quinta-feira, 22 de julho de 2021

 

Hospital Universitário Cajuru

Pandemia afeta sono dos brasileiros e leva a aumento do consumo de remédios para dormir

Pesquisa aponta que mais da metade das pessoas tem enfrentado noites mal dormidas; nervosismo, ansiedade, tensão e dificuldade no relaxamento são principais reflexos

O estresse causado pela pandemia é o grande responsável pela piora na qualidade do sono de muitos brasileiros. É o que afirma uma pesquisa, realizada pelo Royal Philips, que indicou que 74% dos entrevistados enfrentam problemas de sono. Desses, 50% acreditam que a pandemia afetou diretamente a possibilidade de dormir bem. 47% dos participantes também relataram que acordam no meio da noite. Esse cenário de noites mal dormidas levou a um outro reflexo: o aumento da venda e do consumo de remédios hipnóticos que ajudam a regular o sono. Um crescimento de 20% em 2020, em comparação com o ano anterior, segundo o Conselho Federal de Farmácia. 

Para o médico otorrinolaringologista e coordenador de residência do Hospital Universitário Cajuru de Curitiba (PR), Marco César, o estado emocional tem um papel importante na qualidade do sono. Outros fatores que também podem impactar o momento de dormir são: a má alimentação, o uso de bebidas alcoólicas e os distúrbios metabólicos, como alterações hormonais. Estudos já mostram que a qualidade da alimentação e a moderação no consumo de álcool foram justamente dois hábitos que mudaram durante a pandemia. 

“Quando pensamos em um corpo saudável precisamos pensar em três grandes pilares: o primeiro é a alimentação saudável, o segundo é atividade física e, por fim, o descanso. Então, o sono é o momento de recuperação do organismo, com a eliminação de alguns hormônios que permitem a regeneração dos grupos musculares. E no sono profundo descansamos nossa mente e recuperamos nosso estado emocional”, afirma o médico. Insônia, ronco, apnéia do sono, narcolepsia, sonambulismo e síndrome das pernas inquietas são alguns dos distúrbios de sono mais comuns entre a população. 

Sentimentos de nervosismo, ansiedade, tensão e dificuldade no relaxamento são apontados como os principais impactos provocados pela pandemia. Além disso, a maior exposição às telas de computadores e celulares, devido à necessidade de adaptação do trabalho ao modelo remoto, também pode ser um dos causadores do crescimento de relatos de noites mal dormidas. “O celular, a televisão, os tablets acabaram se tornando uma extensão do nosso próprio corpo. A luz azul emitida pelos aparelhos acaba inibindo a eliminação da melatonina, que é o hormônio liberado para induzir e manter o sono”, enfatiza.

Outro problema que deve ser levado em conta diz respeito aos distúrbios do sono e outros agravantes que eles podem acarretar. “Esses problemas do sono podem acabar levando a doenças degenerativas do sistema nervoso central. O paciente pode começar com alterações de memórias, distúrbios de relacionamentos e de comportamento, com crises de ira, por exemplo”, afirma o otorrinolaringologista.

Saúde mental
Para melhorar a qualidade de sono, o psicólogo do Hospital Universitário Cajuru, Sidnei Evangelista aposta no fortalecimento da saúde mental. “É o estado de bem estar que faz o indivíduo conseguir ser produtivo, realizar as suas habilidades e se recuperar do estresse causado pela rotina. Agora, na pandemia, é importante se atentar ainda mais a isso. A procura de um profissional de saúde que possa escutar e sugerir pontos importantes de análise que irão aliviar de certa forma a tensão, ou minimizar os danos, é fundamental”, explica.

Esse acompanhamento profissional também é destacado pelo médico Marco César para evitar casos de automedicação e receber as orientações indicadas a cada pessoa. “Dentro da possibilidade de cada um, é necessário tentar manter uma alimentação mais saudável, fazer algum tipo de atividade física, dando preferência às atividades matinais, e evitar bebidas alcoólicas perto do horário de dormir”. A moderação também vale no que se refere aos perigos das telas de celulares, computadores e televisões. “Nunca leve o celular, nem assista à televisão na cama. O seu corpo tem que entender que ao se deitar, você vai dormir”. O especialista ainda alerta que, se mesmo seguindo essas orientações, os distúrbios do sono persistirem, é essencial procurar ajuda médica. 


