terça-feira, 14 de setembro de 2021





 Prestinaria anuncia que vai assumir café do MON

A novidade vai funcionar no modelo “petit”, ou seja, nos mesmos moldes da unidade localizada no bairro Juvevê, com o diferencial de que também servirá cafés 

 

CURITIBA, 14/09/2021 – Quem não gosta de um croissant crocante de amêndoas, preparado com massa levemente doce, aerada e dourada? Agora, que tal se deparar com esse e outros preparos deliciosos em um dos pontos turísticos mais famosos de Curitiba, o Museu Oscar Niemeyer (MON), com toda facilidade do “take away”? A Prestinaria – A Casa de Pães, um dos empreendimentos gastronômicos mais tradicionais da capital paranaense, acaba de anunciar o lançamento de uma nova loja: a Prestinaria do MON.

 

“É com muita felicidade que vemos a nossa marca vinculada a um dos endereços mais incríveis de Curitiba: o Museu Oscar Niemeyer. Os curitibanos têm muito orgulho do museu, que além de todo simbolismo cultural e arquitetônico, se transformou em uma parada obrigatória para quem deseja ter momentos muito agradáveis. Ver a Prestinaria fazendo parte do espaço sempre foi um sonho, que agora vai se transformar em realidade, criando essa conexão cada vez mais intensa entre arte e gastronomia”, comenta o empresário Marcelo Almeida, que comanda a Prestinaria ao lado de Fábio Sarraff. 

 

O empreendimento vai funcionar, a partir do dia 17 de setembro, no modelo “petit”, ou seja, nos mesmos moldes da unidade da Prestinaria localizada na Rua Moyses Marcondes, no Juvevê, que se transformou em um grande sucesso. O diferencial do modelo é a praticidade, com autoatendimento fácil e rápido, sem deixar de lado a tradição e a qualidade. Além disso, a novidade será inicialmente uma loja pop up, com duração de seis meses de contrato.

 

No cardápio, além dos famosos croissants, que serão assados no próprio local, nas versões tradicional e Amêndoas, o público poderá encontrar e levar para casa – ou para o gramado do MON, os deliciosos Pain Au Chocolat, Pastel de Belém, Le Croque e Le Veggie. Todos os itens oferecidos são preparos artesanais de fermentação natural desenvolvidos com produtos de alta qualidade e sem aditivos químicos, livres de pesticidas e agrotóxicos. 

 

Para potencializar a experiência, a nova unidade da Prestinaria contará com diferentes opções de cafés especiais, que serão servidos em copos especiais para viagem. As bebidas são preparadas com blends exclusivos produzidos pela microtorrefação 4Beans Coffee Company. “Na Prestinaria do MON, vamos oferecer de maneira prática e rápida preparos que carregam toda a nossa excelência a fim de deixar os dias dos curitibanos e dos turistas ainda mais agradáveis e repletos de sabor”, completa Fábio Sarraff. 

 

Sobre a Prestinaria 

 

Com mais de 20 anos de história, a Prestinaria, comandada por Fábio Sarraff e Marcelo Almeida, se consolidou como uma das principais referências da gastronomia curitibana. Com muita tradição e qualidade, resultado do cuidado com cada detalhes do processo de produção, a primeira unidade da Prestinaria, que funciona desde 1999 no bairro Bigorrilho, é um grande sucesso de público e críticas.

 

Além disso, em 2020 a fórmula do sucesso da Prestinaria foi replicada em dois novos endereços na cidade: no bairro São Lourenço, onde funciona uma unidade no modelo tradicional, com toda linha de produtos e serviços da casa de pães, e no bairro Juvevê, que recebeu a primeira unidade da Prestinaria Petit, baseada no conceito “take away”. 

 

A Prestinaria do MON vai funcionar ao lado da bilheteria do Museu Oscar Niemeyer, com o conceito “take away”, com pedido e retirada no local. A inauguração está prevista para sexta-feira, dia 17 de setembro, em tempo para a estreia da exposição de OSGEMEOS, marcada para o dia 18. Mais detalhes, entre eles os horários de funcionamento, serão divulgados nos próximos dias no perfil oficial da Prestinaria no Instagram (@prestinaria).



