sexta-feira, 14 de agosto de 2026



 Fondue de Coxinha vira opção de happy hour para curtir o inverno em Curitiba

Clássico prato na Rua 24 Horas, que já soma mais de 500 mil mini coxinhas servidas, combina com o frio da cidade e transforma um dos salgados mais queridos do Brasil em uma experiência descontraída para compartilhar

 

Curitiba, agosto de 2026 – Quando as temperaturas caem em Curitiba, o fondue costuma ganhar espaço entre os programas preferidos de quem busca uma experiência mais aconchegante. Mas, no Bávaro, tradicional operação da Rua 24 Horas, a receita aparece em uma versão bem mais descontraída: o famoso Fondue de Coxinha, que transforma o tradicional salgado brasileiro em uma opção para compartilhar e aproveitar o inverno também no happy hour.

 

Criado em 2017, o prato se tornou um dos maiores sucessos do Bávaro e já ultrapassou a marca de 500 mil mini coxinhas servidas. A proposta é simples: pequenas coxinhas acompanhadas de um cremoso molho de queijo, que são mergulhadas antes de serem saboreadas. O resultado é uma experiência que combina a informalidade de um petisco com a ideia de compartilhar típica dos fondues tradicionais.

 

“Curitiba tem uma relação muito forte com o frio e com o fondue, mas queríamos trazer essa experiência para uma proposta mais brasileira, descontraída e acessível. A coxinha acabou sendo a combinação perfeita”, afirma Luiz Breda, fundador do Bávaro e criador do Fondue de Coxinha.

 

Além de ser uma alternativa para os tradicionais programas de inverno, o fondue também funciona como opção para o happy hour. Localizado na Rua 24 Horas, no centro de Curitiba, o Bávaro recebe tanto quem está passeando pela região quanto quem procura um lugar para encontrar os amigos depois do trabalho. O formato compartilhável faz do prato uma opção para casais, grupos de amigos e famílias.

 

A ideia de adaptar o fondue ao perfil descontraído do bar surgiu justamente da relação dos curitibanos com esse tipo de preparo. “O fondue sempre teve espaço na gastronomia de Curitiba, principalmente nos meses mais frios. A nossa proposta foi trazer essa tradição para o universo do Bávaro, com um prato que tem identidade brasileira e que pode ser dividido entre as pessoas de maneira leve e divertida”, explica Breda.

 

O sucesso da criação ajudou a transformar o Fondue de Coxinha em um dos símbolos do Bávaro. Ao longo dos anos, o prato passou a chamar a atenção também de turistas que visitam Curitiba e encontram na Rua 24 Horas uma das paradas tradicionais da cidade.

 

Para quem prefere uma experiência doce, o cardápio também oferece versões de fondue com doce de leite ou leite Ninho, acompanhadas de mini churros ou frutas. Assim, o fondue pode aparecer tanto no happy hour quanto como sobremesa para fechar a noite.

 

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

 Anidea

ANIDEA apoia estreia do JJ Podcast

A ANIDEA é a patrocinadora do JJ Podcast, novo projeto do radialista e apresentador Jairo Junior, que estreou no dia 6 de agosto no YouTube. A iniciativa nasce com a proposta de dar voz a esportistas, reunindo histórias inspiradoras, desafios da carreira, bastidores e experiências que vão além das competições.

O episódio de estreia contou com a participação dos sócios da ANIDEA, Alex Costa e Noé Santiago, marcando o início da parceria entre a empresa e o podcast. Durante a conversa, os convidados compartilharam suas trajetórias e destacaram a importância de incentivar projetos que geram conteúdo de qualidade e fortalecem a conexão com o público.

O apoio ao JJ Podcast reforça a estratégia da ANIDEA de investir em iniciativas que promovam conhecimento, relacionamento e desenvolvimento, ampliando sua presença também no universo esportivo.

O podcast receberá, nos próximos episódios, atletas e profissionais ligados ao esporte para entrevistas sobre carreira, rotina, desafios e histórias de superação. Inicialmente, os episódios serão disponibilizados no YouTube.

O primeiro episódio já está disponível e pode ser assistido no canal oficial do JJ Podcast: https://www.youtube.com/live/aB5Yq-WlwaQ?si=KeuuxNlDgIgq69SD



Jairo Junior Alex Costa, Noé Santiago
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Toda Comunicação

Verônica Pacheco
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 Folk & Blues ao vivo e cardápio especial transformam as noites de quinta-feira em programa de inverno no Cantuca

Casa une fondue de cabotiá, risoto de costela, parrilla acesa e apresentações de folk, blues e country para criar uma experiência completa em Curitiba

Curitiba, agosto de 2026 – O inverno costuma mudar a forma como os curitibanos aproveitam a cidade. No lugar de encontros rápidos chega a estação que convida a permanecer mais tempo à mesa, reunir amigos e aproveitar boa comida em ambientes acolhedores. Pensando nisso, o Cantuca Brasero & Bar transformou as noites de quinta-feira em uma experiência que reúne gastronomia, música ao vivo e a tradição da parrilla acesa.
 

A partir das 19h, a casa recebe apresentações de folk, country e blues, criando a trilha sonora para quem busca um happy hour prolongado ou um jantar sem pressa. A programação musical se une ao cardápio de inverno, lançado especialmente para a estação, que traz pratos preparados para aquecer os dias frios.
 

Entre os destaques está o fondue de abóbora cabotiá com três queijos e pastrami artesanal, servido para duas pessoas. O prato combina a cremosidade da cabotiá com o sabor marcante do pastrami produzido pela própria casa, em um processo que leva 14 dias entre cura, defumação e cocção lenta.
 

Outra opção é o risoto de costela, preparado com arroz cremoso e carne cozida lentamente, além do tradicional caldinho de músculo, que completa a seleção de receitas desenvolvidas especialmente para o inverno.
 

Enquanto os novos pratos ocupam o centro da mesa, a parrilla permanece acesa durante toda a noite, servindo cortes preparados na brasa e acompanhados por uma carta de aproximadamente 30 rótulos de vinhos, além de drinks autorais e clássicos da coquetelaria.
 

