segunda-feira, 2 de novembro de 2026

 


Topo Leições

Leilão solidário busca doações

Com apoio da Topo Leilões, evento no Hard Rock Cafe Curitiba arrecadará recursos para a formatura de 140 crianças atendidas por programa de tecnologia

Empresários e pessoas físicas podem contribuir com garrafas de vinho, bolsas, joias e outros objetos para um leilão beneficente que ajudará a custear a formatura de 140 crianças de baixa renda atendidas por um programa de ensino de tecnologia. Promovido pelo Instituto Dente de Leão, com apoio da Topo Leilões, o encontro será realizado em 4 de novembro, às 19h, no Hard Rock Cafe Curitiba. Neste momento, a mobilização está concentrada na busca de parceiros dispostos a doar os itens que serão leiloados.
A arrecadação líquida do evento será destinada à celebração de encerramento da Trilha IDL Tech 2026. Segundo Fernanda Toporoski, conselheira do Instituto Dente de Leão e leiloeira da Topo Leilões, o programa chega ao quinto ano e atende crianças de comunidades em situação de vulnerabilidade social, distribuídas em quatro locais. “A gente ensina tecnologia para 140 crianças de baixa renda”, afirma. “O dinheiro do leilão é para pagar a formatura dessas crianças.”
A campanha convida o setor empresarial a participar de uma etapa que reconhece o esforço dos estudantes e dá visibilidade às oportunidades de aprendizagem oferecidas nas comunidades. Ao contribuir com um objeto para o leilão, o doador ajuda a viabilizar a celebração de uma trajetória de formação de crianças que enfrentam barreiras econômicas de acesso à educação e à tecnologia.
O principal desafio, de acordo com Fernanda, é reunir peças que despertem o interesse do público e gerem arrecadação. A proposta contempla contribuições de diferentes valores, desde uma garrafa de vinho até bolsas e joias, permitindo a participação de parceiros com diferentes possibilidades de apoio. “Doar coisas para fazer o leilão ser um sucesso é o maior desafio”, relata.
A Topo Leilões participa como apoiadora da iniciativa e da mobilização por doações. Para Fernanda, a realização de leilões beneficentes integra seu envolvimento com projetos sociais e com a articulação de pessoas e empresas em torno dessas ações. “Leilão beneficente a gente faz com muita paixão”, afirma.
A busca por parceiros também propõe uma reflexão sobre a responsabilidade social das empresas diante das desigualdades de acesso a oportunidades. Neste caso, a contribuição tem uma finalidade concreta: reunir recursos para celebrar a formação das 140 crianças. A mobilização aproxima o empresariado de um trabalho desenvolvido nas comunidades e oferece uma maneira de apoiar estudantes que estão construindo novas perspectivas por meio do aprendizado.
Empresas e pessoas interessadas em doar objetos podem procurar a organização para combinar sua participação e o encaminhamento dos itens. O evento também é destinado a empresários, apoiadores e demais interessados em contribuir com a causa por meio dos arremates e da compra de ingressos, oferecidos a R$ 120. As informações estão disponíveis pelo telefone (41) 3599-0110.
Serviço
Evento: Leilão Beneficente em prol da Trilha IDL Tech 2026
Organização: Instituto Dente de Leão
Apoio: Topo Leilões
Fonte: Fernanda Toporoski, leiloeira e conselheira do Instituto Dente de Leão
Data: 4 de novembro de 2026, quarta-feira, às 19h
Local: Hard Rock Cafe Curitiba, Curitiba, Paraná
Ingresso: R$ 120
Informações: (41) 3599-0110
Site da apoiadora: www.topoleiloes.com.br





 CineMaterna de novembro exibe “Verity” no Shopping São José

Sessão especial acontece no dia 3 de novembro, com ambiente adaptado para receber mães, pais e responsáveis acompanhados de bebês

 

Curitiba, outubro de 2026 - O Shopping São José recebe, na próxima terça-feira, 3 de novembro, mais uma edição do CineMaterna, iniciativa que proporciona uma experiência de cinema especialmente preparada para mães, pais e responsáveis acompanhados de bebês. O filme escolhido para a sessão deste mês é “Verity”, suspense psicológico baseado no best-seller homônimo da escritora Colleen Hoover.

