quarta-feira, 28 de março de 2018

A distinção entre globalismo e globalização

A distinção entre globalismo e globalização
José Pio Martins*
A linguagem é um recurso exclusivo do animal homem, pelo qual se dá a comunicação entre os humanos usando um instrumento maravilhoso: a língua, suas palavras e as normas de construção de pensamentos e raciocínios. As palavras e a maneira de organizá-las seguem um código esquemático de significados e funções. Assim, é conduta reprovável o desprezo pelo estudo da língua, seus vocábulos, sua lógica, sua gramática e a miríade de possibilidades que a linguagem nos proporciona.
Infelizmente, um país em que um governante maior da nação quase se orgulha de falar errado e demonstra que não se interessa pelo idioma nacional, sob o aplauso de asseclas que acham isso charmoso, é um país culturalmente miserável, que quase renuncia à exploração desse dom do ser humano: a linguagem. As palavras têm significado e exprimem conceitos, que são a representação mental de um objeto abstrato ou concreto para identificar, descrever e classificar os diferentes elementos e aspectos da realidade do objeto.
Há duas palavras que, embora completamente diferentes, vêm sendo usadas como se fossem iguais, prestando-se a confusões dialéticas: globalização e globalismo. As diferenças entre as duas são abissais, irreconciliáveis. Não dá para usá-las como sinônimos nunca. Globalismo é um conceito político, enquanto globalização é conceito econômico.
Em economia, há duas teorias para explicar as vantagens do comércio entre as nações. Uma é chamada de “vantagens absolutas”; a outra, de “vantagens relativas”. Quanto a esta última, a questão é simples: cada país deve dedicar seus recursos e seus esforços para produzir aquilo que faz melhor e mais barato que os demais e, por meio das trocas, vender o excedente em relação ao consumo interno e importar aquilo que outros países fazem com mais eficiência.
A globalização econômica é a abertura comercial dos países para exportar e importar bens, serviços e tecnologias, e há fartas provas de que ela promoveu melhorias no padrão de vida e ajudou a reduzir a pobreza. Um exemplo interessante é o de uma simples camisa fabricada na Malásia, utilizando máquinas feitas na Alemanha, algodão proveniente da Índia, forros de colarinho do Brasil, tecido de Portugal, e vendida no varejo no Canadá e outros países.
Globalização econômica significa livre comércio e se trata de um arranjo que não necessita da intervenção de governos e burocratas – aliás, funciona muito melhor sem eles. Globalismo é outra coisa: é um arranjo que só existe e funciona por causa de políticos e burocratas, é uma política internacionalista pela qual organismos mundiais e seus burocratas querem controlar o mundo e interferir na vida das populações por meio de decisões e resoluções autoritárias, em assuntos como imigração, racismo, descriminalização de drogas, educação, ideologia de gênero, aborto, maioridade penal e por aí vai.
O globalismo, ao tentar fazer imposições iguais para todos os países sem considerar as diferenças entre os povos, enfraquece o Estado-nação e a soberania interna, e significa a centralização do poder político em escala mundial. Para julgar e adotar posição individual a respeito de qualquer coisa, especialmente sobre temas complexos, a pessoa deve conhecer o significado das palavras, estudar o conteúdo e os efeitos dos instrumentos que delas derivam, para aí, sim, conforme sua crença, assumir a defesa desta ou daquela proposição. Sem isso, o debate fica empobrecido. Infelizmente no Brasil, essa é a norma.

* José Pio Martins, economista, é reitor da Universidade Positivo.
   