Segundo Silvio Mariz Neto, sócio do Grupo Canto, a proposta é criar um programa completo para quem deseja aproveitar o inverno curitibano. "No inverno, as pessoas procuram lugares onde possam permanecer mais tempo, conversar e aproveitar a noite sem pressa. A música ao vivo, a parrilla acesa e um cardápio pensado para a estação transformam a quinta-feira em uma experiência que vai muito além do jantar."
 

A programação musical também foi escolhida para acompanhar esse clima. Com repertório voltado ao country, folk e blues, as apresentações valorizam o ambiente da casa e criam uma atmosfera intimista, sem competir com a experiência gastronômica.
 

"Queremos que o cliente chegue para um happy hour e tenha vontade de ficar para o jantar. A música ajuda a construir esse ambiente, enquanto a cozinha entrega pratos preparados especialmente para esse período do ano. É uma combinação que faz muito sentido para o inverno de Curitiba", completa Silvio.
 

O cardápio especial de inverno permanece disponível até o final de setembro. O Cantuca Brasero & Bar está localizado na Rua Saldanha Marinho, nº 2031, no Bigorrilho, em Curitiba. As apresentações acontecem todas as quintas-feiras, a partir das 19h. As reservas podem ser feitas pelo site da casa, e mais informações estão disponíveis no perfil oficial @cantucabrasero.





 Muito além da pista: LENDAA aposta em programação de wellness e recovery para transformar festival em experiência de reconexão

 

Em parceria com a LOFY, festival promove programação de wellness, recovery e experiências holísticas antes da jornada musical de sábado, em meio à Mata Atlântica de Morretes

 

Curitiba, 12 de agosto - Música eletrônica, natureza, movimento e momentos de pausa vão dividir espaço na quinta edição do LENDAA. Marcado para os dias 21 e 22 de agosto, em Morretes (PR), o festival amplia sua proposta de experiência em 2026 com a criação do Wellness Day, uma programação dedicada ao bem-estar físico e mental que acontece na manhã de sábado (22), antes do início da jornada musical. Desenvolvida em parceria com a LOFY, a novidade parte da ideia de que a experiência de um festival pode começar muito antes de o primeiro DJ assumir a pista. A programação será aberta ao público do evento e foi planejada para preparar corpo e mente para um dos momentos mais intensos do fim de semana: as 12 horas de música que se estendem ao longo do dia e da noite.

 

Entre as atividades previstas estão caminhadas pela Mata Atlântica, corrida, yoga, sound healing e experiências de recovery, oferecendo diferentes possibilidades de movimento, desaceleração e recuperação. Um dos destaques será a estrutura de banho quente e banho de gelo, que permitirá ao público experimentar o contraste térmico antes da programação musical.

 

O cenário também é parte fundamental da proposta. Realizado em Morretes, cercado pela Mata Atlântica, o LENDAA - Chapter V encontrou na própria natureza um ambiente para ampliar a experiência para além da pista de dança. A ideia é aproveitar o início do sábado para respirar, movimentar o corpo, recuperar as energias e vivenciar o espaço antes de mergulhar novamente na música.

 

Experiências holísticas durante todo o festival

 

O Wellness Day é apenas uma das frentes dessa proposta. Ao longo da pré-festa e da programação do festival, o LENDAA também contará com um cronograma de experiências holísticas e conectivas, conduzidas por profissionais de diferentes áreas e regiões do Brasil. As atividades estão sendo desenvolvidas a partir de uma curadoria alinhada ao conceito do evento e devem explorar diferentes caminhos para proporcionar momentos de presença e conexão, seja por meio do movimento, da respiração, do som, do contato com a natureza ou da interação entre os participantes.

 

A iniciativa acompanha uma transformação que vem ganhando espaço na cultura dos festivais: a busca por experiências que ultrapassem a programação artística. Se antes o foco estava essencialmente no palco e na pista, o público passa a valorizar também tudo aquilo que acontece ao redor da música. “A gente sempre teve uma preocupação muito grande com música, sonoridade e estrutura. Agora queremos ampliar essa experiência para o corpo e para a mente. O público não quer apenas ir a um festival e assistir a artistas; ele quer viver alguma coisa. Quer se conectar com o lugar, com as pessoas e consigo mesmo”, afirma Richard Rüppel, sócio idealizador do LENDAA.

 

12 horas de música em meio à natureza

 

Mesmo com a ampliação das experiências, a música permanece como elemento central do LENDAA. A curadoria do Chapter V reúne artistas brasileiros e internacionais que transitam por diferentes vertentes da música eletrônica contemporânea. Entre os nomes confirmados estão Sébastien Léger, D-Nox, Dor Danino, Carmelos, Dora Furlan, Felipe Poeta, JACKSON, PA & Thibes, Riche, Unfazed e Yumi Project. Ao todo, serão 12 horas de música, complementadas pelas atividades e experiências propostas ao longo do fim de semana.

 

A quinta edição também reforça essa busca por presença com a campanha “No Phones on the Dancefloor”. A iniciativa não propõe a proibição dos celulares, mas incentiva o público a trocar, por alguns momentos, os registros pelas experiências: olhar para o palco sem uma tela entre o artista e a pista, perceber quem está ao redor e vivenciar a música enquanto ela acontece.

 

Com o Wellness Day, as experiências holísticas e a campanha, o LENDAA amplia em 2026 uma identidade construída ao longo de cinco edições a partir da combinação entre curadoria musical, estrutura e natureza. Em Morretes, essa proposta encontra um cenário privilegiado. Durante o fim de semana, o público poderá alternar a intensidade da pista com momentos de movimento, recuperação, contemplação e contato com a Mata Atlântica.

 

Com ingressos já à venda, o LENDAA – Chapter V acontece nos dias 21 e 22 de agosto, em Morretes (PR), consolidando-se como um dos principais festivais brasileiros para quem busca uma experiência imersiva entre música, natureza e conexão humana.

