segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Tradicional loja de iluminação liquida estoque e showroom

Por motivo de mudança de endereço, a Klee Iluminação está promovendo uma super liquidação de peças decorativas e técnicas. São descontos de 30 a 80%, aplicados em todo o showroom e mercadorias em estoque. As peças estarão à venda até o  mês de setembro, quando a loja na Rua Francisco Torres, 35, Centro, terá suas portas fechadas. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h30, e sábado das 9h às 12h com agendamento prévio (41-3095-8088 e 99669-5600). Saiba mais acessando www.kleeiluminacao.com.br.   

Klee Iluminação
Rua Francisco Torres, 35, Centro. Curitiba / PR


sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Marketing de causa: quem ganha?

Francisco Neves e Thiago Fernandes *

Muito se ouve falar sobre empresas que fazem Marketing Relacionado à Causa, mais conhecido como Marketing de Causa, mas ainda existem dúvidas sobre qual é o real beneficiário: a companhia que abraça um desafio ou se as pessoas que recebem os resultados desses esforços.

Vale lembrar que a ferramenta é uma forma de alinhar as estratégias de marketing de uma empresa às necessidades da sociedade, e esse alinhamento vai muito além do marketing. Deve envolver toda a organização. Então, respondendo à pergunta inicial, ambos se beneficiam: quem dá e quem recebe.

O que diferencia uma intenção boa ou ruim é se o objetivo é, de fato, legítimo, consistente e sustentável. Estruturar uma ação social visando somente benefícios reputacionais ou lucros, sem que a mesma esteja alinhada à missão da companhia, não vale. E o consumidor percebe isso.

Pesquisa do instituto Ipsos apresentado durante o 2º Fórum de Marketing Relacionado à Causa mostra que cresce o número de brasileiros preocupados com ações relacionadas às causas. Dos 1.200 entrevistados, 78% esperam que as marcas contribuam positivamente para a sociedade, algo que vai além de fornecer bons serviços e produtos.

Um dos exemplos mais longevos de Marketing de Causa é o McDia Feliz. Neste ano, a campanha completa 31 anos e, sem dúvida, ajudou a mudar o panorama do câncer infantojuvenil, através do Instituto Ronald McDonald. A entidade viabilizou a capacitação de profissionais de saúde para o diagnóstico precoce e a criação de ambientes que proporcionam bem-estar às crianças e jovens em tratamento, além de seus familiares. Há três décadas, o índice de cura era de 15% e atualmente pode chegar a 80%. Os cerca de R$ 300 milhões arrecadados ao longo desses anos financiaram milhares de projetos e salvaram muitas vidas.

Um dos grandes fomentadores do marketing de causa, o Instituto Ayrton Senna entrou no McDia Feliz no ano passado e incluiu na campanha um dos maiores desafios do Brasil: a educação. Por meio de doações, recursos de licenciamento e parcerias com a iniciativa privada, o IAS está em aproximadamente 600 municípios, com iniciativas voltadas para os ensinos Fundamental e Médio e que beneficiam mais de 1,5 milhão de alunos todos os anos.

Esse é apenas um dos muitos exemplos de que, quando o Marketing de Causa é feito com seriedade e consistência, toda a sociedade se beneficia.

(*) Francisco Neves é superintendente do Instituto Ronald McDonald e Thiago Fernandes é diretor de Negócios do Instituto Ayrton Senna 