 Ação Solidária no Shopping Jardim das Américas

 

 

Entre os dias 15 e 27 de setembro, o Shopping Jardim das Américas promoverá uma ação solidária especial. Em parceria com a ONG Amigos em Ação, o mall terá um espaço para vendas de ecobags produzidas por mulheres em situação de vulnerabilidade social e todo o valor arrecadado será destinado para elas. Uma forma de reinseri-las no mercado de trabalho, compor a renda familiar e ainda auxiliar na prática do empreendedorismo. 

 

“A solidariedade faz parte do DNA do Shopping Jardim das Américas desde sua inauguração e agora, mais do que nunca, apoiamos sempre que possível causas que fortaleçam nossa comunidade e a economia”, comenta Daniella Soni, gerente de marketing do empreendimento.

 

O espaço solidário para venda das bolsas ficará no 1º Piso, próximo a Lojas Americanas, e terá atendimento durante o horário de funcionamento do Shopping. As eco bolsas terão valor a partir de R $10,00.

 

Vale lembrar que o Shopping possui a Loja Solidária que fica aberta durante todo o ano, no Piso Térreo e que recebe doações de roupas, calçados, agasalhos, produtos de higiene, brinquedos e lixo eletrônico. 

 

Sobre a ONG - No final de 2018, alguns pais, funcionários e voluntários da Creche Comunitária Casa da Criança São José, na Vila Oficinas, formaram o grupo Amigos em Ação, que desenvolve ações de reinserção social.

 

O projeto tem como base ajudar a ressignificar valores como cidadania, respeito, autonomia, solidariedade, organização, autoestima, visto o alto grau de comprometimento destas pessoas com a marginalização e a sobrevivência humana. Atualmente iniciaram as atividades de lazer criativo através da oficina de costura onde serão confeccionadas ecobags feitas a partir de lonas e outros materiais como retalhos.

 

Shopping Jardim das Américas

Av. Nossa Senhora de Lourdes, 63 - Jd. das Américas

Compras online – assistente virtual - FLORA (41) 99238-1421

(41) 3366-5885

 

 

 

Informações à imprensa:

 

Rafaela Salomon

(41) 98837-9501

rafasalomon@gmail.com

 

Danielle Sommer

(41) 98803-6966

danisommer@rafaelasalomon.com.br


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Positivo

Qualidade na educação: muito mais que índices de aprendizagem

Maria Paula Mansur Mäder*

Qualidade na educação é um conceito complexo que pode se modificar conforme o contexto, os valores, a cultura e a identidade de cada local. O assunto está sempre presente nas discussões sobre as políticas públicas da educação no país. Isso ocorre porque uma educação de qualidade é fundamental para promover mudanças significativas. Sabemos que sem ela não haverá condições de alcançar avanços fundamentais em nosso país.

É certo que a educação não vai resolver sozinha todos os desafios do Brasil, mas para melhorar e qualificar a participação cidadã e política, e promover uma sociedade mais saudável, reduzindo a pobreza e as desigualdades sociais, o caminho passa, sem dúvida, pela educação. Para proporcionar uma educação de qualidade para todos, há um amplo leque de componentes envolvidos, tais como a formação do professor, a governança e a gestão das escolas, as condições de trabalho e ensino, a infraestrutura, os materiais didáticos, dentre outros.

Mas afinal, o que garante qualidade na Educação?

Para a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e a OCDE (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a qualidade na educação envolve relações entre os recursos materiais e humanos. Ela pode ser medida por meio do desempenho dos alunos como, por exemplo, utilizando-se dos resultados apresentados pelo Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). O índice relaciona informações do rendimento escolar e do desempenho dos estudantes, numa combinação entre o fluxo (aprovação/reprovação) e a aprendizagem (proficiência em matemática e português), demonstrando em valores de 0 a 10 como está o andamento dos sistemas de ensino no Brasil, tanto em âmbito nacional quanto nas unidades da federação, nos municípios e até mesmo nas escolas.

O último Ideb, divulgado em 2019, confirmou mais uma vez uma tendência na educação brasileira: os índices são sempre melhores no início do primeiro ciclo, vão perdendo força no final desse ciclo e ficam praticamente estagnados no ensino médio. Os dados levam em conta todas as redes de ensino, porém, é nas municipais que se concentram seis de cada dez alunos do ensino fundamental em nosso país.

