essa combinação de artistas, repertórios e conceito, o Festival Tempo Bom chega a Curitiba como um evento de grande porte e com uma proposta exclusiva no cenário nacional: transformar a nostalgia de uma geração em uma experiência coletiva, com os artistas que fizeram parte da trilha sonora de uma época.
 

A venda de ingressos para o Festival Tempo Bom começa na próxima quinta-feira, dia 13 de agosto, às 12h, pela Blueticket. As informações e novidades sobre o evento estão disponíveis no Instagram @cwbbrasil.


 Dia Nacional do Voluntariado: Curitiba recebe encontro de empresas e voluntários na terça-feira (18)

Com foco no fortalecimento de redes de impacto, o VOLUN 2026 vai promover conexões entre quem acredita na colaboração como ferramenta de transformação social

 

Curitiba, Julho de 2026 – Celebrado em 28 de agosto, o Dia Nacional do Voluntariado reforça a importância de pessoas e organizações que dedicam tempo e conhecimento para transformar realidades. Como parte das celebrações da data, a cidade de Curitiba vai receber, no dia 18 de agosto, o VOLUN 2026 – Encontro de Voluntariado e Redes, uma tarde de palestras, debates e conexões voltada a empresas, organizações da sociedade civil, especialistas, lideranças e voluntários. 

 

Promovido pela FreeHelper, negócio de impacto social que conecta voluntários e empresas para fortalecer iniciativas de transformação social em todo o país, o evento será realizado no auditório Jardim Botânico da HOTMILK – Ecossistema de Inovação da PUCPR, e terá como tema "Ninguém cresce sozinho", destacando o papel da colaboração na construção de soluções para desafios sociais cada vez mais complexos. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site https://volun.freehelper.com.br

 

Segundo o fundador da FreeHelper e organizador do evento, Pedro Eilert, o VOLUN nasceu para aproximar pessoas e instituições que compartilham um mesmo propósito. "Existe muita gente realizando um trabalho transformador, mas muitas vezes de forma isolada. O VOLUN surge para criar conexões, fortalecer redes e mostrar que o impacto social cresce quando diferentes atores trabalham juntos", destaca.

 

Programação do encontro

Além de celebrar o voluntariado, o encontro propõe uma reflexão sobre a importância da colaboração entre diferentes setores da sociedade. A programação será aberta com uma apresentação sobre o cenário do voluntariado no Brasil, seguida pela palestra do coordenador de Conhecimento da Latimpacto, Gustavo Loiola, que abordará como o voluntariado também impulsiona o desenvolvimento de pessoas e organizações.

 

Na sequência, a coordenadora da Força de Proteção do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), do Governo Federal, Priscila Dias Leite, apresenta a palestra "Quando ninguém resolve sozinho: colaboração em contextos complexos", discutindo como a atuação em rede amplia a capacidade de enfrentar desafios sociais. O evento do dia 18 de agosto também contará com o painel "Ninguém Cresce Sozinho", uma roda de conversa entre os participantes, e será encerrado com um happy hour dedicado ao networking e à criação de novas conexões.

 

Para Pedro Eilert, a proposta vai além da realização de um encontro sobre voluntariado. "Quando aproximamos empresas, lideranças e voluntários, criamos oportunidades para que novos projetos aconteçam. O fortalecimento dessas redes beneficia toda a sociedade e amplia o alcance das iniciativas de impacto”, ressalta. “A proposta do VOLUN dialoga diretamente com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 17, da Organização das Nações Unidas, que destaca as parcerias como elemento essencial para enfrentar desafios complexos e ampliar o impacto das iniciativas sociais”, completa Eilert. 

 

O VOLUN 2026 – Encontro de Voluntariado e Redes será realizado no dia 18 de agosto, das 14h às 19h, no auditório da HOTMILK – Ecossistema de Inovação da PUCPR, localizado na Rua Imaculada Conceição (nº 1430), em Curitiba. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site do evento: volun.freehelper.com.br.

 

 

Biopark

A herança tóxica da sociedade descartável

*Taiane Camargo e Alberto Evangelista

Durante décadas, a imagem mais conhecida da poluição plástica foi a de tartarugas presas em redes abandonadas ou aves marinhas alimentando seus filhotes com tampas de garrafa. Essas cenas continuam chocantes, mas talvez não sejam mais as mais preocupantes. O problema mudou de escala. E mudou de endereço.

Hoje, a grande questão não é apenas o plástico que vemos. É o plástico que não vemos. Os microplásticos — partículas menores que 5 milímetros resultantes da degradação de embalagens, roupas sintéticas, pneus, tintas e inúmeros produtos do cotidiano — já ultrapassaram as fronteiras dos oceanos, dos rios e dos solos. Eles chegaram ao interior do corpo humano.

A descoberta mais inquietante dos últimos anos não ocorreu em uma praia poluída nem em uma área industrial. Ela aconteceu dentro de laboratórios que analisavam tecidos humanos. Em 2024, pesquisadores da Universidade do Novo México encontraram microplásticos em todas as 62 placentas humanas analisadas. O dado é particularmente preocupante porque a placenta é um órgão temporário, formado durante a gestação, o que sugere uma exposição contínua e crescente da população.