Ass_Giulie

Reforma da previdência beneficia mercado imobiliário
Injeção de recursos na economia e possível queda dos juros do financiamento imobiliário são dois aspectos que vão contribuir para a retomada do setor
As perspectivas mais positivas com relação à aprovação da reforma da Previdência Social permitiram um início de melhora do cenário econômico para o setor de construção civil e infraestrutura. Com a esperada mudança nas regras para a aposentadoria, investidores – sobretudo os estrangeiros – voltarão seus olhos ao Brasil, com a possibilidade de injetar recursos e auxiliar na retomada da economia como um todo. 
Outro fator favorece o mercado imobiliário: as taxas de longo prazo que balizam, por exemplo, os financiamentos da construção civil e infraestrutura, nunca estiveram tão baixas. Com a aprovação no primeiro turno da reforma da previdência na Câmara Federal, o índice caiu para 3,5%. Se forem somados os 3,5% de inflação projetada, os juros na ordem de 7,5% abrem a possibilidade de ampliação do financiamento imobiliário. 
As construtoras enxergam este momento com bons olhos. “O Brasil está diante de uma grande oportunidade de crescimento, mas precisamos fazer nossa tarefa de casa para voltarmos a sermos atrativos. Com o apoio dos bancos, podemos oferecer melhores condições aos interessados em adquirir um novo imóvel. Mesmo para o segmento de alto padrão, os consumidores poderão ver a sequência de negócios e créditos gerados como um movimento positivo”, diz a CFO da construtora A.Yoshii, Simoni Bianchi. 
A empresa, com mais de 50 anos de atuação em Londrina, Maringá e Curitiba, percebeu o movimento de queda nas taxas de juros e o comportamento dos bancos. A percepção da companhia, que percebeu aumento nas vendas com financiamento bancário, está em linha com a análise feita pela Câmara Brasileira da Indústria de Construção (CBIC). Na comparação entre o primeiro trimestre de 2019 com o do ano passado, os lançamentos cresceram 4,2%; as vendas subiram 9,7%; e a oferta final de imóveis caiu 8,6%. 
Aumento da confiança
O setor imobiliário – assim como a economia como um todo – depende do aumento da confiança para a retomada dos investimentos. Com a possibilidade de aprovação da reforma da Previdência Social, este momento é visto com bons olhos. “Os bancos vão emprestar volumes consideráveis, com prazos de até 30 anos de financiamento. Há uma tendência que o mercado comece a operar desta forma, facilitando para o consumidor”, explica o professor de economia da Universidade Positivo, Lucas Dezordi. 
“As empresas também vão melhorar seus resultados, e como consequências as famílias poderão buscar novos empregos e aumentar suas rendas. Com comprovação de renda, adquirem financiamentos que melhor as atendem”, ressalta Dezordi. Dessa maneira, um círculo virtuoso poderá ser desenhado na economia brasileira, beneficiando o mercado imobiliário e atraindo consumidores e investidores. 

Grupo A.Yoshii
Fundado há mais de 50 anos, o Grupo A.Yoshii construiu mais de 2 milhões de m² do sul ao nordeste do Brasil, entre obras industriais, edifícios corporativos e residenciais, escolas, universidades, teatros e centros esportivos. É composto pela A.Yoshii Engenharia, com sólida atuação em construções de edifícios residenciais e comerciais de alto padrão em Londrina, Maringá, Curitiba, e que prepara sua entrada na cidade de Campinas no segundo semestre de 2019; pela Yticon Construção e Incorporação, que realiza empreendimentos econômicos, localizados em regiões de potencial valorização em municípios do Paraná e interior de São Paulo, e pelo Instituto A.Yoshii, voltado para a inserção social e a democratização cultural.