 




 Michel Teló, César Menotti & Fabiano e João Bosco & Vinícius celebram época de ouro do sertanejo universitário em Curitiba

Festival Tempo Bom acontece no dia 11 de outubro e reúne sucessos que marcaram uma geração entre 2005 e 2015; ingressos começam a ser vendidos nesta quinta-feira (13)

CURITIBA, AGOSTO DE 2026 – Algumas músicas têm o poder de transportar o público para uma época, uma festa, uma amizade ou uma história de amor. É com essa proposta de resgatar memórias, despertar a nostalgia e proporcionar uma experiência de volta ao tempo que Curitiba recebe, no dia 11 de outubro, a primeira edição do Festival Tempo Bom, no Complexo Durival de Britto. O evento reúne três nomes que ajudaram a escrever a história do sertanejo universitário no Brasil: Michel Teló, César Menotti & Fabiano e João Bosco & Vinícius.
 

A proposta é grandiosa e inédita: reunir, em uma mesma noite, artistas que foram protagonistas de uma das fases de maior transformação e popularidade da música sertaneja brasileira. O Festival Tempo Bom nasce com a intenção de criar uma experiência única para quem viveu os anos 2000 e 2010 e, ao ouvir os primeiros acordes de cada música, ainda consegue lembrar onde estava, com quem estava e o que sentia.
 

Michel Teló, que ganhou projeção nacional em carreira solo com “Fugidinha” e alcançou repercussão internacional com “Ai Se Eu Te Pego”, representa uma das fases de maior popularidade do sertanejo universitário. A dupla César Menotti & Fabiano ajudou a definir a sonoridade daquele período com sucessos como “Leilão”, “Caso Marcado”, “Como Um Anjo” e “Ciumenta”. Já João Bosco & Vinícius, considerados pioneiros do movimento, chegam ao festival com músicas como “Chora, Me Liga”, “Insegurança”, “Falando Sério” e “Sem Esse Coração”.
 

Entre 2005 e 2015, essas canções estiveram nas rádios, festas universitárias, bares, formaturas, viagens e encontros de uma geração. Agora, elas ganham um novo palco para reunir pessoas que compartilharam aquela fase e também apresentar esse repertório a quem cresceu ouvindo essas histórias e músicas.
 

O Festival Tempo Bom foi concebido para ocupar um espaço ainda pouco explorado no calendário nacional de grandes eventos: uma celebração dedicada exclusivamente à nostalgia e à força dos grandes nomes que ajudaram a construir o sertanejo universitário. A proposta é reunir, em uma única noite, diferentes momentos de uma mesma história e criar a oportunidade de o público reviver essa atmosfera ao lado dos artistas que fizeram parte dela.
 

A grandiosidade do projeto também está ligada à experiência de seus realizadores. Entre os produtores está Ivan Miyazato, reconhecido como um dos principais empresários e produtores de artistas do sertanejo no Brasil, com uma trajetória ligada a grandes nomes e projetos do gênero.
 

“O sertanejo universitário foi além do gênero musical; tornou-se a trilha sonora de amizades, encontros e momentos que marcaram uma época. O Tempo Bom surge para conectar os artistas que lideraram essa transformação com o público que viveu cada capítulo dela, reunindo esse legado em uma única noite”, destaca João Gilberto Abrão, sócio da CWB Brasil, produtora do evento. 
 

Com essa combinação de artistas, repertórios e conceito, o Festival Tempo Bom chega a Curitiba como um evento de grande porte e com uma proposta exclusiva no cenário nacional: transformar a nostalgia de uma geração em uma experiência coletiva, com os artistas que fizeram parte da trilha sonora de uma época.
 

A venda de ingressos para o Festival Tempo Bom começa na próxima quinta-feira, dia 13 de agosto, às 12h, pela Blueticket. As informações e novidades sobre o evento estão disponíveis no Instagram @cwbbrasil.


 Dia Nacional do Voluntariado: Curitiba recebe encontro de empresas e voluntários na terça-feira (18)

Com foco no fortalecimento de redes de impacto, o VOLUN 2026 vai promover conexões entre quem acredita na colaboração como ferramenta de transformação social

 

Curitiba, Julho de 2026 – Celebrado em 28 de agosto, o Dia Nacional do Voluntariado reforça a importância de pessoas e organizações que dedicam tempo e conhecimento para transformar realidades. Como parte das celebrações da data, a cidade de Curitiba vai receber, no dia 18 de agosto, o VOLUN 2026 – Encontro de Voluntariado e Redes, uma tarde de palestras, debates e conexões voltada a empresas, organizações da sociedade civil, especialistas, lideranças e voluntários. 

 

Promovido pela FreeHelper, negócio de impacto social que conecta voluntários e empresas para fortalecer iniciativas de transformação social em todo o país, o evento será realizado no auditório Jardim Botânico da HOTMILK – Ecossistema de Inovação da PUCPR, e terá como tema "Ninguém cresce sozinho", destacando o papel da colaboração na construção de soluções para desafios sociais cada vez mais complexos. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site https://volun.freehelper.com.br

 

Segundo o fundador da FreeHelper e organizador do evento, Pedro Eilert, o VOLUN nasceu para aproximar pessoas e instituições que compartilham um mesmo propósito. "Existe muita gente realizando um trabalho transformador, mas muitas vezes de forma isolada. O VOLUN surge para criar conexões, fortalecer redes e mostrar que o impacto social cresce quando diferentes atores trabalham juntos", destaca.

 

Programação do encontro

Além de celebrar o voluntariado, o encontro propõe uma reflexão sobre a importância da colaboração entre diferentes setores da sociedade. A programação será aberta com uma apresentação sobre o cenário do voluntariado no Brasil, seguida pela palestra do coordenador de Conhecimento da Latimpacto, Gustavo Loiola, que abordará como o voluntariado também impulsiona o desenvolvimento de pessoas e organizações.

