quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

 


A pandemia nos fez mais solidários?

Carolina Piva*

Crises costumam ser impulsionadoras da solidariedade. Ao longo dos últimos meses, muitas pessoas se mostraram abertas a olhar para o próximo e, principalmente, despertaram para as necessidades das engrenagens que fazem um sistema de saúde público funcionar. Em meio a tantas dificuldades, se descobriram caminhos possíveis para captar recursos financeiros, e as ações de filantropia tomaram corpo para ajudar a fortalecer a saúde do Brasil. 

Desde a chegada do coronavírus, empresas, ONGs e a sociedade civil doaram cerca de R$ 7 bilhões para causas ligadas à covid-19, de acordo com dados do Monitor de Doações da Associação Brasileira de Captadores de Recursos. Mas o volume de doações não acompanhou o avanço da doença no Brasil. O aprofundamento da crise econômica no país atingiu com força o repasse de recursos pelas empresas, que recuaram com a incerteza que tomou conta dos mercados. Nesse cenário, os movimentos sociais lutam para colocar mais elos na corrente solidária formada em 2020.

Adaptações e aprendizados diários são o caminho para estabelecer novas estratégias. Dentro de um hospital com atendimento 100% do Sistema Único de Saúde (SUS), por exemplo, a busca por recursos é um trabalho extremamente desafiador. Os hospitais filantrópicos padecem com a gestão de seus orçamentos devido à tabela deficitária de pagamentos do SUS. A captação se torna uma necessidade urgente, que começa no relacionamento com parlamentares em busca da destinação de emendas, passa pelo contato com empresas para conseguir patrocínio e chega até as pessoas físicas, que podem destinar uma parte do seu imposto de renda ou simplesmente doar notas fiscais.

A principal ferramenta é sempre a sinceridade. Expor a realidade é importante para o início de qualquer conversa. Contar como funcionam os bastidores do atendimento universal de uma instituição filantrópica e como existem pessoas que se dedicam para a construção desse ideal é uma forma de gerar um despertar altruísta. Mas, apesar das diversas metodologias disponíveis, nem sempre é fácil sensibilizar os decisores da importância que as doações têm para a manutenção de um hospital. Porém, estamos sentindo que a cada dia, sobretudo o setor empresarial, que ainda é o maior desafio, está olhando para a filantropia e entendendo que, quando uma sociedade cresce de forma igualitária, quem ganha somos todos nós.

Não é possível prever o futuro, mas, mesmo assim, é possível traçar táticas para se reinventar e se adequar ao que o novo normal reserva e, dessa forma, garantir sobrevivência no momento atual e também depois. O ano de 2021 foi difícil, mas, ainda assim, foi possível somar várias conquistas. Agora, para 2022, a palavra é esperança de uma recuperação na economia que possibilite um aumento nas doações, melhora na saúde geral da população para desafogar as operações e retomada das atividades presenciais. A quarentena tirou das entidades recursos geralmente obtidos em eventos presenciais, como bazares e brechós. Coube então aos gestores recorrer às vendas por lojas on-line próprias ou de parceiros, para repor parte dessas perdas.

Enfrentar os desafios e expandir o alcance do investimento filantrópico também significa ampliar a disponibilidade de recursos para ações de desenvolvimento de diferentes setores. Essa expansão não é só urgente, como fundamental. A filantropia vai muito além do assistencialismo ou da caridade. Ela realiza mudanças estratégicas e efetivas, servindo como pontapé para alavancar projetos de impacto para a sociedade. Da gripe espanhola à covid-19, as ações filantrópicas tiveram papel importante na promoção da saúde e continuarão a ter. Independentemente das novas doenças que virão, o sistema de saúde precisa ser, acima de tudo, humano. 

O ato de doar faz tão bem para quem doa quanto para quem recebe. O sentimento de pertencimento ao grupo que efetivamente está fazendo algo para construir uma sociedade melhor nos torna pessoas mais empáticas, com uma visão de mundo mais abrangente. O resultado disso é vivermos em um mundo mais aberto ao novo e pacífico, porque, quanto melhor estiver o nosso entorno, melhor todos estaremos. Juntos, podemos cobrar e agir para que nenhum brasileiro perca a vida e deixe seus sonhos e familiares por falta de leito, equipamentos ou empatia.