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A PEC do orçamento impositivo: se fosse verdade...
*Flávio Berti
Fruto da aprovação no âmbito da Câmara dos Deputados de proposta de Emenda Constitucional que vincula a necessidade de aplicação de 1% das receitas da União nas chamadas emendas parlamentares ao orçamento, despesas a serem realizadas nas bases eleitorais dos deputados e senadores, o assunto continua em pauta. A imprensa passou a chamar de “PEC do Orçamento Impositivo”, dando a entender tratar-se de novidade insuportável sob o ponto de vista da gestão financeira e orçamentária e causa de engessamento de eventuais ações do governo, particularmente no que se refere aos investimentos públicos necessários para desatar o nó econômico no qual o país se encontra há seis anos, desde que percebeu-se o colapso fiscal das contas públicas.
Tais colocações parecem mal situadas e com fundamentos fáticos e jurídicos questionáveis. Inicialmente, a ideia de orçamento impositivo é inerente ao Estado Democrático, no qual não existe a figura do “reizinho senhor da verdade e centralizador de todas as decisões”, no sentido de que cabe apenas ao Poder Executivo dar aplicação àquilo que seja o resultado do processo legislativo: as leis. Em relação ao orçamento público não é diferente a partir do momento em que se estabelece procedimento formal para aprovação da peça orçamentária do Governo no âmbito do Poder Legislativo, embora caiba importante papel inicial ao Executivo de apresentar o projeto de lei orçamentária, vale a palavra final do Congresso ao autorizar todo o conjunto de despesas públicas à luz da previsão de receitas, o que é feito ano após ano e cristalizado na chamada Lei Orçamentária Anual. Apenas de modo extraordinário e fundamentado é que o Poder Executivo pode aprovar créditos adicionais que alterem a previsão original. No mais, no mundo civilizado em que prevalecem Governos democráticos, as leis orçamentárias têm sempre caráter vinculado e impositivo ao Poder Executivo. No atual regime constitucional brasileiro, fundamentado na Constituição de 1988, é assim.
Lamentável o que tem sido observado nos últimos anos é uma série de atentados às disposições da Constituição sobre orçamentos públicos, como as “pedaladas fiscais”. Isto é o que explica a situação de falência fiscal da quase totalidade dos Governos Estaduais, por exemplo, pelo que, sob a perspectiva técnica e jurídica, a PEC em questão apenas ressalta e reforça algo que já existe e deveria ser vinculante para os Governos em geral: cabe ao Executivo limitar-se a aplicar os recursos conforme o definido nas leis orçamentárias, tolhendo-se amplas possibilidades de discricionariedade e liberdade do gestor, cuja prática não se tem demonstrado adequada, haja vista o colapso fiscal de Municípios, Estados e Governo Federal. A ideia é que quanto maior a liberdade orçamentária para os gestores, quanto menos impositivo for o orçamento, quanto mais vistas grossas se fizer ao que preveem as leis orçamentárias, mais irresponsável tende a ser a gestão financeira da coisa pública. O resultado é o que a população tem sentido na pele a necessidade premente de reformas previdenciária e tributária. Mas continuamos a ouvir diuturnamente que a PEC engessa, dificulta, inviabiliza o governo. Fica a sugestão: abaixo o orçamento impositivo, abaixo a vinculação dos Governos ao que prescrevem as leis, abaixo os controles da Administração Pública: viva o caos!

*Flávio Berti é doutor em Direito do Estado e procurador-geral do Ministério Público de Contas do Paraná. Professor da Escola de Direito e Ciências Sociais da Universidade Positivo.