 

Na sequência, a coordenadora da Força de Proteção do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), do Governo Federal, Priscila Dias Leite, apresenta a palestra "Quando ninguém resolve sozinho: colaboração em contextos complexos", discutindo como a atuação em rede amplia a capacidade de enfrentar desafios sociais. O evento do dia 18 de agosto também contará com o painel "Ninguém Cresce Sozinho", uma roda de conversa entre os participantes, e será encerrado com um happy hour dedicado ao networking e à criação de novas conexões.

 

Para Pedro Eilert, a proposta vai além da realização de um encontro sobre voluntariado. "Quando aproximamos empresas, lideranças e voluntários, criamos oportunidades para que novos projetos aconteçam. O fortalecimento dessas redes beneficia toda a sociedade e amplia o alcance das iniciativas de impacto”, ressalta. “A proposta do VOLUN dialoga diretamente com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 17, da Organização das Nações Unidas, que destaca as parcerias como elemento essencial para enfrentar desafios complexos e ampliar o impacto das iniciativas sociais”, completa Eilert. 

 

O VOLUN 2026 – Encontro de Voluntariado e Redes será realizado no dia 18 de agosto, das 14h às 19h, no auditório da HOTMILK – Ecossistema de Inovação da PUCPR, localizado na Rua Imaculada Conceição (nº 1430), em Curitiba. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site do evento: volun.freehelper.com.br.

 

 

Biopark

A herança tóxica da sociedade descartável

*Taiane Camargo e Alberto Evangelista

Durante décadas, a imagem mais conhecida da poluição plástica foi a de tartarugas presas em redes abandonadas ou aves marinhas alimentando seus filhotes com tampas de garrafa. Essas cenas continuam chocantes, mas talvez não sejam mais as mais preocupantes. O problema mudou de escala. E mudou de endereço.

Hoje, a grande questão não é apenas o plástico que vemos. É o plástico que não vemos. Os microplásticos — partículas menores que 5 milímetros resultantes da degradação de embalagens, roupas sintéticas, pneus, tintas e inúmeros produtos do cotidiano — já ultrapassaram as fronteiras dos oceanos, dos rios e dos solos. Eles chegaram ao interior do corpo humano.

A descoberta mais inquietante dos últimos anos não ocorreu em uma praia poluída nem em uma área industrial. Ela aconteceu dentro de laboratórios que analisavam tecidos humanos. Em 2024, pesquisadores da Universidade do Novo México encontraram microplásticos em todas as 62 placentas humanas analisadas. O dado é particularmente preocupante porque a placenta é um órgão temporário, formado durante a gestação, o que sugere uma exposição contínua e crescente da população.

No mesmo período, estudos detectaram microplásticos em sangue humano, pulmões, fígado, rins e cordões umbilicais. Mais recentemente, pesquisadores identificaram concentrações ainda maiores no cérebro humano, em níveis superiores aos encontrados em outros órgãos analisados. Além disso, os estudos indicam um aumento significativo dessas concentrações entre 2016 e 2024.

A imagem é perturbadora. Por muito tempo, acreditou-se que o plástico era um problema ambiental. Hoje, ele se apresenta também como uma questão de saúde pública.

Acontece que os microplásticos não surgem espontaneamente. Eles são o estágio final de um modelo de consumo baseado no descarte. Uma garrafa plástica abandonada em um terreno baldio não desaparece. Ela se fragmenta. Uma sacola carregada pelo vento não deixa de existir. Ela se transforma em milhares de partículas microscópicas. Um pneu desgastado pelo atrito com o asfalto libera partículas que podem ser transportadas pela chuva, pelo ar e pelos sistemas de drenagem urbana.

Esses fragmentos acabam chegando aos rios, lagos e oceanos. Ali são ingeridos por organismos aquáticos e entram na cadeia alimentar. No litoral do Paraná, uma pesquisa conduzida pela oceanógrafa Fernanda Possatto identificou microplásticos em 93,6% dos peixes analisados em feiras e mercados da região. Dos 47 indivíduos examinados, 44 apresentavam partículas no trato digestório.

O dado não significa que o consumo desses peixes represente automaticamente um risco imediato à saúde humana. A própria pesquisadora faz essa ressalva. Porém, ele evidencia um fenômeno mais amplo: o plástico já está circulando pelos mesmos sistemas ecológicos que sustentam nossa alimentação.

E não apenas nos pescados. Microplásticos já foram identificados em sal de cozinha, açúcar, água potável, cerveja, frutas, vegetais e alimentos ultraprocessados. Em outras palavras: evitar completamente a exposição tornou-se praticamente impossível.

Uma das maiores dificuldades desse debate é que a ciência ainda está construindo respostas. Não existe, até o momento, consenso definitivo sobre quais concentrações representam risco direto à saúde humana, nem sobre os efeitos acumulativos ao longo de décadas de exposição.

Mas a ausência de respostas definitivas não significa ausência de riscos. Diversos estudos experimentais sugerem que microplásticos e nanoplásticos podem desencadear processos inflamatórios, estresse oxidativo, alterações metabólicas e danos celulares. Também cresce a preocupação com compostos químicos associados aos plásticos, como ftalatos e bisfenóis, conhecidos por interferirem no funcionamento hormonal do organismo.

Há ainda um agravante frequentemente ignorado: os microplásticos funcionam como uma espécie de "ônibus molecular". Durante sua trajetória no ambiente, podem adsorver metais pesados, pesticidas, compostos tóxicos e microrganismos patogênicos. Quando ingeridos por organismos vivos, transportam consigo esses contaminantes. É como se o problema não fosse apenas a partícula plástica, mas também a carga invisível que ela carrega.

Ao mesmo tempo em que nunca houve tanta preocupação com alimentação saudável, atividade física e qualidade de vida, nunca produzimos tanto plástico. Segundo estimativas internacionais, a produção mundial de plástico supera atualmente 400 milhões de toneladas por ano e continua crescendo. Grande parte desse volume é destinada a embalagens de uso único que permanecem no ambiente por décadas ou séculos.

É como se estivéssemos tentando cuidar do corpo enquanto ampliamos continuamente a contaminação do ambiente de que dependemos para viver. A natureza não possui um sistema capaz de processar rapidamente essa avalanche de polímeros sintéticos. O resultado é previsível: eles se acumulam. Primeiro, nos rios; depois, nos oceanos; e, por fim, nos alimentos. E agora, em nós.