 

* Carolina Piva, gerente de Marketing e Mobilização de Recursos da Saúde do Grupo Marista


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Positivo

Aluna dos meus alunos

*Michelle Floriani

Tempo, partilha, generosidade. Parecem termos saídos de um conto de Natal, mas são lições, palavras que me atravessam no cotidiano de convivência com alunos e crianças. Para mim, cada uma delas pode ser entendida como um ensinamento aprendido, sentido e absorvido no encontro entre sujeitos. A escola e a sala de aula são assim: espaços de encontros. Neles convivemos, trocamos, acolhemos, construímos parcerias, estabelecemos vínculos, respeitamos uns aos outros.

O tempo nos permite conhecer quem são as crianças e os alunos, fortalece os laços de afeto e mostra que aprender não está no calendário ou no relógio, mas no tempo que dispomos para o diálogo, a observação, as tentativas e as descobertas. Nos intervalos que oferecemos para a compreensão de que cada um aprende no seu momento, a partir das suas vivências e trajetórias, que são partilhadas nos espaços escolares. Por isso, um professor nunca é apenas professor. Também é aluno - e aprende todos os dias, renova seu universo de conhecimentos, volta às carteiras da infância e recupera a chance de usar de novo cada uma das cores disponíveis na caixa de giz de cera.

Para viver esse resgate, é preciso partilhar conhecimentos, saberes, informações, histórias de vida e vivências, refletir sobre os acontecimentos e conteúdos, experienciar. Ter generosidade na escuta e no diálogo. Buscar nas crianças e alunos suas potências e referências e costurar com os saberes escolares, uma vez que eles chegam aos espaços pedagógicos conhecedores do mundo.

Toda a sociedade ganha quando somos alunos dos nossos alunos. Podemos exercitar essa prática por meio de uma escuta sensível e um olhar atento para com as crianças e alunos, reconhecendo suas histórias e abraçando suas trajetórias. Reconhecer que a aprendizagem também acontece fora da escola, nos diversos espaços de convívio, e que, ao chegar, os pequenos têm muito a acrescentar. 

Quando escuta e abre espaço para o diálogo sobre os assuntos abordados em sala de aula, o professor tem a oportunidade de se apropriar das visões de mundo de seus estudantes, especialmente porque eles circulam em espaços de informação diferentes. Isso inclui a tecnologia, as redes sociais, a mídia, as brincadeiras e jogos, as leituras, os espaços sociais, as referências familiares. Todo esse conjunto abre espaço para a diversidade e favorece o estar do professor no espaço dos alunos. É a troca entre gerações que propicia a transição de uma escola rígida, marcada pelas filas, o silêncio, o medo, a transmissão de conteúdos, a mecanização e as escolhas unilaterais para uma escola dialógica, que constrói coletivamente, com sujeitos – professores, alunos, crianças e comunidade – pertencentes, que faz das práticas reflexivas atreladas aos conteúdos as pontes necessárias para a aprendizagem.

O professor tem um papel importante no diálogo e na articulação entre os saberes de fora da escola e os conteúdos escolares. Para isso, precisa estar aberto a reconhecer que ensinar e aprender acontecem simultaneamente. Um professor que dialoga com seus alunos faz com que as questões sociais estejam presentes nos espaços da escola. Ao escutar, promover o debate e reconhecer os sujeitos aprendentes como também capazes de ensinar, os muros da escola diminuem e pontes são construídas com a sociedade. Os temas que permeiam a vida dos estudantes estão presentes nas relações com os conteúdos, as histórias de vida são respeitadas e isso garante a equidade na relação de ensino e aprendizagem.

