sexta-feira, 16 de junho de 2023




 Way Beer promove maior “arraiá cervejeiro” do Brasil com música ao vivo, comidas típicas e muito chope artesanal

O evento será realizado neste sábado, dia 17 de junho, na fábrica da cervejaria, na região metropolitana de Curitiba, com tudo aquilo que uma boa festa junina precisa 

 

CURITIBA, 15/06/2023 – A temporada de festas juninas começou e nada melhor do que curtir o friozinho do outono aproveitando as delícias e o clima divertido e aconchegante que só um bom arraiá pode oferecer. Para quem quer aproveitar as iguarias e atmosfera única dessa que é uma das festas mais queridas pelos brasileiros, a Way Beer, principal cervejaria artesanal do Estado do Paraná, vai promover neste sábado, dia 17 de junho, o tradicional Arraiá da Way, maior “arraiá cervejeiro” do Brasil. 

 

Unindo música, gastronomia e, claro, muito chope artesanal, a festa vai ter tudo aquilo que uma festa junina de qualidade precisa. Para animar o público, shows imperdíveis com as bandas Lenhadores da Antártida, Folking Dads, Varal do Wando e Forró Capiá. As comidinhas típicas também estarão presentes em um cardápio com diversas opções saborosas, entre elas milho cozido, pinhão, pastel, cachorro-quente, hambúrguer, pipoca e doces. Além disso, a Way Beer vai oferecer mais de 40 torneiras de chope com seus principais rótulos. 

 

Para completar, não podiam faltar decorações temáticas e, logicamente, muitas brincadeiras, com direito a bandeirinhas, quadrilha, pescaria, tiro ao alvo, argolas e correio elegante. O evento será pet friendly e contará, ainda, com espaço kids com monitoria, oficinas, tobogã inflável e pula-pula, além de camarim de maquiagem. 

 

O Arraiá da Way será realizado neste sábado, dia 17 de junho, na fábrica da Way Beer, que fica na Rua Pérola (nº 331), em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Os ingressos custam R$ 15 e estão disponíveis no Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/festa-junina-way-beer/2004442). Mais informação pelo telefone (41) 3653-8853 ou no perfil da cervejaria no Instagram (@way_beer).

terça-feira, 13 de junho de 2023

 De cada mil brasileiros, apenas 16 são doadores de sangue

 

Às vésperas do Dia Mundial do Doador de Sangue (14/06), biomédicos reforçam a importância desse gesto que pode salvar até 4 vidas

 

A doação de sangue é um ato de solidariedade. Essa atitude simples, rápida e segura pode salvar a vida de até quatro pessoas. Amanhã (14/06) comemora-se o Dia Mundial do Doador de Sangue - justamente num período de dias frios, quando os estoques dos hemocentros diminuem.

 

Dados de 2022 do Ministério da Saúde mostram que 16 a cada mil habitantes são doadores de sangue no país. O percentual corresponde a 1,6% da população brasileira e está dentro dos parâmetros preconizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda que 1% a 3% da população de cada país seja doadora. 

 

“Apesar de estar dentro dos indicadores da OMS, precisamos conscientizar as pessoas sobre esse importante gesto humanitário, que é seguro e de fundamental importância à toda sociedade; especialmente nos dias mais frios, quando as doações diminuem”, reforça o presidente do Conselho Regional de Biomedicina do Paraná 6ª Região (CRBM6), Thiago Massuda.

 

As doações de sangue no Estado podem ser feitas no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) de Curitiba, Cascavel, Maringá, Londrina, Ponta Grossa, Pato Branco, Francisco Beltrão, Foz do Iguaçu, Paranavaí, Campo Mourão, Umuarama, Paranavaí, Apucarana e demais Unidades de Coleta e Transfusão de Sangue no Estado. O Hemepar é responsável pela coleta, armazenamento, processamento, transfusão e distribuição de sangue para 384 hospitais públicos, privados e filantrópicos que atuam em todas as regiões do Paraná.

 

Dúvidas comuns

“A conscientização sobre a importância da doação e a desmistificação desse gesto devem ser rememoradas sempre para que nossa população adquira o hábito de doar sangue e entenda a grandeza desse lindo gesto que salva inúmeras vidas”, destaca o biomédico do CRBM6, especialista em Hematologia Clínica e Laboratorial, Caio Bellini.