A trama acompanha Lowen Ashleigh, uma escritora contratada para concluir uma série de livros de Verity Crawford, autora de sucesso que ficou impossibilitada de continuar trabalhando após um acidente. Ao se mudar temporariamente para a casa da família Crawford para analisar os manuscritos, Lowen encontra um documento perturbador, com revelações sobre o passado da escritora. À medida que se aproxima do marido de Verity e descobre novos segredos, ela passa a questionar o que é verdade e o que pode ser manipulação.

Uma sessão preparada para famílias com bebês

O CineMaterna oferece uma estrutura diferenciada para que as famílias possam aproveitar o cinema com mais conforto e tranquilidade. Durante a exibição, o volume do som é reduzido, a iluminação permanece suave e a temperatura do ar-condicionado é ajustada para proporcionar um ambiente mais agradável aos bebês.

A sala também conta com trocadores equipados com fraldas e lenços umedecidos, espaço para estacionar carrinhos de bebê e tapete de EVA na primeira fila, destinado às crianças que já engatinham ou caminham. Uma equipe de apoio fica disponível para auxiliar os participantes durante a sessão.

A iniciativa permite que mães, pais e responsáveis retomem atividades culturais e de lazer sem precisar se afastar dos cuidados com os filhos. O ambiente é preparado para acolher o comportamento natural dos bebês, incluindo choros, movimentos e a necessidade de alimentação durante o filme.

O Shopping São José está localizado na Rua Dona Izabel A Redentora (n° 1434), no Centro de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. As lojas funcionam de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos e feriados, das 14h às 20h. Já a praça de alimentação e as opções de lazer funcionam de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos e feriados, das 11h às 22h. Mais informações no site www.shoppingsaojose.com.br ou no perfil oficial no Instagram (@shopsaojose).

 



 Empresários visitam novo Centro de Distribuição da Contabilista em Curitiba

Encontro da edição B2B do Masterboard reuniu founders e executivos para conhecer a operação da empresa curitibana, que investiu em um CD de 15 mil m² para atender grandes contas em todo o Brasil

Membros do Masterboard, ecossistema de negócios e educação para empresários e executivos, visitaram na última terça-feira, 27 de outubro, o novo Centro de Distribuição (CD) da Contabilista, empresa de suprimentos corporativos fundada em Curitiba em 1983. A visita fez parte da edição B2B do Masterboard e incluiu uma conversa aberta com a liderança da empresa e um tour pela operação.

O grupo foi recebido por Leandro Altrão, CEO da Contabilista e parte da família fundadora, Claudia Olmedo, gerente comercial, e Daniele Altrão, gerente de marketing. Os executivos contaram como uma papelaria criada para atender profissionais de contabilidade virou fornecedora de grandes empresas, competindo de Curitiba com distribuidores de São Paulo.

Um CD novo, construído com a operação rodando

Depois de 17 anos em um centro de distribuição de 8 mil m², a Contabilista decidiu construir uma nova estrutura em vez de adaptar a antiga. A obra aconteceu ao longo de 2025, sem interromper a operação, e a mudança foi feita em novembro do mesmo ano. O CD tem 15 mil m² e trocou a separação manual de pedidos por esteiras automatizadas.

Hoje a empresa trabalha com mais de 10 mil itens. Atende mais de 600 contratos e mais de 6.500 clientes corporativos por mês. Com frota própria de 15 veículos, a entrega é em até 24 horas na Grande Curitiba. Entre os clientes estão o Grupo Boticário e a Smart Fit.

Confiança como posicionamento

Durante a conversa, a empresa contou que, ao perguntar aos clientes por que compravam da Contabilista, a palavra que mais apareceu foi confiança. Desde então, o posicionamento da marca se apoia nessa ideia.

Os executivos mostraram como isso aparece na operação:

·       Transportadoras fixas: a empresa trabalha com sete transportadoras e não troca de parceiro só porque apareceu outro mais barato.

·       Mix enxuto: o catálogo é menor que o dos concorrentes de São Paulo e se concentra nos itens que o cliente realmente compra.

·       Velocidade: o prazo de entrega é tratado como compromisso, mesmo quando custa mais caro.

“Eu não quero um fornecedor que aceite qualquer preço e quebre em três meses. Quero um parceiro forte, que me forneça por muito tempo”, afirma Leandro Altrão, CEO da Contabilista.