O professor não se limita a uma lista de conteúdos, mas estabelece relações com tudo que acontece para além das salas de aula. Conhecer alunos e crianças permite um diálogo com a sociedade, pois cada um desses educandos é um sujeito histórico, cultural e social, que leva para dentro dos espaços pedagógicos suas referências. Validar a voz desses pequenos seres humanos é validar a sociedade. É dizer que cada um ali é importante em sua inteireza - e isso faz com que eles tenham algo a dizer. Educação se faz na troca entre sujeitos.

*Michelle Floriani é consultora pedagógica do Sistema de Ensino Aprende Brasil.


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terça-feira, 11 de janeiro de 2022

 


A "Biblioteca de Dança" estará na capital paranaense de 17 a 29 de janeiro na Biblioteca Pública do Paraná e em algumasCasas da Leitura a convite do programa de residências artísticas 20MINUTOS.MOV.


Biblioteca de Dança já esteve em vários estados, no DF e também no exterior. (Foto: Patricia Almeida)

No trabalho dos artistas Jorge Alencar e Neto Machado, os performers transformam seus corpos em "livros dançantes". Saiba mais no release no link abaixo, onde também estão fotos e vídeos do trabalho:


A temporada será de 17 a 29 de janeiro, com entrada franca, público reduzido e todos os cuidados sanitários. E tem o apoio do Profice do Governo do Paraná, da Copel e da Aeroflex.

Qualquer dúvida ou solicitação estou à disposição. Aguardamos você na temporada e agradecemos o apoio na divulgação!

Atenciosamente,

-- 
Eduardo Simões
assessor de imprensa
(41) 99943 9131

 

Hospital Universitário Cajuru

A pandemia nos fez mais solidários?

Carolina Piva*

Crises costumam ser impulsionadoras da solidariedade. Ao longo dos últimos meses, muitas pessoas se mostraram abertas a olhar para o próximo e, principalmente, despertaram para as necessidades das engrenagens que fazem um sistema de saúde público funcionar. Em meio a tantas dificuldades, se descobriram caminhos possíveis para captar recursos financeiros, e as ações de filantropia tomaram corpo para ajudar a fortalecer a saúde do Brasil. 

Desde a chegada do coronavírus, empresas, ONGs e a sociedade civil doaram cerca de R$ 7 bilhões para causas ligadas à covid-19, de acordo com dados do Monitor de Doações da Associação Brasileira de Captadores de Recursos. Mas o volume de doações não acompanhou o avanço da doença no Brasil. O aprofundamento da crise econômica no país atingiu com força o repasse de recursos pelas empresas, que recuaram com a incerteza que tomou conta dos mercados. Nesse cenário, os movimentos sociais lutam para colocar mais elos na corrente solidária formada em 2020.

Adaptações e aprendizados diários são o caminho para estabelecer novas estratégias. Dentro de um hospital com atendimento 100% do Sistema Único de Saúde (SUS), por exemplo, a busca por recursos é um trabalho extremamente desafiador. Os hospitais filantrópicos padecem com a gestão de seus orçamentos devido à tabela deficitária de pagamentos do SUS. A captação se torna uma necessidade urgente, que começa no relacionamento com parlamentares em busca da destinação de emendas, passa pelo contato com empresas para conseguir patrocínio e chega até as pessoas físicas, que podem destinar uma parte do seu imposto de renda ou simplesmente doar notas fiscais.

A principal ferramenta é sempre a sinceridade. Expor a realidade é importante para o início de qualquer conversa. Contar como funcionam os bastidores do atendimento universal de uma instituição filantrópica e como existem pessoas que se dedicam para a construção desse ideal é uma forma de gerar um despertar altruísta. Mas, apesar das diversas metodologias disponíveis, nem sempre é fácil sensibilizar os decisores da importância que as doações têm para a manutenção de um hospital. Porém, estamos sentindo que a cada dia, sobretudo o setor empresarial, que ainda é o maior desafio, está olhando para a filantropia e entendendo que, quando uma sociedade cresce de forma igualitária, quem ganha somos todos nós.