 

Para esclarecer algumas dúvidas comuns sobre o gesto de doar sangue, Bellini responde às questões:

 

1) Doar sangue é seguro?

Sim. O volume de sangue coletado gira em torno de 450ml, lembrando que nosso organismo tem volume médio de 5 litros. Por isso, é uma quantidade segura e suficiente para salvar até quatro vidas.

 

2) Posso pegar alguma doença ao doar sangue?

Não, todos os materiais utilizados na doação de sangue são estéreis e descartáveis.

 

3) Quanto tempo o organismo leva para repor o sangue doado?

Nosso corpo repõe o volume da doação nas primeiras 72h após a doação.

 

4) A doação de sangue afina ou engrossa o sangue?

A doação de sangue não afina nem engrossa o sangue. Após a doação, existe a reposição do volume e componentes do sangue pelo próprio organismo até atingir um equilíbrio existente antes da doação.

 

5) Quem teve Covid-19 pode doar sangue?

Quem tomou a vacina deve aguardar 7 dias após a aplicação para doação. Quem teve a Covid-19 deve aguardar um período de 15 dias após a cura da doença.

 

6) Há algum substituto para o sangue?

Não há nenhum substituto para o sangue. O paciente que necessita de transfusão irá receber os materiais que lhe carecem. Por exemplo, paciente em quimioterapia que apresentam anemia grave, irá receber concentrado de hemácias; pacientes leucêmicos com contagens de plaquetas baixíssimas irão receber concentrado de plaquetas. A transfusão é adaptada à necessidade do receptor.

 

7) O que é preciso para doar sangue?

Podem doar sangue pessoas entre 16 e 69 anos e que estejam pesando mais de 50kg. Além disso, é preciso apresentar documento oficial com foto e menores de 18 anos só podem doar com consentimento formal dos responsáveis. Pessoas com febre, gripe ou resfriado, diarreia recente, grávidas e mulheres no pós-parto não podem doar temporariamente.

 

8) É necessário estar em jejum para doar sangue?

O doador não deve estar em jejum, mas é importante evitar alimentos gordurosos três horas antes da doação.

 

9) Quanto tempo dura a doação de sangue?

O procedimento todo (cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta do sangue e lanche) dura em média 40 minutos.

 

10) Quantas vezes por ano posso doar sangue?

Para homens, o intervalo mínimo entre as doações é de 60 dias (com até quatro doações no período de 12 meses). Para mulheres, o intervalo mínimo é de 90 dias (com até três no período de 12 meses).

 

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Biomédicos reforçam a importância da doação de sangue; gesto humanitário pode salvar até quatro vidas

 

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Baixo índice de doações de sangue coloca em risco transplantes, cirurgias e atendimentos de emergências

Enquanto 3,5 milhões de pacientes necessitam de transfusões, apenas 2% da população doa sangue; hospitais dependem de bolsas de sangue para salvar vidas

A medicina está em constante evolução, abrindo novos caminhos a todo momento. Seja por meio de transplantes de órgãos, cirurgias oncológicas ou atendimentos emergenciais, ela continua transformando a vida das pessoas ao redor do mundo. No entanto, há um aspecto que não muda: as equipes médicas dependem de doações de sangue para garantir o sucesso desses procedimentos complexos. Apenas no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde, aproximadamente 3,5 milhões de pessoas necessitam de transfusões sanguíneas anualmente. O número é alto se considerar que menos de 2% da população tem o hábito de doar sangue.

Um ato de solidariedade que se revela crucial para pacientes com doença renal crônica. As doações de sangue auxiliam no tratamento da anemia, uma condição característica da doença, e permitem que o rim seja transplantado com segurança. "É um procedimento complexo, que exige suturas cuidadosas de veias e artérias, além de resultar no sequestro de um grande volume de sangue ao conectar o órgão com o receptor. Portanto, durante cada cirurgia são necessárias cerca de duas bolsas concentradas de hemácias, juntamente com outros componentes, como o plasma", detalha o cirurgião Bruno Pimpão, chefe da equipe de transplante renal do Hospital Universitário Cajuru.