Os desafios da educação básica brasileira não são conjunturais, são problemas de ordem complexa que exigem a implantação de estratégias de médio e longo prazos. E é nesse sentido que o trabalho desenvolvido pelos Arranjos de Desenvolvimento da Educação (ADEs) merece destaque, representando uma alternativa que já apresenta resultados positivos na implantação de programas que contribuem para que os municípios consigam superar seus desafios e dar saltos de qualidade na educação.

No trabalho de cooperação intermunicipal, as metas são estabelecidas em conjunto, elencando as prioridades comuns do território. Por conta disso, as prefeituras ou outros cargos públicos podem ser renovados, mas o programa continua em desenvolvimento. Relações partidárias tampouco se envolvem nesse modelo de trabalho. A proposta é que o ambiente de debate nos ADEs seja suprapartidário, respeitando diferenças e valorizando semelhanças.

No Brasil, já são 13 diferentes experiências de Arranjos implantadas, que envolvem 225 municípios. Com baixo custo e grande colaboração entre todos, esses territórios vêm alcançando resultados significativos – e indicadores como o Ideb mostram a efetividade do trabalho. Não há dúvidas de que alcançar a qualidade na educação para um número cada vez maior de crianças e jovens é fator fundamental para tornar o Brasil um país melhor para todos os seus cidadãos. Talvez, criar um contexto de independência dos fatores políticos possa ser um tempero extra para garantir melhores condições aos nossos alunos.

* Maria Paula Mansur Mäder é mestre em Comunicação e Linguagens, doutora em Educação e pesquisadora do Instituto Positivo.


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Positivo

Berkeley e os caminhoneiros

*Daniel Medeiros

Berkeley foi um pensador irlandês que viveu entre os séculos XVII e XVIII. Ele afirmou que tudo o que existe, existe por causa da nossa percepção. E também que não há uma diferença entre ideia e percepção. Ou melhor: as ideias são o resultado das percepções. E quando percebo algo, não pode haver dúvida quanto à sua existência.

Ou seja: para esse importante pensador, que influenciou Kant, Schopenhauer e Einstein, não há necessidade de assumirmos o mundo exterior para afirmar que o conhecemos. Conhecemos porque está na nossa mente, e nenhuma substância material existe fora da percepção que temos dela.

O principal objetivo desse imaterialismo era contornar uma das mais poderosas ferramentas de regulação da nossa atividade consciente, que é o ceticismo. Os céticos, desde o século III a. C., desafia-nos a explicar nossas afirmações sobre as coisas, fazendo o pensamento refinar-se em movimentos de justificação que foram fundamentais para o desenvolvimento das Ciências, entendendo Ciências como essa compreensão do mundo fora de nós e de como ele opera. Ora, se não há um mundo material a ser afirmado, mas apenas a minha percepção que povoa minha mente de ideias, logo, não há mais do que se duvidar ou questionar.

Esse monismo de Berkeley - ao contrário do dualismo cartesiano, por exemplo, que divide as coisas em matéria e consciência - pode ser expresso da seguinte maneira: eu percebo e por isso as coisas existem. Se mudam minhas percepções sobre algo, esse algo passa a ter a conformação dada por minha mudança de percepção. O conteúdo de algo nunca pode ser indeterminado, e as ideias abstratas são impossíveis. “Ser é ser percebido”, afirma ele, peremptoriamente.

É lógico que não podemos derivar do imaterialismo de Berkeley uma relação necessária com aquela madrugada de 8 de setembro, em Brasília, quando caminhoneiros se abraçaram em prantos, com a notícia de que o presidente havia decretado o Estado de Sítio, isto é, dado o golpe, como prometido a eles. Um desses senhores, com uma mão segurando o celular para registrar o momento, e a outra limpando lágrimas abundantes, buscava descrever o que percebia: “A nossa luta, a nossa garra, valeu a pena. Fiquei sabendo agora que o nosso presidente resolveu agir e, a partir de agora, o Brasil está em Estado de Sítio”. E mais lágrimas. Um momento comovente.

Por outro lado, como afirmar que esse momento não existiu da maneira como foi comemorado por aquele caminhoneiro? Como não acreditar naquelas palavras, naquela emoção, resultado do que a rede de WhatsApp informou a ele? A mesma rede que construiu as convicções nas quais ele acredita, de que o presidente é o verdadeiro democrata, honesto e capaz de conduzir o Brasil para algum lugar que deve ser muito bom, pois uniu aqueles senhores todos, tão alegres e tão convictos.