Não é possível prever o futuro, mas, mesmo assim, é possível traçar táticas para se reinventar e se adequar ao que o novo normal reserva e, dessa forma, garantir sobrevivência no momento atual e também depois. O ano de 2021 foi difícil, mas, ainda assim, foi possível somar várias conquistas. Agora, para 2022, a palavra é esperança de uma recuperação na economia que possibilite um aumento nas doações, melhora na saúde geral da população para desafogar as operações e retomada das atividades presenciais. A quarentena tirou das entidades recursos geralmente obtidos em eventos presenciais, como bazares e brechós. Coube então aos gestores recorrer às vendas por lojas on-linepróprias ou de parceiros, para repor parte dessas perdas.

Enfrentar os desafios e expandir o alcance do investimento filantrópico também significa ampliar a disponibilidade de recursos para ações de desenvolvimento de diferentes setores. Essa expansão não é só urgente, como fundamental. A filantropia vai muito além do assistencialismo ou da caridade. Ela realiza mudanças estratégicas e efetivas, servindo como pontapé para alavancar projetos de impacto para a sociedade. Da gripe espanhola à covid-19, as ações filantrópicas tiveram papel importante na promoção da saúde e continuarão a ter. Independentemente das novas doenças que virão, o sistema de saúde precisa ser, acima de tudo, humano. 

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* Carolina Piva, gerente de Marketing e Mobilização de Recursos da Saúde do Grupo Marista


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 UniCuritiba vence Shark Hub 

Projeto Robótica Móvel nas Escolas superou 18 equipes, conquistou o primeiro lugar e garantiu prêmio de R$ 10 mil 

 

O projeto Robótica Móvel nas Escolas, realizado nos cursos de Engenharia do UniCuritiba – instituição que faz parte da Ânima Educação, uma das principais organizações de ensino superior do país – foi o vencedor do Shark Hub 2021. O evento avalia e premia projetos de destaque da rede nacional de laboratórios do Ânima Hub, um programa que promove a conexão entre as demandas da sociedade e do mundo do trabalho com a pesquisa aplicada e a experimentação no meio acadêmico e científico.


O UniCuritiba concorreu com outros 17 projetos e se destacou pelo trabalho de montagem de plataformas robóticas móveis que são levadas pelos acadêmicos a escolas públicas e comunidades carentes para demonstrações e o repasse de conhecimentos sobre robótica, eletrônica, programação e mecânica.


A iniciativa tem a supervisão dos professores Juliana Oliveira e Fagner Alexandre Sotorriva Neckel (coordenadores dos cursos de Engenharia) e Carlos Eduardo Magrin e Tiago Gutierres da Silva (orientadores do projeto). Antes de garantir a vaga nacional no Shark Hub 2021, o Robótica Móvel nas Escolas concorreu internamente com outros dois trabalhos do Engineering Lab UniCuritiba, que tem como objetivo promover soluções tecnológicas na área de engenharia.


De acordo com um dos participantes da equipe, o estudante de Engenharia de Controle e Automação, Thiago Ribas, o prêmio será todo revertido em prol da comunidade. O grupo já se decidiu pela fabricação de novos kits robóticos que vão permitir a ampliação do trabalho em mais escolas e instituições carentes.


“A SmartLy, empresa parceira do UniCuritiba, financiou os primeiros cinco protótipos e agora, com o prêmio, poderemos fazer mais 100 novas plataformas robóticas. Um kit pronto, fabricado por empresas famosas no mercado, pode custar até R$ 8 mil e com o nosso trabalho, conseguiremos montar cada robô por R$ 100”, conta o estudante.


A iniciativa não beneficia apenas as crianças, mas também os universitários, que exercitam suas hard skills (conhecimentos técnicos) e soft skills (habilidades emocionais) ao participar da montagem dos kits robóticos e das apresentações nas escolas.


Além de Thiago Ribas, participam do projeto Robótica Móvel nas Escolas os estudantes Pedro Treaquin (Mecatrônica Industrial), Marlene Seraphim (Análise e Desenvolvimento de Sistemas), Jair Willian Class (Engenharia da Computação), Jhoni Jhosep Surdi e Maicon Francisco Lages Lima Parizotto (Engenharia de Controle e Automação) e Gustavo Del Conte (Engenharia Mecânica). A engenheira Iana Carolina Luppi e o cientista da computação César Setenareski Magrin, staff da empresa parceira SmartLy, também contribuíram com o suporte técnico aos alunos.