O Brasil desponta como um dos líderes mundiais em transplante de órgãos e retoma os índices pré-pandemia. Segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), apenas no período de janeiro a março deste ano, foram realizados cerca de 2 mil transplantes de órgãos, sendo mais de 1,3 mil deles relacionados ao rim. Dentro dessa operação, o Hospital Universitário Cajuru, em Curitiba (PR), que atende exclusivamente pelo SUS, é referência no transplante renal. “A excelência da equipe de transplante torna possível que, em 95% a 98% dos casos, haja sobrevida do enxerto e do paciente ao longo do primeiro ano", afirma Alexandre Tortoza Bignelli, nefrologista e coordenador do serviço de transplante renal.

Fonte de esperança

O tratamento do câncer é uma das áreas da medicina que mais têm evoluído nos últimos anos. A inovação no clássico tripé de enfrentamento da doença, que inclui cirurgia, radioterapia e quimioterapia, reduz o volume de células cancerosas e pode remover completamente o tumor. Como uma das principais formas de tratamento, a cirurgia é necessária em 70% dos casos e, de acordo com um levantamento do Observatório de Oncologia, costuma ser indicada para 10 mil pacientes a cada ano no Brasil. A operação é complexa e depende da disponibilidade de bolsas de sangue para que seja realizada.

Mas muitas vezes o tratamento do câncer está na própria transfusão sanguínea. A transferência de sangue ou de um dos seus componentes é essencial, especialmente para pacientes com cânceres hematológicos, como as leucemias. "Trata-se de um tratamento suportivo para melhorar as condições clínicas do paciente, restaurando o transporte de oxigênio para os órgãos e tecidos bem como a capacidade de coagulação. Isso também contribui para que as cirurgias sejam realizadas sem comprometer a saúde do paciente", afirma Fernando Michielin, hematologista do Instituto de Oncologia do Paraná e do Hospital São Marcelino Champagnat.

Chamado à ação

A demanda por bolsas de sangue também se torna essencial para salvar vidas de pacientes que chegam a hospitais de referência no atendimento de traumatologia. No Hospital Universitário Cajuru, as vítimas de acidentes de trânsito correspondem a 12% da demanda do Pronto Socorro, resultando em uma necessidade de cerca de 100 bolsas de sangue a cada mês. "O paciente com traumatismo necessita de transfusão sanguínea de urgência para controlar hemorragias provocadas por fraturas e lesões graves", salienta José Arthur Brasil, coordenador do Pronto Socorro do hospital.

Doar sangue é um gesto simples que pode salvar até quatro vidas. Para fazer parte dessa corrente de solidariedade, a pessoa deve atender a alguns requisitos, como ter entre 18 e 65 anos, pesar acima de 50 quilos, estar em boa saúde, não usar medicamentos e não ter feito tatuagem, endoscopia ou colocado piercing nos últimos doze meses. No entanto, são apenas 14 doadores regulares de sangue para cada mil brasileiros e os estoques estão em constante estado de emergência. "É importante a execução de campanhas que estimulem a doação, para a manutenção dos estoques dos bancos de sangue em nível de segurança adequado", conclui Fernando Michielin.


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Equipes médicas dependem de doações de sangue para garantir o sucesso de procedimentos complexos 
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sexta-feira, 9 de junho de 2023

 

Homens devem presentear mais neste Dia dos Namorados

Chocolateria artesanal lança Bombom de Pudim de Leite, diversas opções de guloseimas e observa que 85% dos homens compram presentes de última hora

O Dia dos Namorados se aproxima e a sondagem da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio-PR) e do Sebrae-PR mostra que 47% dos paranaenses pretendem presentear alguém especial em 12 de junho.

 

Os homens são os mais propensos a presentear, com 51,1% de respostas afirmativas, ante 43,1% de mulheres que planejam comprar um mimo a seu par. O tíquete médio masculino deve ficar na média de R$ 184,04, enquanto o tíquete médio feminino será de R$ 137,80. De modo geral, o tíquete médio do Dia dos Namorados subiu esse ano, passando de R$ 147,97 em 2022 para R$ 162,22, principalmente por causa da pretensão de presentear masculina.

 

Delícias românticas de chocolate

Para atender os apaixonados que adoram fazer uma surpresa no dia 12 de junho, a D’Fuhrmann Chocolates elaborou o Coração Rendado com bombons de licor de Marula 160g, que sai por R$ 44. O produto é um dos campeões de vendas neste período e ganhou novo visual que traz mais romantismo, delicadeza e sensualidade nas linhas e formatos.