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Saúde mental abalada, má alimentação, uso de bebidas alcoólicas e distúrbios metabólicos são apontados como os principais impactos que causam noites mal dormidas 
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sexta-feira, 16 de julho de 2021


 Paranaense é convocada para seleção brasileira que participará dos Jogos Olímpicos  

 

A curitibana Rafaela De Conti Zanellato foi convocada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para integrar a Seleção Brasileira Feminina de Rugby que irá representar o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

 

Rafaela está com 21 anos, joga no Curitiba Rugby Clube e há cinco anos faz parte da Seleção Brasileira Feminina de Rugby. “Sem palavras para descrever a sensação de poder representar o Brasil em uma Olimpíada. Será uma honra representar tantas meninas que sonham como eu e ao meu clube, celebra a jogadora. 

Rafaela é filha da médica ortopedista, especialista em joelho do Hospital VITA Curitiba, Célia De Conti. “A convocação da Rafa para participar dos Jogos Olímpicos é um reconhecimento à dedicação e esforços dela ao Rugby. É uma alegria indescritível”, comemora a mãe da atleta.

 

As jogadoras permaneceram no centro de treinamento de São José dos Campos (SP) até o dia 8 de julho e depois embarcaram para Nagato, no Japão, onde darão continuidade à preparação até a viagem a Tóquio. As Yaras (nome dado à seleção brasileira) disputarão o mundial entre os dias 29, 30 e 31 de julho.



 Nuu Nikkei apresenta o chef Carlos Alata e um menu especial de inverno

 

Desde que abriu as portas em Curitiba, o Nuu Nikkei cria experiências gastronômicas. A ideia de trazer para a cidade uma gastronomia de fusão, fez com que despertasse assim, ainda mais a curiosidade para o grande chef por trás de todo esse sabor.

 

Às vésperas de completar cinco anos, os sócios do Nuu Nikkei, Luiz Araujo e Lucas Freitas, presenteiam todos com o segredo mais bem guardado pela casa e apresentam o responsável pela cozinha e pela alquimia que há anos conquista os paladares mais exigentes. Trata-se do chef Carlos Alata, é ele o responsável pela consultoria desde o início do restaurante e quem atualmente comanda presencialmente a cozinha do Nuu. “No início, intercalava idas e vindas à Curitiba para assim desenvolver o melhor cardápio e organizar todo o processo de cozinha”, explica o chef que acaba de assumir presencialmente a cozinha do Nuu.

 

Com a chegada de Alata, um novo cardápio está no “forno” para, em breve, ser lançado com muitas novidades, sabores e fusões, sem deixar de fora os já amados clássicos. “Estamos muito felizes com a chegada do Carlos Alata e dessa forma comemorarmos os primeiros cinco anos do restaurante. Com ele diariamente na casa fica muito mais fácil para criar e pôr em prática todo o conhecimento e suas criações”, diz Luiz Araujo.

 

A cozinha Nikkei traz uma fusão com influências da culinária japonesa e peruana. São sabores que mesclam molhos e pimentas com aromas e técnicas orientais. E é justamente essa explosão de sabores a maneira mais fácil de explicar a gastronomia Nikkei. “Impossível escolher o “melhor sabor” e por isso temos uma lista dos destaques quentes, que combinam muito com a estação e estes dias mais gelados e ainda mostra como a culinária Nikkei não é apenas crua como muitos ainda pensam”, explica Lucas. 

 

Uma das grandes vantagens de ter um chef presencial na casa é que, para este inverno, o Nuu Nikkei tem um menu de inverno – sugestão do chef - com pratos que não estão no cardápio fixo da casa. Este menu foi elaborado com algumas opções extras para os dias mais frios compondo as opções que já existem no cardápio fixo da casa.