Aprender com quem está no jogo

As visitas a empresas fazem parte da agenda do Masterboard, que reúne empresários do Sul do país para trocar experiências com executivos e founders que estão à frente de operações relevantes.

“Empresário aprende muito vendo a operação de outra empresa de perto. A Contabilista abriu as portas, mostrou números e falou com franqueza sobre o que funciona e o que ainda é desafio. É esse tipo de troca que a gente quer proporcionar no Masterboard”, diz Guilherme Barbosa, CEO do Masterboard.

Sobre o Masterboard

O Masterboard é um ecossistema de negócios e educação para empresários, founders, sócios e C-levels, com forte presença no Sul do Brasil. Promove masterclasses, board meetings, encontros de Open Innovation, MasterTrips e visitas a empresas, conectando empresários a conhecimento prático e networking qualificado.

Sobre a Contabilista

Fundada em Curitiba em 1983, a Contabilista é uma empresa de suprimentos corporativos. Atua com materiais de escritório, limpeza, copa, informática e outras categorias. Tem lojas próprias, e-commerce e um centro de distribuição de 15 mil m², de onde atende clientes em todo o Brasil.



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Aconteceu em Curitiba o lançamento da obra Majestade Sempre

Uma obra trata de longevidade, ancestralidade e da mulher madura na sua Majestade onde ela possa viver com mais leveza, liberdade e propósito na melhor fase da sua vida.

A autora Iraci Franceschini, palestrante e mentora, mãe, avó e descendente de italianos dos quatro costados homenageou na ocasião a sua nona Maddalena e compartilhou as memórias que inspiraram uma das histórias mais afetivas do livro. Majestade Sempre é um best seller da Amazon em português e italiano e encontra-se no formato e-book e o livro físico.
A apresentação reuniu reflexões sobre ancestralidade, imigração italiana e a importância de transmitir às novas gerações os valores que ajudaram a construir uma família.
Nascida em 1909, na região de Belluno, no norte da Itália, sua nona deixou a terra natal ainda adolescente. Órfã de mãe, fez a travessia acompanhada do pai, dos dois irmãos e da madrasta. Entre o medo do desconhecido e a distância de suas origens, encontrou na fé o amparo para seguir.
“Ela trazia apenas um terço. E ela segurava esse terço e orava o tempo todo, porque ela tinha muito medo de chegar num país distante”, contou a autora, resgatando lembranças das conversas entre as duas.
Ao chegar ao Brasil em 1924, desembarcou no Rio de Janeiro. Por volta dos 17 anos, casou-se em uma união organizada pelo pai e, aos 27, ficou viúva, com cinco filhos e grávida do sexto. A responsabilidade de criar uma família em circunstâncias tão difíceis deixou ensinamentos que permaneceram na memória da neta e, décadas depois, encontraram lugar na literatura.
Ao transformar essas lembranças em narrativa, Iraci preserva também a intimidade de uma relação: a voz que contava, a menina que escutava e a mulher que hoje compreende a dimensão do que recebeu. A homenagem nasce desse vínculo e do desejo de fazer com que os ensinamentos da nona continuem presentes na vida de seus descendentes.
A reflexão sobre as origens ampliou o significado do encontro. Conhecer os caminhos percorridos por quem veio antes permite reconhecer escolhas, renúncias e esforços que tornaram possível a história de cada família. A língua, os costumes e as lembranças compartilhadas mantêm vivos esses vínculos, mesmo quando um oceano separa o lugar de nascimento da terra onde a vida continuou.
O cuidado com a leitura aparece em cada detalhe da edição. A escrita com letras maiores apresenta o português do lado esquerdo e o italiano do lado direito. Ilustrações e um QR code antecedem todos os doze capítulos que dá acesso a uma seleção de músicas brasileiras e italianas, aproximando palavras, imagens e melodias em uma experiência que convida à descoberta e à recordação.
A obra é uma opção de presente para mães, madrinhas, nonas e qualquer pessoa que se interesse por longevidade, ancestralidade e pelo reconhecimento da própria majestade. Suas páginas convidam o leitor a honrar suas raízes, valorizar a própria trajetória e viver com mais leveza, dignidade e liberdade para fazer escolhas.