A boa notícia é que existem soluções. Tecnologias de tratamento de água, sistemas de filtração mais eficientes, melhorias nos processos de reciclagem, desenvolvimento de biopolímeros e embalagens biodegradáveis representam avanços importantes. Mas nenhuma inovação tecnológica será suficiente se a cultura do descarte permanecer inalterada.

Reduzir o consumo de plásticos de uso único continua sendo a medida mais eficaz. Optar por recipientes reutilizáveis, evitar aquecer alimentos em embalagens plásticas, ampliar programas de coleta seletiva e exigir políticas públicas mais rigorosas são ações que parecem pequenas individualmente, mas que se tornam relevantes quando adotadas em escala social.

A história da saúde pública mostra que as grandes transformações costumam ocorrer antes da certeza absoluta. Foi assim com o tabagismo, com o amianto, com o chumbo na gasolina. Primeiro surgem os sinais. Depois vêm as evidências acumuladas. Por fim, a sociedade reconhece que ignorou, por tempo demais, algo que estava diante de seus olhos.

No caso dos microplásticos, talvez estejamos exatamente nesse momento. A pergunta já não é se eles chegaram ao ambiente, mas quanto tempo levaremos para reagir ao fato de que eles chegaram ao nosso próprio organismo.

 

Taiane Mota Camargo é doutora em Ciência e Tecnologia de Alimentos e pesquisadora do Biopark. Alberto Gonçalves Evangelista é doutor em Ciência Animal e pesquisador do Biopark.


Central Press

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Taiane Camargo
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 Do campo à cidade: boutique aposta na moda country e western contemporânea

Instalada dentro do Alabama Ranch, West Alabama reúne peças exclusivas e consultoria para quem quer incorporar o estilo western a diferentes ocasiões

 

 

Curitiba, agosto de 2026 - O universo country e western vem ultrapassando as fronteiras do campo e ganhando espaço na moda urbana, no entretenimento e no lifestyle. Botas, couro, franjas, chapéus, denim e outros elementos tradicionalmente associados ao universo rural passaram a aparecer combinados a produções mais sofisticadas e versáteis, em uma estética que também pode transitar entre o trabalho, eventos sociais e momentos de lazer. Séries como Yellowstone, por exemplo, ajudaram a popularizar uma leitura contemporânea do western, mostrando personagens que levam esse repertório de estilo do rancho para reuniões de negócios e grandes cidades.

 

É nesse contexto que a West Alabama, boutique independente instalada dentro do Alabama Ranch, em Santa Felicidade, aposta em uma proposta que vai além do visual country tradicional: levar a estética western para o cotidiano de quem vive na cidade, com peças escolhidas para serem usadas em diferentes ocasiões.

 

A ideia nasceu da própria experiência da sócia-proprietária Carla Casória que mantém uma relação próxima com o universo equestre. Competidora da modalidade de três tambores, ela também é proprietária de um centro de equitação e, ao longo da vida profissional, esteve à frente de uma construtora e da realização de eventos. A rotina entre compromissos profissionais, reuniões, eventos e o ambiente do rancho fez surgir a necessidade de encontrar uma moda capaz de fazer essa transição. “O que eu busquei foi exatamente isso: poder ter aquele link entre o campo e a cidade”, explica Carla.

 

Na West Alabama, essa proposta aparece em uma curadoria enxuta e selecionada. Em vez de trabalhar com grandes volumes de uma mesma peça, a boutique prioriza modelos escolhidos individualmente, com poucas unidades e, em alguns casos, apenas uma peça disponível em determinado modelo, cor ou tamanho. A seleção inclui calças femininas e masculinas, camisas, vestidos, botas, casacos, jaquetas, chapéus e acessórios, além de peças de couro e camurça, como jaquetas com franjas, cintos, fivelas, lenços de seda e outros complementos.

 

“Eu não vendo quantidade, vendo peças personalizadas”, afirma a sócia. A proposta também considera que o estilo country não precisa aparecer necessariamente em uma produção completa. Uma bota western pode ser combinada a uma roupa mais urbana; uma jaqueta de couro pode ganhar outra leitura com peças de alfaiataria; acessórios podem trazer referências do universo country para uma produção mais discreta. A ideia é justamente ampliar as possibilidades de uso e mostrar que a estética pode acompanhar diferentes momentos da vida.

 

Esse olhar também se estende ao atendimento. Além do funcionamento regular da boutique, de quarta a domingo, acompanhando o horário do Alabama Ranch, a West Alabama oferece atendimento personalizado com horário marcado às segundas e terças-feiras. A consultoria parte da ocasião e do estilo que o cliente procura: pode ser a escolha de um look para um casamento com temática country, uma festa, uma formatura ou outro evento.

 

A chegada da boutique também acontece em um momento de maior visibilidade da estética country no Brasil, especialmente com a proximidade de eventos ligados ao universo sertanejo e de rodeios, como a Festa do Peão de Barretos. Para quem procura um visual para essas ocasiões, a proposta da West Alabama é oferecer alternativas que não fiquem restritas a um único evento, mas possam continuar fazendo parte do guarda-roupa.

 

Mais do que reproduzir um figurino country tradicional, a boutique aposta na possibilidade de interpretar o western de acordo com cada pessoa e cada ocasião. É a partir dessa mistura entre campo e cidade, tradição e contemporaneidade, que a West Alabama constrói sua identidade dentro do Alabama Ranch. Mais informações no perfil oficial no Instagram: @westalabama.country.




 Com inscrições abertas para 2 mil vagas, concurso da PM-SP ganha curso preparatório gratuito da Kultivi

Plataforma lança formação online alinhada ao edital da Vunesp para ajudar candidatos a otimizar a preparação

 

Brasil, agosto de 2026 – Com inscrições abertas para um dos maiores concursos públicos do país, a Polícia Militar do Estado de São Paulo (PM-SP) busca preencher 2 mil vagas para o cargo de Aluno-Soldado PM de 2ª Classe, com remuneração inicial de R$ 5.482,51. Para ajudar os candidatos a se prepararem de forma mais estratégica para a seleção, a Kultivi, maior plataforma gratuita de ensino online do Brasil, acaba de lançar um curso preparatório totalmente gratuito, desenvolvido exclusivamente com base no edital publicado pela Fundação Vunesp.