 

  • Cogumelos Calientes - entrada para compartilhar - Servidos em chapa quente com ervilha torta e katsuobushi. Finalizado com redução de balsâmico teriyaki - R$ 42,00.
  • Hot Roll Tamarindo - entrada para compartilhar - recheado de salmão, queijo cremoso, quinoa e massagô. Finalizado com molho de tamarindo - R$ 35,00
  • Ramen Nikkei – sugerido como prato principal para 1 pessoa -  concentrado de peixe com temperos peruanos, peixe branco, camarão e macarrão oriental - R$ 58,00
  • Churros - sobremesa para compartilhar - churros artesanal, com massa de Nutella, sorvete de doce de leite e farofa de panko, finalizada com frescor de frutas - R$ 35,00.

 

Vale lembrar também alguns destaques, como para a entrada, Guioza do Sul - recheadas com camarões ao wok, shitake e cebola caramelizada. Acompanha molho chupe (molho à base de pimenta panka peruana) e as “instagramáveis” Vieiras à Parmesana, um clássico do restaurante - Vieiras perfumadas em saquê e pisco, manteiga cítrica e gratinadas com queijo parmesão.

 

Para prato principal, o Sakana Nuu - Arroz cremoso com pasta de pimenta amarela peruana, shitake e queijo parmesão. Acompanha grelhado a escolha, perfumado em manteiga cítrica.

 

Importante dizer ainda que o Nuu Nikkei pratica os protocolos sanitários exigidos devido à pandemia. O uso de máscara é obrigatório para espera e trânsito pelo restaurante. Vale ressaltar ainda toda a responsabilidade do empreendimento junto a seus colaboradores e clientes, em respeito aos que escolhem o Nuu para criarem experiências e momentos especiais. O restaurante está aberto de terça a domingo, para o jantar. O almoço retorna final de julho. 

 

Sobre o chef - Carlos Alata tem um extenso currículo, foi criado dentro de uma cozinha desde sua infância e, como muitos peruanos, dá a devida importância para a gastronomia. Durante suas experiências passou por diversos países como Argentina, Peru, México, Chile, Equador e Brasil. Trabalhou com diversos tipos de culinária como Italiana, Peruana, Mediterrânea, Contemporânea e Nikkei. Seu último trabalho foi em Santiago do Chile, como Chef Executivo do restaurante Jeronimo Cocina del Mundo, um restaurante premiado no Peru e que abriu suas portas na capital chilena. Seu trabalho mais marcante foi durante 10 anos como Chef Executivo do Osaka em São Paulo, famoso e premiado restaurante Nikkei.

 

Sobre o Nuu - Nuu significa, em japonês, juntar ou junção. “É exatamente isto que o restaurante faz com a gastronomia, unimos dois mundos distantes, mas que vivem em perfeita harmonia”, explica Lucas.

 

A culinária Nikkei é uma cozinha de fusão, moderna, sofisticada, com infinitas possibilidades. “A cozinha Nikkei pela qual nos apaixonamos tem mistérios, sabores e encantos que surpreendem não só a nós, mas a todos que a conhecem. Uma gastronomia feita por peruanos, mas com influências de outros mundos que, a cada dia se renova”, descreve Luiz Henrique. 

 

Instagram: @nuunikkei

 

 

Serviço:

Rua Fernando Simas, 333

Batel Soho

Tel: (41) 3538-6956

 

Terça a domingo: 18h às 23h

Valet no local

 Informação para a imprensa:

RS Comunicação

 

rafasalomon@gmail.com

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Positivo

Pandemia e tecnologia: a nova Revolução Sexual

Ocir Andreata*

A psicologia, especialmente de reflexão psicanalítica, nos ensinou a pensar o prazer, enquanto gozo, no corpo e através deste, para além dos limites dos acontecimentos relacionais e amorosos e, com isso, aumentou o tecido do que se pode sentir e dizer como o gozar. Logo, com mais liberdade e alta tecnologia de relacionamentos, há tempos vivemos uma revolução do mais gozar. Desta forma, não se goza somente com o sexo-corpo, mas com a sexualidade libidinal em geral, com a alma em todas as formas de alteridade e em especial com o amor na qualidade das relações afetivas. E o que acontece então agora com o gozo, em tempos de pandemia?