A celebração ganhou um significado especial naquele dia: Majestade Sempre tornou-se best-seller na Amazon, conquistando a posição de campeão de vendas nas categorias de longevidade, autoajuda, saúde, beleza e moda. A conquista marcou a realização de um sonho da autora e o encontro de sua obra com novos leitores.
Entre relatos e reflexões, uma ideia atravessou a apresentação: as histórias familiares precisam de quem as conte. Ao registrar a trajetória de sua nona, Iraci oferece às próximas gerações a oportunidade de conhecer a mulher por trás das lembranças — e reconhecer o quanto de sua coragem permanece em cada uma delas.

Serviço:Obra literária: MAJESTADE SEMPRE!
Autora: Iraci Franceschini
Idiomas: português à esquerda e italiano à direita
Instagram: @iracifranceschini
Compra na Amazon: https://www.amazon.com.br/s?k=Majestade+Sempre+Iraci



 
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Toda Comunicação

Verônica Pacheco
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terça-feira, 27 de outubro de 2026

 Dia Nacional do Livro: Shopping São José reúne opções de leitura e presentes para todas as idades

Celebrada em 29 de outubro, data destaca a importância da literatura; Livrarias Curitiba oferece títulos para diferentes públicos e interesses

 

São José dos Pinhais, outubro de 2026 - Celebrado em 29 de outubro, o Dia Nacional do Livro é uma oportunidade para descobrir novos autores, conhecer outras perspectivas e incentivar o hábito da leitura em todas as idades. A data marca a fundação da Real Biblioteca, em 1810, instituição que deu origem à atual Biblioteca Nacional. No Shopping São José, a ocasião ganha destaque com a presença da Livrarias Curitiba, que reúne opções de literatura infantil, romances, fantasia, suspense, biografias e obras de desenvolvimento pessoal, entre outros gêneros.

O interesse dos brasileiros pelos livros também aparece nos indicadores do setor. De acordo com a Câmara Brasileira do Livro (CBL), com base em pesquisa realizada pela Nielsen BookDatae publicada em março de 2026, cerca de 18% da população brasileira com 18 anos ou mais comprou pelo menos um livro em 2025, o equivalente a aproximadamente três milhões de novos consumidores em relação ao ano anterior. O levantamento também aponta que 47% das compras mais recentes de livros impressos foram realizadas presencialmente, evidenciando a relevância das lojas físicas na experiência de compra.

Nesse contexto, a presença de uma livraria no Shopping São José amplia as possibilidades de acesso à literatura e integra cultura, conveniência e lazer em um mesmo ambiente. A experiência presencial permite folhear exemplares, conhecer diferentes autores, explorar gêneros e encontrar sugestões para presentear, tornando a escolha do livro parte de um passeio.

Na Livrarias Curitiba, os leitores encontram alternativas para diferentes fases da vida. Para as crianças, livros ilustrados, histórias interativas e atividades educativas podem tornar o primeiro contato com a leitura mais lúdico. Entre adolescentes e jovens, títulos de fantasia, aventura e romance oferecem possibilidades para descobrir preferências literárias. Já para os adultos, o catálogo inclui desde ficção e clássicos da literatura até obras sobre história, negócios, comportamento e temas contemporâneos.

Sugestões de leitura para diferentes perfis

Para inspirar a escolha, alguns títulos que transitam por diferentes gêneros e públicos são:

1. “Verity”, de Colleen Hoover (Galera Record)

Neste suspense psicológico, a escritora Lowen Ashleigh é contratada para concluir uma série de livros de Verity Crawford, uma autora de sucesso que ficou incapacitada após um acidente. Ao investigar os arquivos da escritora, Lowen encontra um manuscrito autobiográfico perturbador, repleto de revelações sobre o passado da família. Entre segredos, mentiras e uma atração inesperada, ela se vê envolvida em uma trama na qual nem tudo é o que parece.

2. “A psicologia financeira”, de Morgan Housel (HarperCollins)

A obra explora como emoções, experiências e comportamentos influenciam a maneira como as pessoas lidam com o dinheiro. Por meio de histórias e reflexões, Morgan Housel mostra que as decisões financeiras não dependem apenas de conhecimentos técnicos, mas também de paciência, autocontrole e escolhas conscientes. É uma opção para leitores interessados em finanças pessoais, investimentos e comportamento.