 

O curso foi estruturado para eliminar um dos principais problemas enfrentados por concurseiros: investir tempo em conteúdos que não serão cobrados na prova. Em vez de uma abordagem genérica, as aulas seguem rigorosamente os tópicos previstos no edital, permitindo que o estudante acompanhe seu progresso disciplina por disciplina e concentre seus esforços exatamente no que será exigido pela banca.

 

"O tempo é um dos recursos mais valiosos para quem está estudando para um concurso público. Nossa proposta foi construir um curso que respeitasse esse tempo, oferecendo uma preparação objetiva, organizada e totalmente alinhada ao edital. Assim, o aluno estuda com mais segurança e sabe que cada aula assistida representa um avanço real rumo à aprovação", afirma Claudio Matos, CEO da Kultivi.

 

Ao todo, o curso reúne 71 videoaulas, distribuídas entre as oito disciplinas exigidas no concurso: Língua Portuguesa, Matemática e Raciocínio Lógico, História, Geografia, Atualidades, Informática, Noções de Direito Constitucional e Legislação Específica. Além das aulas, os estudantes têm acesso a questões comentadas, selecionadas para desenvolver o raciocínio cobrado pela Vunesp.

 

Outro diferencial da formação é a organização do conteúdo por tópicos do edital, permitindo que o candidato acompanhe facilmente o próprio desempenho e identifique quais assuntos já domina e quais ainda precisam de revisão. O curso também pode ser acessado de forma totalmente online, oferecendo flexibilidade para estudar no próprio ritmo, de qualquer lugar.

 

"O acesso gratuito à educação de qualidade faz parte da missão da Kultivi desde a sua criação. Queremos que qualquer pessoa tenha condições de competir em igualdade, independentemente da sua realidade financeira. Quando oferecemos um curso completo, gratuito e fiel ao edital, estamos contribuindo para democratizar o acesso às oportunidades do serviço público", completa Matos.

 

O concurso da PM-SP exige ensino médio completo e recebe inscrições até 21 de agosto. A seleção será composta por prova objetiva, prova dissertativa, exames de aptidão física, avaliação psicológica, exames de saúde e investigação social. O curso preparatório para Aluno-Soldado da PM-SP já está disponível gratuitamente na plataforma da Kultivi, com acesso imediato a todas as aulas e materiais.

 

A Kultivi é uma plataforma de educação online que oferece cursos gratuitos em diversas áreas do conhecimento. Fundada com a missão de democratizar o acesso à aprendizagem, disponibiliza conteúdos atualizados, materiais de apoio e certificação sem custo, impactando milhões de estudantes em todo o Brasil. Atualmente, a instituição conta com mais de 5 milhões de alunos ativos. Mais informações em: https://kultivi.com/.

 Com atuação de Danielle Winits, CHOQUE! Procurando Sinais de Vida Inteligente estreia em Curitiba

Curta temporada acontece nos dias 11 e 12 de setembrono Teatro Fernanda Montenegro

Foto: Ariel Cavotti

Após temporadas de sucesso no Teatro Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, e no Teatro FAAP, em São Paulo, o espetáculo CHOQUE! Procurando Sinais de Vida Inteligente, estrelado por Danielle Winits e dirigido por Gerald Thomas, chega a Curitiba pela primeira vez nos dias 11 e 12 de setembro, às 20h, no Teatro Fernanda Montenegro. A montagem mistura humor ácido e drama para refletir sobre as contradições da sociedade contemporânea. Os ingressos para o espetáculo já estão à venda pelo Disk Ingressos, a partir de R$ 80.

Com humor afiado e olhar crítico, em atuação solo de Danielle Winits dirigida por Gerald Thomas, a obra se estabelece como uma reflexão sobre as irracionais contradições humanas, o papel da mulher na sociedade e os dilemas da vida contemporânea. O título sugere uma busca extraterrestre, mas é, na verdade, uma metáfora para a busca de empatia, conexão e sentido no meio da confusão cotidiana da humanidade.

Escrita pela norte-americana Jane Wagner, originalmente encenada em 1985, nos EUA, e imortalizada pela atuação solo de Lily Tomlin, Procurando Sinais de Vida Inteligente no Universo – convertida por Thomas em CHOQUE! Procurando Sinais de Vida Inteligente –, consolidou-se na ocasião como um marco para o teatro, especialmente pelo modo como mescla humor, crítica social e múltiplas vozes em uma única interpretação. 

Estruturada como um monólogo múltiplo, uma só atriz (Danielle Winits) interpreta algumas das personagens da obra original sintetizados em uma única personagem e por meio desta voz constrói uma narrativa bem humorada questionando padrões sociais, a lógica capitalista, a superficialidade da cultura de massa e os limites das relações humanas, tudo isso por meio de observações sagazes e por vezes absurdas que provocam tanto o riso quanto a reflexão. Mas não é só isso. Gerald Thomas adicionou ao texto original as lacunas que as décadas perdidas ou passadas teriam que preencher.

Foto: Ariel Cavotti

Sim, o mundo mudou muito rápido nesses últimos quarenta anos. Em 1985 não haviam redes sociais ou IA, a teoria de Andy Warhol de que todos iriam ter seus 15 minutos de fama ainda era uma fantasia longínqua e não um pesadelo psicopático. Se, em 1985 ainda se tinha amigos, hoje tem-se “seguidores” e a palavra lixo significava somente sujeira e não crise ou calamidade. O mundo de Huxley e Orwell eram temidos, mas agora, talvez, através dessa epidemia de “influencers”, os jovens estarão, de fato, condenados a desaprender tudo aquilo que a história nos ensinou. Entraremos em uma era de deletação, de apagamento. E isso não está na peça de Wagner.” – Gerald Thomas

O texto equilibra ironia e compaixão, pontuado por referências pop e filosóficas, e não hesita em abordar temas complexos com leveza e profundidade. A crítica social nunca é panfletária, emerge da experiência dos personagens e do confronto direto com as contradições do mundo moderno. A peça é também um exercício de metateatro – um espetáculo sobre o próprio fazer teatral e seu potencial transformador. Ao alternar rapidamente entre pontos de vista, desafia tanto a intérprete quanto o público, convocando uma escuta ativa e sensível.