O diretor do UniCuritiba, Cristiano de Assis, comemora a conquista dos estudantes e o empenho na realização do projeto Robótica Móvel nas Escolas. “O projeto do UniCuritiba torna o conhecimento acessível às comunidades fora do universo acadêmico e está em perfeita sinergia com a ideia de que é possível transformar o mundo pela educação”, diz.



Relacionamento com a imprensa: UNICURITIBA

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Marlise Groth Mem - (41) 9 9908-0511 – marliseassessoria@gmail.com

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quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

 UniCuritiba conquista o 3º lugar no Prêmio SEBRAE Paraná de Educação Empreendedora 

 

Projeto Aliança Universitária reúne cerca de 550 estudantes de todo o país para disseminar conceitos de inovação, empreendedorismo e novos negócios

 

 

Fomentar o protagonismo universitário e levar à comunidade informações sobre empreendedorismo, inovação e novos negócios. Esse é o principal objetivo da Aliança Universitária, um projeto que já mobiliza cerca de 550 estudantes em todo o país e acaba de conquistar o terceiro lugar no Prêmio SEBRAE Paraná de Educação Empreendedora 2021.

 

Capitaneado pelo UniCuritiba – instituição que faz parte da Ânima Educação, uma das maiores organizações educacionais de ensino superior do país – o projeto de extensão reúne jovens que, por meio das redes sociais e aplicativos de conversa, se organizam na divisão de tarefas: gestão executiva, organização da agenda de eventos e palestras, estratégia para novas parcerias, contato com palestrantes, gerenciamento das mídias sociais e produção de vídeos e outros conteúdos.

 

Todas as atividades são supervisionadas pelo coordenador do projeto, professor Sérgio Itamar, que leciona nos cursos de Direito, Administração e pós-graduação do UniCuritiba. Especialista em Gestão Empresarial, ele explica que o trabalho é realizado pelos próprios estudantes de diferentes instituições de ensino superior da Ânima.

 

“Esse protagonismo possibilita o aprendizado mão na massa e exercita a criatividade, a liderança, a sensibilidade, a responsabilidade e a proatividade. Lado a lado, acadêmicos de todo o país seguem o mesmo lema: a vocação de mudar o mundo. A Aliança tem em seu DNA o protagonismo universitário e o exercício de habilidades empreendedoras para criar soluções inteligentes para o futuro”, diz o mentor.

 

Cereja do bolo

A bacharel em Direito e estudante de Relações Internacionais do UniCuritiba, Bárbara Moraes, é presidente nacional da Aliança Universitária desde julho e diz que o prêmio serve como um balizador. “Essa conquista mostra que estamos no caminho certo para sermos a maior comunidade universitária do Brasil voltada à inovação, empreendedorismo e novos negócios. Ser considerado o terceiro maior projeto de educação empreendedora do Paraná é a cereja do bolo de 2021”, avalia.

 

As primeiras discussões para a criação da Aliança Universitária começaram em 2020. Em 2021, o projeto começou a ganhar forma. No início deste ano, 50 alunos participavam das atividades. Até julho, o foco era a realização de eventos com profissionais do ecossistema empreendedor sobre temas como protagonismo universitário, economia circular, smartcities, mercado financeiro, sustentabilidade e empreendedorismo feminino.

 

Resultados expressivos

No segundo semestre deste ano, o grupo se estruturou e hoje conta com uma presidência nacional, vice-presidentes estaduais e quatro conselhos de administração: comunicação/mídias sociais, parcerias estratégicas, eventos/engajamento e expansão/conexão.

 

Existem ainda equipes temáticas para o desenvolvimento de atividades específicas em áreas como consultoria empresarial, sustentabilidade, direito, empreendedorismo regional, saúde, além de squads administrados em parceria com indústrias e empresas nacionais para o desenvolvimento de ideias inovadoras e identificação de oportunidades.