 

Outra novidade que deve atrair o interesse dos consumidores é o inédito Bombom de Pudim de Leite. A iguaria – que é uma sobremesa tradicional nos lares brasileiros – é feita com exclusivo chocolate artesanal branco com calda especial caramelizada de baunilha e sai a R$ 4 a unidade.

 

As oito opções de cestas de presentes com itens e quantidades variadas, os três tamanhos de buquês feitos com rosas de chocolate ao leite com recheio de Nutella, o Coração Charme feito com chocolate ao leite, branco ou meio amargo, as placas Flork com mensagens personalizadas e a caixa com 40 bombons em sabores gourmet são outras opções que devem agradar aos diferentes perfis de casais.

Previsão de crescimento

“Com essas novidades e ampla variedade para todos os gostos, pretendemos ampliar as vendas em 15% em relação ao mesmo período de 2022. O tíquete médio também deve melhorar e passar dos R$ 80 de 2022 para R$ 110 neste ano”, explica a gerente de marketing, Ana Cecília Dembiski Erbano.

 

As encomendas podem ser feitas desde já nas três lojas da capital paranaense [Galeria Suissa, Mercado Municipal, loja e fábrica no Uberaba] e pelo site www.dfuhrmannchocolates.com.br

 

“Curiosamente, observamos que 85% dos homens compram presentes para as mulheres no próprio dia 12 de junho”, explica a chocolatièr Selma Fuhrmann. “O ideal é antecipar para ter mais tempo de escolha, acertar na lembrança e observar toda a variedade disponível”, complementa Selma.

 

Sobre

A D’Fuhrmann Chocolates é uma empresa curitibana com suas origens na tradição alemã. Está no mercado há 22 anos e oferece ampla variedade de chocolates artesanais, com elevada qualidade e sabor único (pouco doce).

 

Empresa familiar, a D’Fuhrmann Chocolates tem em seu comando a empresária e chocolatier Selma Maria Fuhrmann Dembiski e sua filha, Ana Cecília Dembiski Erbano.

 

O amor e o interesse pelo fabuloso mundo do chocolate transformaram Selma em uma especialista no assunto, que sempre participa de feiras e cursos no Brasil e na Europa. Já Ana Cecília - que desde pequena interage com a produção e setor de embalagens - complementa a empresa nas áreas de administração e marketing.

 

Além da loja virtual, a www.dfuhrmannchocolates.com.br tem três unidades físicas em Curitiba. A matriz e a fábrica ficam no Eixo Rodoviária-Aeroporto, no Uberaba (Comendador Franco, 5050). A chocolataria possui um ponto de vendas na Galeria Suissa (no Centro de Curitiba) e outra filial que atende os turistas e a região no Mercado Municipal de Curitiba.

 

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Bombom de Pudim de Leite, Coração Rendado, rosas de chocolate e cestas de presentes variadas são algumas das apostas da D’Fuhrmann Chocolates para o Dia dos Namorados

 

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D’Fuhrmann Chocolates

 

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terça-feira, 6 de junho de 2023

 

PSD

Síndrome de Péssimos Pais

*Anderson Leal

Todos os dias, no caminho que leva da porta de casa até o portão da escola, os corações de pais e mães espalhados por todo o mundo param de funcionar por alguns centésimos de segundos. Por fora, sorrisos e palavras de incentivo querem convencer crianças e adolescentes das mais diversas idades de que o curso da vida é mesmo esse. Por dentro, culpa, tristeza, dor e a sensação de que todo o tempo do mundo ainda não seria tempo suficiente.

Aliás, não só o tempo. Ter filhos é experimentar constantemente a sensação de insuficiência. Os braços são curtos, os olhos não enxergam tudo o que deveriam, os ouvidos estão frequentemente ocupados com sons desimportantes, o abraço não aperta o bastante, a atenção poderia ser maior. E, ainda assim, bilhões de pais e mães seguem vivendo. Levando seus rebentos à escola, à casa dos coleguinhas, ao futebol, à dança, à capoeira. Como se não andassem por aí com o coração pulsando fora do peito.