A personagem fio condutor da montagem é uma ex-consultora criativa de grandes empresas que acabou por enlouquecer (ou não…) e se tornou uma catadora de lixo nas ruas. Ela acredita que extraterrestres entraram em contato e querem descobrir, por meio dela, se ainda existem sinais de vida inteligente no universo. Simultaneamente, a personagem busca compreender quem são essas pessoas e o que elas representam no mundo de hoje. A dúvida que ela levanta é quase um paralelo ao ‘ser ou não ser, eis a questão’. Será que ela perdeu a sanidade? Ou foi a realidade que, de tão absurda, se tornou incompreensível?” – Danielle Winits

Em resumo, CHOQUE! Procurando Sinais de Vida Inteligente  é uma obra vibrante, multifacetada e atual. Mais do que uma peça feminista ou de crítica social, é uma reflexão espirituosa e comovente sobre o que nos torna humanos, e sobre os sinais de inteligência (afeto e empatia) que ainda podem ser encontrados entre nós.

Drama ou comédia? A resposta vai depender da visão de mundo de cada espectador.

Foto: Ariel Cavotti

A respeito do ambiente da encenação

O cenário foi pensado como um ambiente que se transforma no decorrer do espetáculo. Há uma montanha de lixo em que a atriz inicia a peça, como se nascesse dela. Em seu entorno há uma série de cinco escadas que ligam o plano do espetáculo ao urdimento, sem fim aparente. Elementos da arte pop de Andy Warhol aparecem pelo palco na forma de latas de sopa Campbell's e reaparecem nos quadros de Rinaldo Escudeiro, seja como referência direta às latas, seja nas cores do Pop, na busca pelos elementos cotidianos como a geladeira, o post-it, o carrinho de supermercado, ou a imagem de uma atriz conhecida como é Danielle Winits, cujo rosto aparece em uma das pinturas. Esse mesmo rosto de Danielle irá retornar ao espaço de forma agigantada, como um casco ou uma mochila trazida por uma figura estranha contrarregrada. Portanto, o cenário visualmente trabalha entre o contraponto de cores, texturas e escalas. Ora o colorido do Pop aparece, ora o marrom, o antigo, o enferrujado, o estranho. O piso do palco é composto por uma textura de tecido e espumas tingidas que geram relevos. Tecidos aparecem no palco como seres que visitam Danielle. Ligados ao urdimento por cordas e ganchos, se penduram no ar como pedaços de couro em um curtume, ou pedaços de carne em um açougue. Esses elementos aéreos de tecido se mesclam a um conjunto de escadas finas e irregulares que se perdem na altura do urdimento. Elas estão presentes aqui e também nas obras e desenhos de Gerald Thomas.

 

Jane Wagner, dramaturga

Jane Wagner é uma premiada dramaturga, roteirista, diretora e produtora norte-americana, amplamente reconhecida por seu trabalho inovador nas artes cênicas e audiovisuais. Nascida em 1935, no Tennessee, construiu uma carreira marcada pela inteligência mordaz, pelo humor refinado e por uma profunda sensibilidade social. Seu nome está indissociavelmente ligado à atriz e comediante Lily Tomlin, com quem mantém uma parceria artística e pessoal há décadas. Juntas, criaram algumas das obras mais ousadas e sensíveis do teatro e da televisão americana, como o aclamado monólogo teatral Procurando Sinais de Vida Inteligente no Universo, um marco do teatro contemporâneo. Também escreveu para cinema e televisão, tendo vencido vários prêmios, incluindo o Emmy, e sido indicada ao Tony e ao Drama Desk Awards.

Seu estilo é caracterizado por diálogos ágeis, observações afiadas sobre a vida cotidiana e um olhar empático para as contradições humanas – especialmente no que diz respeito à identidade, à cultura e à condição feminina. Com uma obra que transita entre a crítica social e o lirismo, Jane Wagner se firmou como uma das vozes mais originais do teatro americano do século XX, e seu legado continua inspirando novas gerações de artistas e pensadores.

 

Danielle Winits, atriz

Danielle Winits é uma atriz, cantora e bailarina brasileira, reconhecida por sua versatilidade e trajetória marcante no teatro musical, na televisão e no cinema. Nascida no Rio de Janeiro, em 1973, iniciou sua formação artística ainda na infância, estudando balé clássico e jazz, antes de se dedicar à atuação. Sua carreira ganhou destaque na televisão a partir dos anos 1990, com participações em novelas e séries da TV Globo, como Sex AppealUga UgaKubanacan e América, onde se consolidou como uma atriz popular, com forte presença cênica e carisma. Paralelamente, construiu uma sólida carreira nos palcos, especialmente no gênero do teatro musical.

No teatro, é considerada uma das pioneiras da chamada “era de ouro” dos musicais no Brasil. Protagonizou grandes produções como ChicagoHairsprayGypsyCabaret e Xanadu, demonstrando domínio em canto, dança e interpretação – um conjunto raro de habilidades que a colocou entre as principais atrizes de musicais do país. Além da performance artística, também atuou como diretora e produtora em projetos cênicos mais autorais, buscando ampliar sua atuação no campo cultural. Ao longo da carreira, transita com naturalidade entre a comédia, o drama e o musical, mostrando-se uma artista multifacetada e em constante reinvenção.

Com mais de três décadas de trajetória artística, Danielle Winits continua sendo um nome de referência nas artes cênicas brasileiras, unindo talento, disciplina e paixão pela cena.