 

A vice-presidente nacional Mariana Rocha, estudante de Administração da UNA Linha Verde, em Minas Gerais, jamais imaginou que, em um semestre, o grupo passaria de 50 para mais de 500 estudantes engajados.

 

“Não é fácil gerir uma equipe tão grande, mas tenho duas importantes referências ao meu lado, Bárbara Moraes e Sergio Itamar. Conquistar o prêmio Sebrae Paraná de Educação Empreendedora 2021 mostrou que estamos no caminho certo e que podemos unir forças para mudar o mundo. Temos este potencial, basta paciência, perseverança, resiliência e networking. Grandes vitórias ainda virão, tenho certeza.”

 

A Aliança Universitária começa 2022 com mais de 20 alunos na diretoria executiva, 140 estudantes nos conselhos de administração, 540 jovens em squads temáticos, 720 seguidores no Instagram e mais de 90 publicações, além de 25 eventos com mais de 4 mil visualizações no Instagram e Youtube.

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Hospital Universitário Cajuru

Dia da gratidão (06/01): pacientes encontram nos corredores de hospitais motivos para agradecer

Cirurgias raras e atendimento humanizado em urgências fazem parte das histórias de quem recebeu dos profissionais de saúde uma nova chance de viver

Um vídeo, um bilhete, uma faixa, uma mensagem ou simplesmente um muito obrigado. A gratidão faz parte da rotina de unidades hospitalares, em que profissionais da saúde têm sido a única luz de esperança para muitos pacientes, principalmente durante a pandemia. Um sentimento que o curitibano Lucas Camargo, de 20 anos, conhece bem. O jovem passou a considerar como parte da sua família a equipe do hospital que o atendeu após ficar tetraplégico em uma queda de cama elástica. Desde novembro de 2018, tornaram-se recorrentes as suas idas ao Hospital Universitário Cajuru, de Curitiba (PR), 100% SUS e referência em traumas. 

Ele precisou se adaptar a viver em uma nova condição e, aos poucos, aprendeu a ser grato pelas pequenas conquistas. “Quando venho para o hospital sei que minha saúde não está bem, mas também sei que vou encontrar profissionais queridos que guardo no meu coração”, conta Lucas. ”Aprendi que, enquanto há vida, há esperança. Viver com a minha deficiência é difícil, mas isso não vai me parar. Eu continuo lutando pela vida e em todo lugar que vou espero levar apenas alegria”, se emociona.

Recomeços

No Hospital Marcelino Champagnat, também de Curitiba, aparecem novas lembranças de finais felizes para contar. Foi ali que, aos 31 anos, a curitibana Karina Andressa Rodini começou a escrever uma nova história, após realizar uma cirurgia delicada e não convencional para a retirada de um tumor de cerca de 35 quilos. A doença responsável pelos tumores gigantes é a neurofibromatose, que foi diagnosticada antes dos dois anos de idade e exigiu que ela fosse submetida a dez cirurgias de grande porte e várias pequenas entre 2012 e 2018.

A expectativa para a melhora da qualidade de vida começou a crescer quando ela conheceu o cirurgião plástico Alfredo Duarte, que passou a fazer contato com um cirurgião renomado e com vasta experiência na retirada de tumores causados pela neurofibromatose, o norte-americano McKay McKinnon. A cirurgia, realizada em novembro de 2021, permitiu que atividades simples como caminhadas e passeios pudessem voltar a fazer parte da rotina da jovem.

"Sentimento de gratidão e de alívio. Agora são novos passos. Nova Karina, nova vida, novos passos. Não tem como explicar. É o maior presente que eu ganhei", comemorou logo após o procedimento. “Quero que as pessoas saibam que é importante não desistir dos sonhos, por mais difícil que seja”.


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Com tantos internamentos, Lucas Camargo passou a considerar profissionais do HUC como parte da família 
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Karina Rodini começou a escrever uma nova história após retirar mais de 30 kg de tumor em cirurgia 
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