Péssimos pais, é o que são. Ou, ao menos, é o que sentem que são. Porque trabalham demais, porque não conseguem almoçar ou jantar com os filhos, porque não estão disponíveis 100% do tempo para as necessidades deles. Mas a ciência garante que não é isso que faz um bom pai. Uma pesquisa divulgada há algum tempo pela Universidade de Toronto, no Canadá, ouviu mais de seis mil famílias e chegou à conclusão de que o que determina um crescimento saudável dos filhos não é a quantidade de tempo que eles passam com os pais, mas a qualidade desse tempo. 

E, se não é preciso dedicar mais tempo a essa relação, o que é preciso? Dedicar mais atenção. Atenção plena, na verdade, o que agora é chamado “mindfullness”. Ou seja, você não precisa estar com as crianças todo o tempo, mas precisa estar com elas, de fato, sempre que estiver com elas. Nesses momentos, não pode haver celular, trabalho ou problemas externos que sejam mais importantes que a construção conjunta de um relacionamento forte e saudável. Conversas, risadas, brincadeiras, tudo faz parte dessa construção.

Pais ruins de verdade não são os que têm pouco tempo, são os que priorizam qualquer outra atividade, ainda que estejam fisicamente próximos de seus filhos. Aí é que mora o perigo, porque essa é a receita para que os pequenos se sintam preteridos e, muitas vezes, até desamparados. O resultado é irritação, hiperatividade e até mesmo sentimentos mais difíceis que esses: depressão, estresse, frustração e, muitas vezes, enfermidades físicas que não passam de somatizações de todas essas questões emocionais.

Principalmente na primeira infância, o que contribui para o desenvolvimento de seres humanos saudáveis e completos é o afeto. Olhos nos olhos, carinho, escuta ativa e a proposição de momentos exclusivamente separados para essas atividades são fundamentais para garantir também uma evolução cognitiva adequada para cada uma das idades.

Falar e ouvir previnem desentendimentos que são determinantes para as relações entre pais e filhos, principalmente na fase da adolescência, mas não apenas nesse período. Parece óbvio, mas é muito importante repetir. O diálogo é a base do amor. Manter aberto um canal de comunicação direto e claro facilita o exercício da empatia, de colocar-se no lugar do outro e poder lidar com as diferentes situações sem tantos julgamentos e conclusões prévias. Isso funciona para as duas vias dessa relação.

Se você quer criar pessoas capazes de compartilhar suas angústias e alegrias, comece dando o exemplo. Fale sobre seu dia, seus desafios, suas preocupações, respeitando sempre a linguagem e o conteúdo adequados para cada faixa etária. Ao mesmo tempo, pergunte sobre o dia das crianças, os sentimentos que elas vivenciam em suas rotinas e as novidades de seus universos em expansão.

Por fim, saiba estabelecer limites. Não vale a pena tentar compensar a falta de tempo com presentes caros ou liberdade irrestrita. É um ato de amor ensinar que o mundo, em boa parte das oportunidades, sabe dizer “não”. Por outro lado, liberte-se, você também. Saiba que não é possível - ou mesmo saudável - ser perfeito, e que errar é o que te faz parecer mais humano aos olhos dos seus filhos. Não se culpe, porque os verdadeiros péssimos pais sequer são capazes de se dar conta de que o são.

*Anderson Leal é consultor pedagógico na Conquista Solução Educacional.


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Positivo

A volta do Brasil ao encontro do G7

João Alfredo Lopes Nyegray*

O G7, grupo que reúne as sete economias mais avançadas do mundo, é uma organização informal criada em 1975, como G6, que passou a incluir o Canadá em 1976 – além dos membros originais: França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos. O objetivo do grupo é sempre promover e incentivar a cooperação econômica, política e de segurança entre seus membros, além de discutir questões globais de interesse comum. Embora o peso econômico do grupo tenha diminuído – de cerca de 50% do PIB global em 1990 para pouco menos de 30% hoje – seus poderes político e militar são inegáveis. 

Em reuniões que ocorrem anualmente, os líderes dos países do G7 debatem e coordenam ações em uma variada gama de assuntos, que vão desde o comércio internacional, a segurança global, o meio ambiente até questões de saúde. Embora o G7 não seja propriamente uma Organização Internacional com secretaria permanente, o grupo trabalha em colaboração estreita com organizações formais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial e a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). 