 

Gerald Thomas, diretor

Gerald Thomas é um renomado diretor teatral, dramaturgo e encenador multimídia, reconhecido por sua linguagem cênica provocadora, experimental e intelectualmente desafiadora. Nascido em Nova York, em 1954, criado no Brasil, e atuando entre Estados Unidos, Brasil e Europa, Thomas construiu uma carreira internacional marcada pela ruptura de convenções estéticas e pela fusão entre teatro, filosofia, literatura, música e artes visuais. Sua obra é marcada pelo hibridismo e pela desconstrução de narrativas lineares. Em cena, explora o colapso da linguagem, o vazio da cultura de massas, a fragmentação da identidade e as tensões do mundo contemporâneo. Ele frequentemente mistura textos de autores clássicos com intervenções autorais, projeções, música ao vivo e elementos performáticos. Além do teatro, também atua como escritor e ilustrador, sempre com uma estética crítica, ácida e inquieta. Thomas tinha uma relação pessoal com Samuel Beckett, e parceria muito especial com o compositor Philip Glass e com o autor alemão Heiner Müller.

Nos anos 1980, fundou a Companhia de Ópera Seca, por meio da qual produziu espetáculos que se tornaram referência no teatro contemporâneo brasileiro e mundial, como: Eletra com Creta; CarmenComFiltro; a Trilogia Kafka, com Bete Coelho que, depois de um retumbante sucesso no Brasil, ganhou capa do New York Times, em outubro de 1988, uma longa temporada no La MaMa e foi a atração principal do Wiener Festwochen (Festival de Viena), em 1989, sendo televisionado na íntegra pela ORF, canal estatal Austríaco; também The Flash and Crash Days, com Fernanda Montenegro e Fernanda Torres, que viajou para 15 países e  12 premieres mundiais de Samuel Beckett no La MaMa e no Brasil. Em 2014 dirigiu Ney Latorraca em Entredentes. Seus espetáculos mais recentes no Brasil foram: Dilúvio, F.E.T.O. e Traidor, com Marco Nanini. Ao longo de sua carreira, Thomas dirigiu em grandes teatros da Europa e dos Estados Unidos, incluindo a Royal Opera House (Londres), a Brooklyn Academy of Music (Nova York), do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Gerald Thomas é uma figura central no teatro experimental de língua portuguesa e um artista que desafia os limites da cena, do texto e da representação, mantendo-se, ao longo das décadas, como um criador ousado e visceral.

 

Luciano Borges, produtor

Luciano Borges é um dos mais atuantes produtores do teatro brasileiro contemporâneo. Sua carreira é marcada por projetos que aliam relevância artística e força de comunicação com o público. Entre seus principais trabalhos estão produções como Você está aí?, Estranho Casal, Relações Aparentes, A Garota do Adeus, Vermelho, Vanya e Sônia e Masha e Spike, Ela é o cara, Job e Doce Pássaro da Juventude. Também está à frente da versão brasileira de Prima Facie, de Suzie Miller, espetáculo que coloca em debate questões urgentes sobre justiça, poder e a condição feminina, ampliando assim o diálogo entre teatro e sociedade. Sua atuação se destaca pela curadoria criteriosa de textos, a valorização de grandes intérpretes e o cuidado com a excelência artística e técnica das produções. O que reafirma seu compromisso em apresentar ao público obras que provocam pensamento crítico e ampliam o debate social, fortalecendo seu papel como articulador de projetos que ultrapassam os limites do entretenimento e se afirmam como experiências transformadoras no teatro brasileiro. Com uma trajetória que combina ousadia, qualidade e compromisso com o público, Luciano Borges consolidou-se como referência na produção teatral no Brasil.

 

Ficha técnica

CHOQUE! Procurando Sinais de Vida Inteligente 

Texto de Jane Wagner, com intervenções de Gerald Thomas

Atriz: Danielle Winits

Direção: Gerald Thomas

Tradução: Alexandre Tenório

Iluminação: Wagner Pinto

Figurinos: João Pimenta

Cenografia: Fernando Passetti

Pintura em tela: Rinaldo Escudeiro

Trilha sonora: Gerald Thomas

Sonoplastia: Marcelo Alonso Neves

Assessoria de Imprensa: Ney Motta

Design gráfico: Bárbara Lana

Visagismo: Leila Turgante

Fotos de cena: Dalton Valério

Fotos de Danielle Winits em estúdio: Robert Schwenk

Marketing digital: Cultura Lab e Rica Conteúdo Audiovisual

Assistente de direção: Osni Silva

Elenco de apoio: Anita Mafra, Jovi Silva, Vinícius Duarte.

Coach de interpretação: Victor Winits

Operador de luz: Renato Lima

Operador de som: Kelson

Cenotécnicos: Denis Nascimento e André Sales

Diretor de palco: Leandro Brander

Contra-regras: Vinícius Duarte e Jovi Silva

Camareira: Lígia Soares da Silva

Diretor Geral de Produção: Luciano Borges

Direção de produção: Nilza Guimarães e Diogo Bastos

Coordenador financeiro: Edson Fieschi

Realização: Borges & Fieschi Produções e Winits Produções

Produção local: Polarize Entretenimento

 

SERVIÇO – CHOQUE! Procurando Sinais de Vida Inteligente 

Quando: 11 e 12 de setembro de 2026 (sexta-feira e sábado)

Onde: Teatro Fernanda Montenegro (Rua Coronel Dulcídio, 517)

Horário: abertura da casa às 19h40 e show às 20h

Ingressos: os ingressos variam de R$ 80 a R$ 180, variando de acordo com o setor e modalidade escolhidos

FORMA DE PAGAMENTO

  • Dinheiro, PIX, cartão de débito e crédito.
  • Parcelamento em até 10x com juros

Vendas: Disk Ingressos (diskingressos.com.br)

Classificação: 12 anos (Menores de 12 anos apenas acompanhados pais/responsável legal. Sujeito a alteração, conforme decisão judicial)



 
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Augusto Tortato
(41) 99202-7621
augustotortato@gmail.com