No mesmo período, estudos detectaram microplásticos em sangue humano, pulmões, fígado, rins e cordões umbilicais. Mais recentemente, pesquisadores identificaram concentrações ainda maiores no cérebro humano, em níveis superiores aos encontrados em outros órgãos analisados. Além disso, os estudos indicam um aumento significativo dessas concentrações entre 2016 e 2024.

A imagem é perturbadora. Por muito tempo, acreditou-se que o plástico era um problema ambiental. Hoje, ele se apresenta também como uma questão de saúde pública.

Acontece que os microplásticos não surgem espontaneamente. Eles são o estágio final de um modelo de consumo baseado no descarte. Uma garrafa plástica abandonada em um terreno baldio não desaparece. Ela se fragmenta. Uma sacola carregada pelo vento não deixa de existir. Ela se transforma em milhares de partículas microscópicas. Um pneu desgastado pelo atrito com o asfalto libera partículas que podem ser transportadas pela chuva, pelo ar e pelos sistemas de drenagem urbana.

Esses fragmentos acabam chegando aos rios, lagos e oceanos. Ali são ingeridos por organismos aquáticos e entram na cadeia alimentar. No litoral do Paraná, uma pesquisa conduzida pela oceanógrafa Fernanda Possatto identificou microplásticos em 93,6% dos peixes analisados em feiras e mercados da região. Dos 47 indivíduos examinados, 44 apresentavam partículas no trato digestório.

O dado não significa que o consumo desses peixes represente automaticamente um risco imediato à saúde humana. A própria pesquisadora faz essa ressalva. Porém, ele evidencia um fenômeno mais amplo: o plástico já está circulando pelos mesmos sistemas ecológicos que sustentam nossa alimentação.

E não apenas nos pescados. Microplásticos já foram identificados em sal de cozinha, açúcar, água potável, cerveja, frutas, vegetais e alimentos ultraprocessados. Em outras palavras: evitar completamente a exposição tornou-se praticamente impossível.

Uma das maiores dificuldades desse debate é que a ciência ainda está construindo respostas. Não existe, até o momento, consenso definitivo sobre quais concentrações representam risco direto à saúde humana, nem sobre os efeitos acumulativos ao longo de décadas de exposição.

Mas a ausência de respostas definitivas não significa ausência de riscos. Diversos estudos experimentais sugerem que microplásticos e nanoplásticos podem desencadear processos inflamatórios, estresse oxidativo, alterações metabólicas e danos celulares. Também cresce a preocupação com compostos químicos associados aos plásticos, como ftalatos e bisfenóis, conhecidos por interferirem no funcionamento hormonal do organismo.

Há ainda um agravante frequentemente ignorado: os microplásticos funcionam como uma espécie de "ônibus molecular". Durante sua trajetória no ambiente, podem adsorver metais pesados, pesticidas, compostos tóxicos e microrganismos patogênicos. Quando ingeridos por organismos vivos, transportam consigo esses contaminantes. É como se o problema não fosse apenas a partícula plástica, mas também a carga invisível que ela carrega.

Ao mesmo tempo em que nunca houve tanta preocupação com alimentação saudável, atividade física e qualidade de vida, nunca produzimos tanto plástico. Segundo estimativas internacionais, a produção mundial de plástico supera atualmente 400 milhões de toneladas por ano e continua crescendo. Grande parte desse volume é destinada a embalagens de uso único que permanecem no ambiente por décadas ou séculos.

É como se estivéssemos tentando cuidar do corpo enquanto ampliamos continuamente a contaminação do ambiente de que dependemos para viver. A natureza não possui um sistema capaz de processar rapidamente essa avalanche de polímeros sintéticos. O resultado é previsível: eles se acumulam. Primeiro, nos rios; depois, nos oceanos; e, por fim, nos alimentos. E agora, em nós.

A boa notícia é que existem soluções. Tecnologias de tratamento de água, sistemas de filtração mais eficientes, melhorias nos processos de reciclagem, desenvolvimento de biopolímeros e embalagens biodegradáveis representam avanços importantes. Mas nenhuma inovação tecnológica será suficiente se a cultura do descarte permanecer inalterada.

Reduzir o consumo de plásticos de uso único continua sendo a medida mais eficaz. Optar por recipientes reutilizáveis, evitar aquecer alimentos em embalagens plásticas, ampliar programas de coleta seletiva e exigir políticas públicas mais rigorosas são ações que parecem pequenas individualmente, mas que se tornam relevantes quando adotadas em escala social.

A história da saúde pública mostra que as grandes transformações costumam ocorrer antes da certeza absoluta. Foi assim com o tabagismo, com o amianto, com o chumbo na gasolina. Primeiro surgem os sinais. Depois vêm as evidências acumuladas. Por fim, a sociedade reconhece que ignorou, por tempo demais, algo que estava diante de seus olhos.

No caso dos microplásticos, talvez estejamos exatamente nesse momento. A pergunta já não é se eles chegaram ao ambiente, mas quanto tempo levaremos para reagir ao fato de que eles chegaram ao nosso próprio organismo.

 

Taiane Mota Camargo é doutora em Ciência e Tecnologia de Alimentos e pesquisadora do Biopark. Alberto Gonçalves Evangelista é doutor em Ciência Animal e pesquisador do Biopark.


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