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Flávio Berti é doutor em Direito do Estado e procurador-geral do Ministério Público de Contas do Paraná. Professor da Escola de Direito e Ciências Sociais da Universidade Positivo
Créditos: Divulgação
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Universidade oferece consultoria e cursos gratuitos para empreendedores
Micro, pequenas e médias empresas, além de profissionais que desejam tirar a sua ideia do papel e abrir o negócio próprio, podem contar com um empurrãozinho a mais para garantir o sucesso do empreendimento. Por meio de uma parceria com o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e a AECIC (Associação das Empresa da Cidade Industrial de Curitiba), a Universidade Positivo possui um Ponto de Atendimento ao Empreendedor no câmpus Ecoville, que oferece consultorias técnicas, orientações, palestras, workshops, oficinas, cursos rápidos, entre outros.
A maior parte dos serviços é gratuita, já que também aproxima os alunos da realidade dos negócios, atribuindo a prática à teoria estudada em sala de aula. O projeto mobiliza alunos e professores dos cursos de Administração Integral, Administração, Ciências Contábeis, Economia e Comércio Exterior, que participam de ações de desenvolvimento empreendedor do Sebrae para fazer parte do Ponto de Atendimento ao Empreendedor Universidade Positivo.
De acordo com o gestor do projeto, professor Luiz Pinheiro, o principal objetivo é estimular o empreendedorismo e intraempreendedorismo, de tal forma a aumentar a longevidade, competitividade e inovação dos pequenos negócios e, com isso, promover o desenvolvimento econômico e social da região. "A amplitude do projeto vai além dos portões da universidade, já que beneficia o setor produtivo, o mercado, a comunidade e a academia", ressalta.
Os serviços oferecidos incluem consultoria nas áreas de administração, financeira, marketing, vendas, produção, logística, entre outras; cursos e treinamentos para o desenvolvimento organizacional e pessoal; orientação individual e focada na demanda solicitada pela empresa e/ou pessoa física; Rodadas Livres de Negócios para geração de contatos e ativação de redes de negócios; soluções diferenciadas, seminários e coach para empresas consolidadas que precisam melhorar sua performance, entre outros. Os interessados devem comparecer ao Ponto de Atendimento ao Empreendedor Universidade Positivo (Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300 - Bloco Vermelho). Mais informações pelo telefone (41) 3526-5212 ou pelo e-mail businessprogram@up.edu.br.

Serviço
Ponto Atendimento ao Empreendedor Universidade Positivo
Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300 - Bloco Vermelho
Informações: businessprogram@up.edu.br e (41) 3526-5212

Sobre a Universidade Positivo
A Universidade Positivo concentra, na Educação Superior, a experiência educacional de mais de quatro décadas do Grupo Positivo. A instituição teve origem em 1988 com as Faculdades Positivo, que, dez anos depois, foram transformadas no Centro Universitário Positivo (UnicenP). Em 2008, foi autorizada pelo Ministério da Educação a ser transformada em Universidade. Atualmente, oferece mais de 50 cursos de Graduação presenciais, quatro cursos de Doutorado, sete cursos de Mestrado, mais de 190 programas de Especialização e MBA, sete cursos de idiomas e dezenas de programas de Extensão. A Universidade Positivo conta com três unidades em Curitiba, uma unidade em Londrina (PR), uma unidade em Joinville (SC), além de polos de Educação a Distância (EAD) em mais de 50 cidades espalhadas pelo Brasil. Em 2018, a Universidade Positivo foi classificada entre as 100 instituições mais bem colocadas no ranking mundial de sustentabilidade da UI GreenMetric.
   