É bem mais fácil - óbvio até - dizer que essa realidade paralela não passou de um delírio, uma psicose coletiva, fruto da ignorância e da manipulação dos desejos dessa gente ingente. Pode ser. Mas também pode ser que Berkeley esteja certo e que a realidade não exista. Só existem os caminhoneiros felizes com o Estado de Sítio decretado pelo presidente naquela madrugada inesquecível.

*Daniel Medeiros é doutor em Educação Histórica e professor no Curso Positivo.
daniemedeiros.articulista@gmail.com
@profdanielmedeiros
 

**Artigos de opinião assinados não reproduzem, necessariamente, a opinião do Curso Positivo.


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sexta-feira, 10 de setembro de 2021




 Prestinaria promove 1ª edição do Jazz na Petit, neste sábado

A ação contará com a apresentação do grupo Douglas da Rosa Trio, que vai se apresentar na calçada em frente à Prestinaria Petit, no bairro Juvevê

 

CURITIBA, 10/09/2021 – Amanhã, dia 11 de setembro, Curitiba vai ter uma tarde ainda mais aconchegante com a 1ª edição do Jazz na Petit, com música ao vivo e boa gastronomia para toda a família. Sem couvert artístico ou entrada, a ação vai acontecer a partir das 16h30, ao ar livre, na calçada em frente à Prestinaria Petit, no bairro Juvevê.

 

“O jazz é um som que agrada todas as idades, dos mais novos aos mais velhos. E nada melhor que comer um croissant fresquinho enquanto aproveita música de qualidade”, destaca o empresário Marcelo Almeida, que comanda a Prestinaria ao lado de Fábio Sarraff. “Esperamos o público com suas cadeiras de praia para se sentarem na calçada e curtirem ao ar livre, respeitando as normas de distanciamento e o uso de máscara”, completa.

 

Para comandar a 1ª edição do Jazz na Petit, a Prestinaria convidou o grupo Douglas da Rosa Trio, com Douglas da Rosa no contrabaixo e composições, Edi Tolotti na bateria e percussão e Sandro Ovsiany no Acordeon. 

 

A 1ª edição do Jazz na Petit vai acontecer neste sábado, dia 11 de setembro, a partir das 16h30, na calçada em frente à Prestinaria Petit (Rua Moysés Marcondes, 430), no bairro Juvevê. Mais informações no perfil oficial da Prestinaria no Instagram (@prestinaria).





 Criações brasileiras são apresentadas na Semana do Design de Milão

 

O arquiteto e designer curitibano Guto Biazzetto está entre os brasileiros que se destacam na tradicional Semana do Design de Milão, realizada até este sábado, dia 11 de setembro. Em sua segunda participação, Guto apresenta, em primeira mão, duas de suas novas criações: a cadeira Nave e a mesa lateral La Vita. Os novos mobiliários são fruto de parceria com a Lovato Móveis, com quem Guto apresentou a linha Diva na Semana de Desgin de Milão de 2019.

 

 

Nave
Leve e confortável, a cadeira Nave (navio, em italiano) nasceu de um conjunto de inspirações ligadas ao mar, com movimento, leveza e identidade própria, que se enquadram perfeitamente na decoração de ambientes conceituais externos, sempre ligados a água.

 

“Sabíamos que o mercado estava pedindo um produto de linhas mais clássicas, leve e confortável, mas com um toque de design que a transformasse num elemento único”, explica Guto.

 

La Vita

A mesa lateral La Vita, por sua, é indicada para qualquer espaço, seja ele externo ou interno. Muito elegante, teve sua identidade criada através de uma obra muito conhecida dos italianos, L’albergo della Vita da Expo 2015, de Marco Balich e studio Giòforma. 

 

“A mesa La Vita tem uma identidade única, que, além de servir como móvel, se torna um objeto de decoração, uma escultura, devido a sua forma muito elegante e individual”, conclui o arquiteto e designer. Ela é produzida com tampo e alumínio e cordas trançadas. 