Pesquisas e escutas clínicas dão conta de que a libido estacionou e regrediu nos tempos da pandemia. Grande parte dos relacionamentos fixos (cerca de 42%) não está obtendo gozo sexual nenhum. A queixa comum se traduz na perda ou falta de desejo e a descarga da tensão é feita no relacionamento. A tensão da situação de ansiedade, que exige preocupações e cuidados outros mais imediatos, o aumento do estresse da sobrecarga de atividades da sobrevivência cotidiana, a comunização do espaço de lazer e vivência doméstica com o trabalho home office, nos mesmos espaços e rotinas, sem o necessário distanciamento para a boa manutenção do desejo pelo outro, são também fatores que expõem e agravam crises anteriores já existentes, das quais a pandemia é o espelho. Agressões e separações também aumentaram muito.

Por outro lado, os solteiros e descompromissados de relações fixas, que já viviam um boom de relacionamentos, agora falam da tensão e ansiedade da necessidade de ter que suspender o fluxo de contatos e relações sexuais e se auto imporem normas de cuidados e autoproteção. Nesses casos, a maioria (53%) busca a saída no autosexo. Mas, para além das pesquisas, os relatos mostram que há alto índice de transgressão nas regras e que relacionamentos acontecem, mesmo correndo-se riscos, não só do vírus da Covid-19, como também de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), além do aumento de vulnerabilidade a relações promíscuas desprotegidas e abusivas. A qualidade afetiva destas relações imediatistas preocupa.

Todos os dados indicam que há uma nova revolução sexual em curso. O sexo atual se orienta pelo paradigma do “tinder-pornô”, ou seja, um “sexo híbrido” de conversa por aplicativo direto de relacionamento e sexo performático ao estilo dos vídeos eróticos, estimulando a rapidez e a facilidade de um “sexo orgásmico” (ainda muito centrado no gozo masculino). As mulheres reclamam (e com razão) mais respeito à alteridade e ao afeto nas relações; os homens, por mais sexo pornográfico.

E aí, gozou? Se a pergunta, como pensamos, aponta para um alvo de mais qualidade de sexo-convívio, talvez seja melhor deixar ainda a questão no ar.

 

*Ocir Andreata é psicólogo, professor e pesquisador sobre a sexualidade, coordenador do curso de Pós-Graduação em Sexualidade Humana: Clínica e Educação, da Universidade Positivo. ocirandreata@gmail.com


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Alegra Foods

Com início do inverno, plantio de cevada se torna alternativa lucrativa para agricultores dos Campos Gerais

Líder na produção de malte, Paraná vai contar com nova fábrica em 2023, o que deve gerar mais de mil empregos na Região

O período de baixas temperaturas no Sul do País marca a fase de plantio de cevada, cultura tipicamente de inverno utilizada como alternativa nas lavouras nesta época do ano. Essa, no entanto, é a primeira fase rumo ao longo caminho da colheita, que deve ocorrer em meados de outubro. A produção brasileira do grão está concentrada na Região Sul, sendo o Paraná o maior produtor nacional de cevada, com cerca de 60% da produção nacional, de acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. Não por acaso, produtores e indústrias paranaenses investem cada vez mais no setor.

Prova disso é o anúncio da construção de uma nova maltaria que entrará em operação em 2023 na cidade de Ponta Grossa, na Região dos Campos Gerais. O projeto – uma parceria entre as cooperativas Agrária (Guarapuava), Bom Jesus (Lapa), Coopagrícola (Ponta Grossa) e a Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal – tem previsão de investimento de R$ 1,5 bilhão e deve gerar mais de mil empregos.

Segundo o superintendente da Frísia, Mario Dykstra, ao longo dos anos, a cooperativa vem buscando alternativas para que os cooperados tenham fontes de diversificação de renda, com culturas que rentabilizem neste período de baixas temperaturas, entre elas, a cevada. “Apesar da importância da cevada ter aumentado nos últimos anos, a área plantada ainda é pequena, visto o potencial de cultivo de aproximadamente 100 mil hectares na área de atuação da Cooperativa Frísia”, explica. A expectativa é de que a fábrica tenha uma produção anual de 240 mil toneladas de malte, volume que hoje corresponde a 15% do mercado nacional.