Neste ano, o Brasil é um dos convidados extra – esses convites ficam a cargo do país anfitrião, o Japão neste ano – junto da Austrália, Índia, Coreia do Sul, Vietnã, Indonésia, Comores (para representar a União Africana) e Ilhas Cook (para representar as Ilhas do Pacífico). Essa é, certamente, uma tentativa japonesa, de dar à reunião uma amplitude mais global e menos ocidental – o que faz muito sentido na perspectiva das Relações Internacionais. Além disso, os convidados deste ano refletem a necessidade da comunidade internacional de dar respostas mais amplas a desafios coletivos – como a guerra na Ucrânia, condenada por quase a unanimidade do planeta, à exceção da  Rússia, Síria, Nicarágua, Coreia do Norte e Belarus.

O Brasil, que não era convidado para o encontro desde 2009, pode aproveitar a ocasião para reforçar uma política externa ativa – o que estava em falta nos últimos anos. O presidente Lula da Silva teve 11 reuniões bilaterais, tendo se reunido com líderes da França, Austrália, Comores, Canadá, Japão, Índia, Indonésia, Vietnã e Indonésia. É certamente muito positivo que tenhamos discussões abertas com essas nações: algumas, nossos maiores parceiros comerciais; outras, mercados potenciais para os produtos brasileiros. 

A decepção, no entanto, foi a postura brasileira em relação à Ucrânia. O atacado país europeu vem contando com a solidariedade e o apoio de boa parte do planeta, incluindo os maiores compradores globais dos produtos brasileiros. O presidente Lula não apenas não se reuniu com o líder ucraniano Volodymyr Zelensky, como chegou a insinuar, mais uma vez, que a Ucrânia – país atacado – é tão culpada pela guerra quanto a Rússia – país que empreende uma guerra de agressão contrária aos preceitos do Direito Internacional. 

Ao afirmar não ter ido ao G7 para discutir a guerra, e sim a paz, a mensagem do presidente Lula da Silva acabou sendo vista internacionalmente como muito mais pró-Rússia do que pró-paz. Certamente a discussão sobre o fim das hostilidades é necessária, mas não nos termos de Putin, lado para o qual a política brasileira parece se inclinar. Mais do que isso, essa é a segunda ou terceira vez em que o Brasil, um importante player do cenário global, dá esse confuso recado pró-Putin. Com isso, acabamos do lado oposto não apenas dos nossos maiores parceiros, mas também de boa parte do mundo. 

Para construir e restaurar a paz, mais do que condenar a guerra, é necessário ouvir ambos os lados e, em especial, o lado agredido. Tanto o Brasil quanto Índia e China parecem ignorar que a Ucrânia teve sua integridade territorial violada. Uma vez que já se reuniu com Putin, a neutralidade pede que Lula tivesse se encontrado com Zelensky. 

Além disso, Lula da Silva elevou o tom das críticas a Biden e aos EUA, afirmando que os estadunidenses não ajudam o fim do conflito ao criticar Putin e falar sobre sanções. O que o presidente brasileiro parece esquecer é de que, até aqui, a Organização das Nações Unidas e a Ucrânia contabilizaram mais de 70 mil crimes de guerra cometidos pelos russos, o que inclui tortura, assassinatos de civis, sequestro de crianças e estupros. É possível alcançar a paz sem sancionar ou penalizar aqueles que perpetram tais barbáries?

*João Alfredo Lopes Nyegray é doutor e mestre em Internacionalização e Estratégia. Especialista em Negócios Internacionais. Advogado, graduado em Relações Internacionais. Coordenador do curso de Comércio Exterior na Universidade Positivo (UP). Instagram: @janyegray


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 Beto Madalosso: conheça os segredos do chef inquieto que não para de empreender na gastronomia curitibana 

Experiência nos negócios da família o incentivou a empreender com o Carlo e o Madá Pizza & Vinho e seguir investindo em seus projetos, como os recém-inaugurados Sambiquira e Trolha

 

CURITIBA - 06/06/2023 – Herdeiro da família que conduz um dos maiores restaurante da América Latina, o Madalosso, no tradicional bairro de Santa Felicidade, em Curitiba (PR), o empresário Beto Madalosso, de 44 anos, construiu a sua carreira em empreendimentos de gastronomia na capital paranaense. Formado em Administração e pós-graduado em Economia, Madalosso também é chef de cozinha. Foi na junção entre a cozinha e a gestão que ele se encontrou.