 

 

Positivo

Combate ao terrorismo após 11 de setembro: incertezas e desafios

João Alfredo Lopes Nyegray*

Faz 20 anos que acompanhamos, principalmente pela televisão, o maior ataque terrorista da história contemporânea. Pela primeira vez, um atentado era transmitido ao vivo para os olhos assustados de um mundo que seria profundamente transformado pelo que testemunhava naqueles momentos. Sejam pelos aviões atingindo as torres, pelas pessoas desesperadas se jogando dos andares mais elevados ou pelo desabamento final do World Trade Center, o 11 de setembro de 2001 foi, antes de mais nada, um acontecimento com imenso valor simbólico. O país que se consagrou como a grande potência mundial após a Primeira Guerra assistira o último ataque em seu território 60 anos antes, em Pearl Harbor, durante a Segunda Guerra.

A partir de então, o fenômeno do terrorismo acabou ganhado cada vez mais atenção da mídia, dos especialistas em segurança e da comunidade internacional. Os grupos terroristas e suas nomenclaturas se multiplicaram nos noticiários. Al-Qaeda, ISIS, Boko Haram, El Shabab, Taliban. A sensação de insegurança em todo o planeta cresceu. Nunca saber o alvo do próximo ataque modificou a forma como muitos países tratam seus orçamentos nessa área.

Mesmo depois de duas décadas da Guerra ao Terror, uma pergunta ainda segue sem resposta: afinal, o que é terrorismo? Se considerarmos como intenção do terrorismo causar medo, podemos identificá-lo já na Antiguidade – quando Nero ateou fogo em Roma; na Idade Média – com a Santa Inquisição, ou mesmo na Idade Contemporânea – na chamada “fase do terror” no decorrer da Revolução Francesa. A partir da década de 1960, o IRA, o ETA e outros grupos iniciaram seus atos num contexto revolucionário ou separatista. Hoje, com grupos como a Al-Qaeda, o objetivo não parece ser separar um país em vários outros, mas sim causar medo, pânico e gerar mudanças de conduta na população afetada. É triste reconhecer que as vítimas do terror não são apenas aquelas atingidas pelo ato em si, mas todas as demais que passam a viver em um permanente estado de pânico e angústia.

Por isso, atacar alvos supostamente terroristas não é a solução e tem uma eficácia limitada. E, por mais que essas organizações sejam combatidas, nunca há certeza da eliminação ou não de um grupo - vide o próprio Taliban, de volta ao comando do Afeganistão depois de ter sido dado por vencido pelo governo de George W. Bush. Os Estados Unidos prenderam e torturaram dezenas de inocentes nas prisões de Guantánamo, em Cuba, e de Abu-Ghraib, no Iraque, sob a égide de combater o terror. Como é possível combater o terror com ainda mais terror? Terroristas não vestem a mesma farda e não defendem sua pátria de nascimento. São combatentes motivados por ódio.

Numa das regiões mais afetadas pelo terrorismo hoje, que vai do norte da África até regiões da Ásia menor, vivem cerca de 500 milhões de pessoas. Cidadãos que sofrem com a miséria, a fome e outras privações. Não seria mais inteligente, portanto, investir no desenvolvimento dessa região? A melhor maneira de combater o terrorismo é melhorando a qualidade de vida dessas pessoas e lutando contra a ignorância.

Ao longo dos 20 anos de invasão do Afeganistão, os Estados Unidos tentaram reconstruir algumas partes do país. Para isso, investiram mais de US$ 1 trilhão, principalmente nas áreas militar e energética. Enquanto isso, o Taliban engrossava suas próprias fileiras. Nos últimos dias de ocupação, apoderou-se inclusive de armamentos deixados para trás pelas tropas americanas e está, hoje, em melhores condições de equipamentos do que estava há 20 anos.

Se as lições deixadas por essas duas décadas ainda não parecem ter sido devidamente absorvidas, falar sobre essa complexa rede de fatores com as novas gerações é um passo fundamental para esse entendimento. Nos últimos anos têm sido incontáveis os casos de jovens – em especial europeus – que abandonam suas famílias, seus lares e todo seu conforto para seguir grupos radicais em diversas regiões do mundo. A internet e as tecnologias de comunicação aproximaram o mundo e permitiram que as utilizassem para difundir ideias – sejam elas radicais ou não. O terrorismo, o radicalismo e as saídas fáceis para problemas complexos costumam ser atraentes para mentes ainda em formação. O diálogo, a reflexão e a tentativa de compreensão do mundo que nos cerca, e que está cada vez mais próximo de nós, é cada vez mais indispensável.

*João Alfredo Lopes Nyegray, doutorando em estratégia, professor de Geopolítica e Negócios Internacionais na Universidade Positivo.


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