Em função dessa parceria entre as cooperativas, bem como da união das pesquisas da Fapa (Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária) e a Fundação ABC, a área de cultivo da cevada logo ganhou notoriedade e passou a crescer a cada ano. Esse, portanto, foi o cenário decisivo para a implantação da maltaria na Região dos Campos Gerais, fruto da intercooperação entre Agrária, Unium, Coopagrícola e Bom Jesus. “Com essa nova unidade, é consenso que haverá novos postos de trabalho na região, além de aumentar o potencial de rentabilidade dos nossos cooperados, chegando a beneficiar 12 mil integrantes do sistema”.

Ainda de acordo com o diretor, as áreas já plantadas no estado apresentam boas condições de desenvolvimento e sanidade, resultado da satisfatória distribuição de chuvas até o momento. “As condições gerais são prenúncio de uma boa colheita no Paraná, porém, como ocorre em todas as atividades dentro da agricultura, dependemos da continuidade da regularidade tanto da chuva quanto da temperatura para que tenhamos uma boa safra”, salienta. O ano de 2020 foi desafiador para a cultura da cevada, mas as perspectivas da safra para este ano apontam para um crescimento de 30% em relação ao ano passado, graças ao aumento de áreas plantadas e da produtividade.

A cevada

O agrônomo William Nolte comenta que a cevada tem um potencial de produtividade maior que outras culturas de inverno, porém, é mais exigente em termos, principalmente, de fertilidade do solo e cuidados fitossanitários. “Nos últimos anos, o fomento da indústria juntamente com a cooperativa, somado ao lançamento de novos genótipos da cevada, favoreceu para que a área aumentasse de forma significativa. Produtores que não tinham a cevada como opção de cultura no inverno, passaram a acreditar no potencial e a incluí-la no sistema de rotação de cultura”, constata Nolte. Ele acrescenta que, nos últimos 10 anos, a produtividade da cevada mostrou crescimento entre 10% e 15% nas áreas da cooperativa.

Para o agrônomo, além de incentivar o aumento da produção, a maltaria deve trazer maior segurança para os produtores, sobretudo, em maior liquidez na comercialização. “A cevada é uma ótima opção de cultura no inverno e pode ser rotacionada juntamente com o trigo e demais culturas. Isso traz uma alternativa a mais para o produtor e uma possibilidade de aumentar sua renda nesse período.” Atualmente, duas das maiores cervejarias brasileiras estão instaladas na região e o mercado de cerveja artesanal vem crescendo em todo o País. “Certamente, a instalação da maltaria vai favorecer muito a sinergia entre a produção no campo e a fabricação, garantindo uma matéria-prima de qualidade.”

A visão do cooperado

Henk e Vitor Salomons, pai e filho, planejam aumentar ainda mais o plantio de cevada nas propriedades da família. “Este é o sexto ano que plantamos a cultura no inverno, que tem se apresentado como uma alternativa melhor que o trigo. As vantagens têm sido constatadas, principalmente, na produtividade, na menor quantidade de doenças e melhoria da qualidade do solo, pois deixa mais palha”, enumeram os cooperados da Capal. De toda a área que era destinada ao trigo, um quarto agora é usado para a cevada. “Devemos aumentar ainda mais essa proporção e, sem dúvida, a instalação da maltaria em Ponta Grossa vai facilitar a logística do frete, diminuindo nossos custos operacionais”, diz Salomons.

Sobre a Unium

Marca institucional das indústrias das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, a Unium representa os projetos em que as cooperativas paranaenses atuam em parceria. Conta com três marcas de lácteos: Naturalle – com produtos livres de aditivos -, Colônia Holandesa e Colaso. No setor de grãos, a Unium tem a marca Herança Holandesa – farinha de trigo produzida em uma unidade totalmente adequada à ISO 22000, com elevados padrões de exigência.