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Crédito: Diego Saavedra
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Estudantes de Curitiba criam bolsa impermeável a partir de cera de abelha 
Com reaproveitamento de tecido e biodegradável, as bolsas ajudam o meio ambiente e têm lucro revertido para causa social
Composta por tecidos reutilizados e cera de abelha, a bolsa Beezip foi a alternativa que alunos do segundo ano do Ensino Médio do Colégio Positivo, em Curitiba, encontraram para um grande problema ambiental: o descarte da indústria da moda. De acordo com um relatório lançado pela Ellen MacArthur Foundation, com o apoio da estilista Stella McCartney, a cada segundo, um caminhão de lixo de produtos têxteis é aterrado ou incinerado no mundo.
Dessa forma, a partir da vontade de substituir o uso do plástico e, ao mesmo tempo, colaborar com o meio ambiente, que um grupo de alunos teve a ideia de criar uma bolsa biodegradável e natural. “Nós pensamos em substituir o ziplock e tentamos a criação de sacolas de tecido a partir da fécula de batata, mas não era uma ideia tão viável. Quando descobrimos a cera de abelha, os dois formatos se uniram e criamos a Beezip, uma substituta do ziplock e que ainda reutiliza o tecido descartado”, explica Pedro de Almeida Silveira, de 16 anos, presidente da Beezip.
A bolsa, disponível em dois tamanhos, é versátil e pode cumprir diversas funções, como de nécessaire, porta medicamentos, materiais de higiene, celular, estojo escolar, porta-joias, organizadora para malas e mochilas, entre outros. Além disso, as Beezips são uma opção para eventos e passeios na praia, lagos ou piscinas, já que é impermeável.
O empreendedorismo também envolve o processo de criação e aprendizado do grupo de 24 estudantes. Com presidente, diretores, gestores de marketing, RH e finanças, o gerenciamento e criação das bolsas também são de responsabilidade dos alunos. A produção das bolsas é feita das 18h30 às 21h30, às segundas-feiras, no próprio Colégio. “Todos nós temos diferentes funções, mas na hora da produção não existe hierarquia, todos os envolvidos fazem parte do processo de forma igual. Em um bom dia, produzimos cerca de 80 bolsas”, conta Pedro.
Além de ser uma solução sustentável, o projeto ainda desenvolve um trabalho social, tendo parte da renda revertida para o Lar O Bom Caminho, instituição que acolhe crianças afastadas de suas famílias. O empreendimento faz parte da parceria entre o Colégio Positivo e a Junior Achievement Paraná, organização social que promove o empreendedorismo na juventude.
De acordo com a professora Daniela Tatarin, assessora pedagógica de Formação Humana do Centro de Inovação Pedagógica Positivo (CIPP) do Colégio Positivo, o projeto tem a duração de 15 semanas e é uma atividade extraclasse. “Os produtos só podem ser produzidos na escola e os horários de início e término de jornada também precisam ser seguidos à risca, sob pena de perda de pontos. Ao final, os resultados de todas as escolas e projetos participantes são analisados e as equipes são premiadas pela produção, finanças, marketing e gerenciamento”, explica.
A continuidade do projeto após as 15 semanas fica a critério dos alunos envolvidos, que podem dar seguimento ou não à empresa criada, mas os ganhos de participar da experiência vão além desse período. “O desenvolvimento dos alunos é imenso. Eles ganham em maturidade, organização, visão de mundo, tornam-se mais disciplinados. Nós já tivemos depoimentos emocionantes de alunos que perceberam o impacto do projeto em suas vidas”, conta Daniela.
A empresa já vendeu aproximadamente 190 bolsas. Os modelos estão disponíveis em dois tamanhos: o pequeno, no valor de 15 reais, e o grande, a 25 reais. Para adquirir um dos produtos da Beezip e colaborar com a iniciativa, basta entrar em contato pelas redes sociais (@beezip.sae) ou pelo site https://mebeezip.wixsite.com/organization.

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Sobre o Colégio Positivo
O Colégio Positivo compreende cinco unidades na cidade de Curitiba, onde nasceu e desenvolveu o modelo de ensino levado a todo o país e ao exterior. O Colégio Positivo Júnior, o Colégio Positivo – Jardim Ambiental, o Colégio Positivo –  Ângelo Sampaio, o Colégio Positivo Hauer e o Colégio Positivo Internacional atendem alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio, sempre combinando tecnologia aplicada à educação, material didático atualizado e professores qualificados, com o compromisso de formar cidadãos conscientes e solidários. Os alunos têm à sua disposição atividades complementares esportivas e culturais, incentivo ao empreendedorismo e aulas de Língua Inglesa diferenciadas, além de aprendizado internacional na unidade que leva essa proposta em seu nome. Em 2016, foi incorporada ao Positivo o Colégio Positivo Joinville (SC) e, em 2017, o Positivo – Santa Maria, em Londrina (PR). Em 2018, o Positivo ganhou duas unidades em Ponta Grossa (PR): Colégio Girassol e Positivo Master.