3. “A hora da estrela”, de Clarice Lispector (Rocco)

Um dos grandes clássicos da literatura brasileira, o romance acompanha Macabéa, uma jovem nordestina que vive no Rio de Janeiro e enfrenta uma rotina marcada pela solidão, pela pobreza e pela invisibilidade social. Narrada pelo escritor fictício Rodrigo S. M., a obra aborda identidade, desigualdade e condição humana, convidando o leitor a refletir sobre a sociedade e os sentidos da existência.

Neste Dia Nacional do Livro, o Shopping São José convida o público a aproveitar a data para renovar a estante, descobrir novos autores e compartilhar o prazer da leitura com pessoas de diferentes gerações.

O Shopping São José está localizado na Rua Dona Izabel A Redentora (n° 1434), no Centro de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. As lojas funcionam de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos e feriados, das 14h às 20h. Já a praça de alimentação e as opções de lazer funcionam de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos e feriados, das 11h às 22h. Mais informações no site www.shoppingsaojose.com.br ou no perfil oficial no Instagram (@shopsaojose).



 Com curadoria de Teca Sandrini e Jozé Roberto da Silva, exposição no Museu Guido Viaro homenageia Fernando Calderari e Gilda Belczak

Mostra reúne obras dos gravuristas Daniel Marques, Esther Maria Braga Côrtes, Glaucia Flügel, Jozé Roberto da Silva e Larissa Franco


O Museu Guido Viaro abre, na quinta-feira (29), às 17h, a exposição “Por que Gravura?”, em homenagem à trajetória dos artistas paranaenses Fernando Calderari (1939-2021) e Gilda Belczak (1944-1969). Com curadoria de Teca Sandrini e Jozé Roberto da Silva, a mostra reúne obras de Daniel Marques, Esther Maria Braga Côrtes, Glaucia Flügel, Larissa Franco e do próprio Jozé, além de gravuras dos homenageados. A entrada é gratuita, e a exposição fica em cartaz até 30 de janeiro de 2027.


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Litografia de Fernando Calderari


Para Teca Sandrini, os artistas convidados são “sucessores” do legado de Calderari e Gilda na gravura paranaense. Os cinco frequentaram o Ateliê de Gravura do Solar do Barão, cuja origem remonta ao Ateliê Poty Lazzarotto, da Secretaria de Cultura de Curitiba. Fundado por Guido Viaro em 1968, o Ateliê foi coordenado, segundo Ennio Marques Ferreira, por Calderari e Gilda.


Ambos foram precursores no ensino da gravura no Paraná. Calderari fundou o Museu da Gravura no Solar do Barão, em 1989. Gilda, mesmo com a trajetória interrompida precocemente, foi uma das primeiras mulheres paranaenses a produzir gravuras e pioneira na impressão em cores, destaca a curadora.


 O Museu Guido Viaro foi escolhido para receber a exposição porque, segundo Teca Sandrini, além da excelente qualidade da instituição, “Viaro foi o primeiro professor de gravura no Paraná, portanto, essa é uma homenagem justa a dois de seus importantíssimos alunos e assistentes, Gilda Belczak e Fernando Calderari”. “Tenho certeza que desde as pessoas que já pensam ou trabalham com gravura e mesmo as que não conhecem o trabalho de Gilda e Calderari terão um encontro importantíssimo nessa exposição”, conclui a curadora. 


Serviço

“Por que Gravura?”

Abertura em quinta-feira, 29 de outubro, às 17h

Período expositivo de 29 de outubro a 30 de janeiro de 2027

Museu Guido Viaro – Rua XV de Novembro, 1.348, Centro, Curitiba

Visitação de terça a sábado, das 14h às 18h 

Entrada franca



 

Positivo

Quando o primeiro lugar não é a linha de chegada

O resultado do Paraná em leitura no PISA 2025 abre uma oportunidade para ampliar a discussão: além de jovens que leem bem, como formar uma sociedade que queira ler?

Lucas Raduy Guimarães*

O Paraná obteve 458 pontos em leitura no PISA 2025. Foi o maior resultado entre os estados brasileiros, 50 pontos acima da média nacional e apenas três abaixo da média dos países da OCDE. É um resultado importante e que merece reconhecimento.