Além disso, fazem parte dos negócios a Alegra, indústria de alimentos derivados da carne suína, e a Energik, usina de produção de energia sustentável, todas reconhecidas pela qualidade e excelência. Mais informações:http://unium.coop.br/


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A produção brasileira do grão está concentrada na Região Sul, sendo o Paraná o maior produtor nacional de cevada 
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A vacina, a falsa sensação de segurança e a realidade das UTIs

Jarbas da Silva Motta Junior*

A vacinação da Covid-19 avança no mundo, a morte de idosos diminui e aumenta a sensação de que o pior da pandemia já passou. Seja pela exaustão da população que se manteve até agora isolada, pela necessidade de sair para trabalhar ou por acreditar que nas pessoas mais jovens o vírus é menos agressivo. O fato é que os cuidados e, principalmente, o isolamento diminuíram. Mas, por mais desanimador que seja, ainda temos algum tempo até podermos afrouxar de vez o distanciamento, o uso de máscaras e de álcool em gel. 

Muitos pensam que, pelos avós ou pais já estarem imunizados com as duas doses da vacinas, não tem problema o almoço de domingo com a família toda reunida, o filho adolescente ir na festinha do amigo e até mesmo tomar uma cervejinha enquanto curte o jogo do time do coração com a turma. Mas, infelizmente, não é isso que observamos nos hospitais. Os leitos das UTIs continuam lotados. O que mudou foi o perfil dos pacientes, mas a expressão de pavor diante do agravamento da doença e do medo de morrer é a mesma. 

Agora os pacientes são mais jovens. Nós nos enxergamos cada vez mais neles, que estão com os filhos pequenos em casa e a família em prantos. O corpo mais sadio, muitas vezes sem nenhuma comorbidade, luta com um vírus cada vez mais agressivo, que algumas vezes deixa cada um de nós, os profissionais da saúde, com a impressão que ainda não aprendemos a lidar com as facetas do coronavírus no organismo e suas complicações. Mesmo que nós tenhamos aprendido e lutado muito, o comportamento sem responsabilidade de alguns faz com que o vírus seja mais rápido e nos surpreenda sempre. E o tempo de internação acaba sendo ainda maior. Vemos pacientes que ficam semanas e mais semanas em um leito de hospital. 

Nesses 15 meses de pandemia, é difícil o profissional de saúde que ainda não tenha escutado a súplica pela promessa de melhora, da possibilidade de passar o próximo dia dos pais junto do seu filho, Natal com a família ou simplesmente para sair da intubação com vida. Nunca foi tão desafiador e exaustivo trabalhar em uma unidade de terapia intensiva. 

Os casos são cada vez mais graves e complexos. Muitas vezes os pulmões parecem pedras, devido à rigidez causada pela quantidade de fibroses. O momento certo para a extubação é uma incógnita. Cada vez mais recorremos a tratamentos extremos, que consideramos a última chance de respiro de um paciente, quando nos deparamos com o triste “é tudo ou nada”. 

E tudo na Covid-19 é muito difícil. Não ter a liberdade de ir e vir para cumprir a rotina diária é desgastante. Não poder encontrar os amigos é complicado. Trabalhar na saúde está pesado. Lembre-se disso, mesmo no momento de tomar um café com o colega que está de máscara diariamente trabalhando com você. Muitas vezes é nesses minutos que acontece o contágio. 

É desafiador, mas precisamos ter um pouco mais de paciência. Porque, se por um lado, o número de atestados de óbitos que assinamos nos hospitais aumentou, por outro, continuamos presenciando os casos de superação da doença, de milagres que assistimos todos os dias. Essa pandemia vai acabar, mas, para isso, cada um precisa assumir a sua responsabilidade e fazer a sua parte.