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A Beezip é composta por tecidos reutilizados e cera de abelha
divulgação / Beezip
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O produto é feito de material natural e biodegradável
divulgação / Beezip
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A bolsa, disponível em dois tamanhos, é versátil e pode cumprir diversas funções
divulgação / Beezip
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Empresa é composta por 24 estudantes do Colégio Positivo
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A que(m) interessa a crítica à homoparentalidade?
Francielle Elisabet Nogueira Lima e Ligia Ziggiotti de Oliveira*
Ao início do século XX, o patrimônio jurídico brasileiro agitava-se com a possibilidade de chegada de um Código Civil. Clóvis Beviláqua, redator da primeira versão deste importante marco consagrado em 1916, costurou argumentos para a defesa do trabalho como indispensável para uma suposta guinada civilizatória no país.
Em uma iniciativa imortalizada em texto escrito – “Em defesa do Projeto de Código Civil Brasileiro”, de 1906 – o autor explica meticulosamente as escolhas legislativas tomadas. E quando trata da proibição do divórcio – que só viria a ser permitido, entre nós, em 1977 – carrega o tom para afirmar que a paz doméstica deve ser de extrema delicadeza para que a “animalidade humana” não vitime os filhos, estas “cândidas criaturas” que seriam arrastadas pelo desregramento de conduta parental caso o matrimônio pudesse ser dissolvido.
Com a pacificação do divórcio como medida necessária à realização da dignidade humana, o discurso apocalíptico de Clóvis Beviláqua se tornou, hoje, caricato. Mas, dentre outras lições históricas, segue útil para evidenciar como não é recente que no baralho político os atores centrais saquem uma carta coringa – o bem-estar de crianças e adolescentes – para apoiarem as suas próprias visões de mundo.
Hoje, paradoxalmente, ora os pequenos compõem um espectro indefeso, que deve ser resguardado de determinadas práticas e ideias consideradas subversivas; ora compõem um espectro ameaçador do qual devemos nos defender a qualquer custo. Por exemplo, ao se debater redução de maioridade penal, forjam-se, com frequência, figuras assombrosas de delinquentes mirins, em uma calorosa conclamação da sociedade para engatilhar as suas piores armas – e, em geral, para mirá-las contra uma certa juventude marcada econômica e racialmente. Ao se debaterem novos arranjos familiares, como adoção por casais homossexuais, acionam-se, por outro lado, nos contornos infanto-juvenis, figuras de vítimas em potencial de uso de drogas, de mau desempenho escolar ou de qualquer outra consequência considerada preocupante, em uma conclamação moralista da sociedade de proteger as “cândidas criaturas” com as suas pretensas armaduras.
Neste último caso, é custoso acreditar que tais narrativas se amparem em outros lugares que não o da homofobia. Bastaria testarmos a reação de nossos interlocutores com uma suposta pesquisa sobre se casais heterossexuais seriam ou não capazes de educar adequadamente os seus filhos. Haveria espanto frente a uma entrevista deste teor, porque se toma este padrão, equivocadamente, como o modo correto de se experimentarem os afetos conjugal e parental.
Pais heterossexuais não são garantia, por óbvio, de desempenho escolar exitoso ou de desinteresse em drogas. Ao revés, estes temas tocam vivências múltiplas de infância e de juventude, e dialogam com conjunturas complexas. A falta de investimento em educação emancipatória ou o fechamento radical de portas acadêmicas e profissionais para a juventude brasileira poderiam trazer bons debates sobre concretos problemas que se abatem sobre este público. Já a orientação sexual dos genitores só pode pulsar como risco para quem articula preconceito contra casais do mesmo sexo.