O mesmo PISA, porém, ajuda a colocar essa conquista em perspectiva. A proficiência em leitura caiu fortemente em muitos países. No Brasil, o desempenho permaneceu praticamente estável em relação a 2022 e próximo do patamar observado desde 2015, mas ainda distante da média da OCDE.

Nesse cenário, a pergunta que mais me interessa não é apenas como o Paraná chegou ao primeiro lugar. É o que podemos fazer a partir dele.

O PISA mede competências dos estudantes e permite comparar resultados. Não identifica automaticamente quais políticas, comportamentos ou circunstâncias produziram o desempenho de um estado. Estabelecer relações de causa e efeito exige outras análises.

Há, no entanto, uma questão que podemos discutir independentemente disso. Uma coisa é ter jovens capazes de ler bem em uma avaliação internacional. Outra é formar pessoas que escolham continuar lendo quando não existe prova, nota ou professor cobrando.

Proficiência é indispensável, mas uma cultura leitora depende também de curiosidade, repertório, prazer e autonomia. O jovem precisa encontrar livros que façam sentido para ele, descobrir autores, experimentar gêneros, eventualmente abandonar uma obra que não o conquistou e procurar outra. E precisa de tempo.

A disputa por esse tempo ficou mais difícil. O livro concorre com notificações, vídeos curtos, jogos, redes sociais e uma oferta permanente de novos estímulos. Ler exige o movimento contrário: permanecer.

É preciso acompanhar um argumento por várias páginas, lembrar o que foi dito anteriormente, lidar com ambiguidades e sustentar a atenção quando a resposta não aparece imediatamente. Ler um livro é também aprender a não trocar de assunto a cada poucos segundos.

Foi diante desse desafio que decidimos fazer uma experiência bastante simples em mais de 20 colégios: reservar 20 minutos diários para leitura por prazer no Ensino Fundamental.

O mais importante não está apenas no relógio, obviamente. Está também na possibilidade de escolha e no estímulo. Não queremos transformar esses minutos em mais uma tarefa escolar. O aluno pode escolher o que deseja ler, descobrir autores e construir gradualmente suas preferências. Aprender a escolher também faz parte da formação de um leitor.

Não partimos da premissa de que vinte minutos diários produzirão, isoladamente, melhora nos indicadores acadêmicos. Esse efeito precisa ser acompanhado e medido. A experiência parte de uma ideia mais simples: é inviável criar o hábito de fazer algo para o qual nunca reservamos tempo.

E esse trabalho não pertence apenas à escola. Uma criança que nunca vê um adulto lendo recebe uma mensagem diferente daquela que cresce cercada por livros, conversas sobre histórias e pessoas que demonstram curiosidade pelo que leem. Pais e mães não precisam transformar a casa em sala de aula. Podem fazer algo muito mais simples: tornar a leitura visível.

Isso não significa atribuir às famílias a responsabilidade pela formação dos leitores. As condições de acesso aos livros, ao tempo e ao repertório são diferentes. Escolas, bibliotecas e comunidades têm papéis fundamentais. Mas o exemplo dos adultos também ensina.

O primeiro lugar do Paraná abre uma boa oportunidade para ampliar essa conversa. Não apenas sobre desempenho, mas sobre o espaço que queremos dar aos livros na escola, em casa e na vida cotidiana.

Os 458 pontos não nos dizem, sozinhos, como o Paraná chegou à liderança, nem permitem atribuir o resultado a uma iniciativa específica. Novos ciclos do PISA e outras pesquisas poderão ajudar a compreender melhor essa trajetória. Enquanto isso, podemos reconhecer a conquista sem transformar correlação em causalidade e, ao mesmo tempo, pensar no próximo desafio.

Se queremos uma sociedade mais leitora, precisamos de livros acessíveis, professores que leem, bibliotecas vivas, famílias que tornam a leitura visível, alguma liberdade de escolha e tempo.

O Paraná chegou ao primeiro lugar. Talvez a melhor maneira de valorizar essa conquista seja ampliar nossa ambição: além de jovens que demonstram boa proficiência em leitura, formar cada vez mais pessoas que escolham continuar lendo.

*Lucas Raduy Guimarães é presidente do Grupo Positivo


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