 

Com quinze anos de experiência na área, Madalosso acaba de lançar dois novos empreendimentos na cidade de Curitiba (PR): um estabelecimento que foge da influência italiana, o Sambiquira, e em outro sem salão, no formato de entrega, o Trolha. Ambos são reflexos de sua experiência de vida e formações, seguindo um caminho natural pelo ato de empreender. 

 

“Eu fui forjado um empreendedor. Se formos pensar, uma pessoa que é filho de músicos e cresce em um ambiente musical, tem uma tendência elevada de seguir a mesma carreira. Trabalhar em restaurante não demanda uma especialidade inicial, como seria com um filho de médicos. Quando menos se vê, você está trabalhando no empreendimento, servindo mesas, atendendo a porta”, conta Madalosso a respeito de sua experiência no restaurante da família.

 

No entanto, chegou o momento em que sentia o desejo de que o seu restaurante tivesse a sua “pequena história de vida, refletisse minha idade e meu jeito de ser”. “Tocar o negócio da família é uma experiência prazerosa, mas chega um momento no qual se quer trabalhar do seu jeito”, destaca o profissional. 

 

Negócios traduzem um momento de vida

 

Sua primeira empreitada solo foi com a Forneria Copacabana, que se transformou em Carlo, restaurante voltado à cozinha afetiva de origem italiana. Atualmente, ele também administra duas unidades do Madá Pizza & Vinho, que vende mais de 3 mil pizzas ao mês. Agora, o empreendedor envereda pela gastronomia brasileira com as comidas de boteco do Sambiquira e se envolve em todos os detalhes do Trolha, inaugurado no último mês de abril. 

 

Madalosso compara a criação de um restaurante a um processo artístico. “Empreender é uma materialização de nós mesmos e da nossa identidade momentânea. É a tradução de um sentimento, um sonho que é dividido com as pessoas”, diz. “Cada negócio traduz um momento de vida, um comportamento, um cenário econômico e político, uma inspiração que surgiu em uma viagem”, ressalta. 

 

É comum que se queira compartilhar este sonho com mais pessoas e de outras localidades. “O Madá é muito elogiado por turistas e pessoas de fora, incluindo de São Paulo. Já estudamos bastante para levar o negócio para fora de Curitiba. Sabemos que temos uma oportunidade muito interessante, pois o produto se destaca”, afirma.

 

Novas ideias saindo do papel

 

Este processo de criação mescla o instinto das experiências prévias e os conhecimentos adquiridos ao longo da vida. “É um processo muito intuitivo. Claro que, por trás disso, existe muita pesquisa e muitas informações colhidas ao longo do tempo”, opina. No caso do Sambiquira, a ideia de um espaço voltado à comida de boteco acompanha um maior interesse pela cultura brasileira, algo que cresceu muito nos últimos anos de sua vida.

 

Inicialmente, a ideia seria fazer algo limitado a cortes de frango, mas o conceito mudou. “Pensamos em algo que sirva bolinho de carne, cachaça e toque música brasileira. O foco está em construir uma experiência completa, pensando em cada detalhe, o que vai muito além de só o cardápio e a localização. Nós avaliamos até mesmo o tamanho da mesa e dos copos dentro do contexto de um boteco e que um restaurante não permitiria”, explica.

 

O Trolha, inaugurado recentemente, no último dia 17 de abril, oferece uma experiência completamente digital, seguindo a conjuntura de entrega e delivery. As trolhas são um salgado feito com massa de fermentação natural enrolada, semelhante a um rocambole, servida com diversas possibilidades de recheios. “A ideia da trolha é ser um alimento bomba, capaz de matar a ressaca do dia anterior. Até as bebidas de acompanhamento são muito calóricas para acompanhar este conceito”, explica Madalosso.

 

Para aqueles que sempre perguntam se Beto Madalosso não cansa de “inventar moda”, ele tem uma resposta na ponta da língua: “minha cabeça não para. Estou sempre pensando em novas propostas, espiando novos pontos que poderiam sediar algo legal e, principalmente, buscando estímulos para continuar criando coisas incríveis para a cidade de Curitiba”, completa Madalosso.