O exercício da parentalidade por casais homossexuais, apesar de evocar ferrenha argumentação contrária de pretensos paladinos da moral e dos bons costumes, é plenamente assegurado pelo ordenamento jurídico pátrio e por normativas internacionais de direitos humanos. O seu impedimento configura tratamento discriminatório, como bem lembraram o Supremo Tribunal Federal, no Recurso Extraordinário nº 846.102 e a Corte Interamericana de Direitos Humanos no caso Atala Riffo e filhas vs. Chile.
Mesmo que se considerasse relevante metrificar eventuais assimetrias entre os padrões de parentalidades por adoção, ainda é de se questionar a quais resultados se dedica espaço. Por exemplo, em pesquisa realizada pelo Evan B. Donaldson Adoption Institute, constatou-se que 60% das adoções feitas por homossexuais são interraciais. De acordo com a entidade, estes tendem a adotar crianças mais velhas, negras ou com algum problema de saúde, o que, certamente, coaduna-se com a concretização do prioritário direito à convivência familiar. Por esta perspectiva, a potência de uma família fora dos contornos hegemônicos pode significa aberturas a possibilidades mais plurais de paternidades e de maternidades.
No caso da homoparentalidade, questiona-se também frequentemente se a ausência do tradicional modelo marcado por figuras do gênero masculino e feminino pode eventualmente ocasionar efeitos danosos ao desenvolvimento ou tornar confusa a própria identidade sexual da criança, cogitando-se do “risco” de se tornar homossexual – como se a homossexualidade fosse um traço problemático de personalidade a ser repreendido.
Por outro lado, causa estranheza como quem angaria esforços para trazer um tom científico a essas preocupações não parece ter críticas tão ferrenhas ao abandono paterno nos arranjos familiares monoparentais femininos, os quais, muitas vezes, não são construídos por escolhas autônomas.
Segundo dados colhidos pelo Conselho Nacional de Justiça, mais de 5,5 milhões de crianças, no Brasil, não têm o reconhecimento da paternidade na Certidão de Nascimento. Na mesma toada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2015, registrou um número de mais de 1 milhão de famílias formadas por mães solo em um período de dez anos. E esta questão se afigura conectada com a situação precária destas mulheres: de acordo com o próprio IBGE, mais da metade (56,9%) das famílias chefiadas por mulheres com filhos vivem abaixo da linha da pobreza. Às principais cuidadoras desta infância e desta juventude negam-se políticas públicas e se destinam narrativas cada vez mais violentas, como a de líderes políticos que a elas se referiram, em um passado próximo, como “fábricas de desajustados”.
Os padrões de heteronormatividade tóxica, cotidianamente, interrompem a vida de mulheres e pessoas LGBTI+. Só nos primeiros meses de 2019, foram registrados mais de 200 feminicídios no país. Além disso, em estudos encabeçados pelo Grupo Gay da Bahia, aponta-se que, em 2017, 320 pessoas foram mortas pela LGBTIfobia. Não à toa, discute-se no STF a possibilidade de equiparação dessas condutas ao crime de racismo, até que o Congresso Nacional legisle devidamente sobre.
Como se percebe, o pior efeito produzido às vivências de crianças e de adolescentes cuidados por casais do mesmo sexo pode não residir em casa. Reside, sim, em discursos e em práticas de ódio que insistem em apontar estes filhos como experiências desviantes.
É verdade que a conjuntura política e jurídica contemporânea tem acrescentado riscos graves aos horizontes de realização da infância e da juventude. Mas o aconchego e o afeto familiares, independentemente de orientação sexual de seus membros, não é um deles.

*Francielle Elisabet Nogueira Lima é mestra em Direitos Humanos e Democracia, advogada e vice-presidente da Comissão de Direito Homoafetivo do Instituto Brasileiro de Direito de Família do Paraná.
*Ligia Ziggiotti de Oliveira é doutora em Direitos Humanos e Democracia, advogada e presidente da Comissão de Direito Homoafetivo do Instituto Brasileiro de Direito de Família do Paraná. É professora da Escola de Direito e Ciências Sociais da Universidade Positivo. 


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Ligia Ziggiotti de Oliveira é professora da Escola de Direito e Ciências Sociais da Universidade Positivo
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