Imagens

José Pio Martins, economista e reitor da Universidade Positivo
Créditos: Divulgação
baixar em alta resolução

terça-feira, 27 de março de 2018

Self storage "gelado" chega a Curitiba

Self storage "gelado" chega a Curitiba
Empresa especializada na locação de espaços inaugura primeiro cold storage, unidade com boxes para produtos refrigerados e congelados
O conceito self storage ainda é novo no Brasil, mas vem conquistando espaço pelas vantagens que proporciona e, até mesmo, ampliando nichos de atuação. A prática de alugar boxes para armazenar o que não cabe em casa ou no estoque da empresa é muito comum no exterior. Somente no mercado americano são mais de 25 milhões de boxes distribuídos em mais de 60 mil self storages.
O Brasil ainda caminha para ampliar a oferta desse serviço. Hoje, há aproximadamente 200 self storages no País mas, de acordo com os dados da Associação Brasileira de Self Storage (ASBRASS), o mercado tem crescido cerca de 5% ao ano. O motivo do sucesso é a possibilidade de adequação às mais diversas necessidades, com valores acessíveis e facilidade para contratação. O locatário escolhe um box conforme metragem necessária, contratando apenas o espaço que realmente vai precisar e sem se preocupar com valores como condomínio, IPTU, luz e água. Além disso, os contratos podem ser mensais e não exigem fiador.
A expectativa de crescimento é tanta que a Espaço A+, self storageinaugurado em Curitiba há um ano, já lançou sua segunda unidade – essa dirigida a pequenos e médios empresários do ramo de congelados e resfriados. Trata-se de um cold storage, espaço de locação de boxes refrigerados para estoque de produtos que precisam permanecer a temperaturas entre -25º e 18ºC. “O armazenamento de produtos congelados e resfriados tem um alto custo, o que acaba atrapalhando o crescimento de empresas de pequeno porte ou impedindo que elas tenham uma distribuição em praças mais distantes”, comenta Almir W. Parigot de Souza Filho, sócio-proprietário da Espaço A+. “O cold storage é uma alternativa de espaço e ainda abre a possibilidade de empresas manterem estoques em praças que contam com o trabalho de representantes de vendas”.
A nova unidade oferece as mesmas facilidades para locação de um self storage comum e disponibiliza 18 câmaras para congelados, com tamanhos entre 13 e 51m3, 12 câmaras para resfriados, entre 42 e 72m3, e uma câmara de congelamento rápido, que resfria alimentos até -25ºC em um curto espaço de tempo. Os boxes têm controle individual de temperatura e são acessados exclusivamente pelos locatários ou na presença deles, quando necessário apoio de equipe do cold storage para entrada ou saída de estoque.
A localização da unidade é estratégica, na Cidade Industrial de Curitiba, com fácil acesso às principais rodovias. A infraestrutura segue o mesmo padrão da unidade central, com layout moderno e corredores claros. O valor para locação do m3 gira em torno de R$ 85,00 e a contratação inclui monitoramento em tempo integral e seguro complementar, vantagens que também fazem a diferença na planilha de custos de um negócio.

Sobre a Espaço A+
A primeira unidade, localizada na região central de Curitiba, disponibiliza 110 boxes para locação de pessoa física ou jurídica. Além da fachada moderna, o espaço possui sala de reuniões e uma infraestrutura com corredores claros em tons de laranja e azul e monitoramento 24 horas.
A Espaço A+ Cold Storage, recentemente inaugurada no bairro CIC, disponibiliza boxes climatizados e refrigerados que oferecem a possibilidade de armazenamento de produtos a temperaturas que variam de -25º a 18ºC.

Espaço A+ Cold Storage 
Rua Professor Oliveiros Vilaça, 270 - Cidade Industrial de Curitiba (CIC) – Curitiba/PR
Telefone: (41)3069-6600
   
Imagens

Espaço A+ Cold Storage
Foto: Priscilla Fiedler
baixar em alta resolução


Câmaras para resfriados e congelados
Foto: Priscilla Fiedler
baixar em alta resolução


Câmara para congelados
Foto: Priscilla Fiedler
baixar em alta resolução


Câmara de congelamento rápido
Foto: Priscilla Fiedler
baixar em alta resolução