 *Jarbas da Silva Motta Junior é médico intensivista e coordenador da UTI Covid do Hospital Marcelino Champagnat


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Jarbas da Silva Motta Junior, médico intensivista e coordenador da UTI Covid do Hospital Marcelino Champagnat 
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 Pessoas com visão monocular têm direitos garantidos por lei 

 

Proposta que virou norma beneficia quem tem visão igual ou inferior a 20% em um dos olhos; lei vale para todo o país

 

A lei que classifica a visão monocular como deficiência visual foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro. A Lei 14.126/21, baseada em proposta do senador Rogério Carvalho (PT-SE), foi publicada no Diário Oficial da União e garante às pessoas que enxergam com apenas um olho os mesmos direitos e benefícios daquelas com deficiência. 

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a visão monocular é caracterizada quando a pessoa tem visão igual ou inferior a 20% em um dos olhos, enquanto no outro mantém visão normal.

 

Quem se enquadrar nesta categoria deverá passar por avaliação – via perícia médica do INSS - a fim de verificar a caracterização do evento como incapacitante, por meio de análise biopsicossocial, por equipe multiprofissional e interdisciplinar.

 

Como se manifesta

A visão monocular se manifesta em pessoas que enfrentam problemas para enxergar com noções de profundidade, distância e espaço, com reflexos na coordenação motora e na capacidade de se equilibrar. As causas envolvem acidentes ou doenças geradas por tumores, toxoplasmose e glaucoma. 

 

A legislação prevê que a deficiência seja classificada em três níveis para critérios de aposentadoria: “Leve”, “Moderada” ou “Grave” e estabelece um tempo de contribuição diferente para cada situação. 

 

Tempo de contribuição

Para se aposentar, os que possuem deficiência grave precisam ter 25 anos de contribuição no caso do homem e 20 anos, se for mulher. Já os homens que têm deficiência moderada devem contribuir por 29 anos e, no caso da mulher, por 24 anos. Para aqueles com deficiência leve, a contribuição deve se estender por 33 anos, se for homem e 28 anos, para a mulher. 

 

“Na aposentadoria por idade, as regras são outras. Neste caso, é necessário ter 60 anos de idade se for homem e 55 anos, no caso da mulher. No entanto, é preciso estar atento ao fato de que ambos devem ter pelo menos 15 anos de contribuição e comprovar que a deficiência existe por igual período”, explica a advogada especialista em direito empresarial e previdenciário, Amanda Marcos.

 

No entanto, vale ressaltar que até o momento não foi editada qualquer portaria do INSS com a finalidade de definir qual o grau de deficiência para classificar a existência da visão monocular no segurado. 

 

Direitos

Para quem cumpre todos os requisitos legais, a legislação que ampara a pessoa com visão monocular reconhece o acesso a vários tipos de benefícios, como vagas em concursos públicos destinados a pessoas com deficiência. 

 

Além do tratamento previdenciário, existem ainda situações como isenções tributárias na compra de bens. É o caso de compra de carro zero quilômetro em que o veículo não poderá ser comercializado com a inclusão de tributos como IPI, ICMS e IPVA.

 

Ao retirar ou renovar a carteira de habilitação, a lei também prevê que motoristas com visão monocular podem conduzir automóveis nas categorias A e B (carros de passeio e motos). Veículos de grande porte como carretas, caminhões e ônibus estão fora da autorização. A proibição se estende à pilotagem de aeronaves. 

 

“Dessa forma, a nova lei abre possibilidade ao paciente monocular que precise de tratamento via SUS (Sistema Único de Saúde), facultando a ele o acesso gratuito e dando mais proteção àqueles que possuem deficiência visual. Resta fazer cumprir a lei”, destaca a advogada Amanda.

 

Os direitos dos monoculares como pessoas com deficiência já eram praticados em 23 estados e no Distrito Federal, mas a lei nacional era necessária para que essa situação abrangesse todo o país. 

 

No Estado do Paraná, por exemplo, existe legislação própria para tratar o assunto via lei estadual 16.945. Aprovada e sancionada ainda em 2011, a norma reconhece a visão monocular como deficiência visual e abre possibilidade aos que enquadram nesta categoria para reivindicarem direitos com base no Estatuto da Pessoa com Deficiência.

 

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Pessoas com visão monocular agora tem os mesmos direitos das pessoas com deficiência

 

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