terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Usina Reggae Legends vai trazer grandes nomes do reggae mundial para Curitiba 
A primeira edição do evento, que será realizado no próximo mês de março, terá como grande atração a jamaicana The Wailers, lendária banda de Bob Marley

CURITIBA, 03/02/2020 – No dia 21 de março, a cidade de Curitiba vai ganhar um novo festival musical: o Usina Reggae Legends. O evento, produzido Planeta Brasil Entretenimento em parceria com a MCA Concerts, vai celebrar o reggae, um dos ritmos musicais mais executados no Planeta, carregando uma mensagem de amor e união. Em sua primeira edição, o festival terá como grande atração a lendária The Wailers, considerada a maior banda da história do reggae mundial.  

O grupo The Wailers fez história acompanhando Bob Marley em turnês em todos os cantos mundo entre os anos de 1972 e 1981, executando canções inesquecíveis como “Is this love”, “No woman, no cry” e “Three little birds”, e foi a pedido do próprio cantor que a banda continuou em atividade, mesmo após a sua morte. Bob Marley & The Wailers já venderam mais de 250 milhões de discos em todo Planeta, com destaque para o incrível álbum “Exodus”, lançado em 1977, eleito o “Melhor Álbum do Século” pela Time Magazine e pela Rede BBC. 

Liderada pelo baterista Aston Barrett Jr e com vocais de Josh David Barrett, a banda The Wailers apresentará ao público curitibano uma experiência única, com o verdadeiro espírito do reggae e um repertório recheado de grandes sucessos e canções célebres de Marley, trazendo o som genuíno que nasceu Jamaica. Completam a superformação do The Wailers os músicos Donald Kinsey, Wendel “Junior Jazz” Ferraro, Owen “Dreadie” Reid, Andres Lopez, Shema McGregor e Anne-Marie Thompson. 

Programação completa 

Além da lendária banda The Wailers, o 1º Usina Reggae Legends contará com várias outras atrações. A programação trará, também, shows das bandas Djambi, uma das pioneiras do reggae no Sul do Brasil, com sete álbuns gravados e muitos hits que ganharam o país; Namastê, uma das grandes referências do reggae no Estado do Paraná; e Sr. Banana, grupo curitibano de rock, reggae, dancehall, ska e reggaeton, que ganhou destaque nacional na década de 1990. 

A primeira edição do Usina Reggae Legends, com show das bandas The Wailers, Djambi, Namastê e Sr. Banana, será realizada no dia 21 de março, na ReConcert – Usina 5 (Rua Constantino Bordignon, 05 – Prado Velho), com portões abertos a partir das 16h. Os ingressos custam a partir de R$ 80 e estão disponíveis no site https://www.eventim.com.br/thewailers. Mais informações nas redes sociais oficiais da Planeta Brasil Entretenimento e da MCA Concerts.





Exposição Laniakea é destaque
no Centro Cultural Sistema FiepA mostra traz o conjunto diversificado de artistas locais nacionais e internacionais, totalizando dez obras de dez artistas diferentes de arte digital


A exposição “Laniakea/The Wrong – New Digital Art Biennale”, iniciativa do Sesi Cultura Paraná, estreia no Centro Cultural Sistema Fiep no dia 4 de fevereiro e fica em cartaz até 20 de março. A mostra tem um conjunto diversificado de artistas locais nacionais e internacionais, totalizando dez obras, de dez artistas diferentes de arte digital.
A curadoria é de Flávio Carvalho e a produção executiva, de Roberta Cibin.Serão promovidos também seminários com especialistas em cultura digital, artistas, makers, curadores de arte, pesquisadores, produtores, empreendedores tecnológicos, entre outros. 
Em uma área anexa à exposição no Centro Cultural Fiep, o Centro de Pesquisas da Consciência promoverá sessões de relaxamento com meditação aplicada à realidade virtual. Assim, o público irá conhecer um novo modelo de bem-estar com o uso das tecnologias atuais.
SERVIÇO
O Sesi Cultura Paraná apresenta:
Exposição Laniakea
Data:  04 de fevereiro a 20 de março 
Horários: 09 às 18h
Classificação: livre
Valor: gratuito
Local: Centro Cultural Sistema Fiep (Black Box) – Unidade Dr. 
Celso Charuri
Endereço: Rua Paula Gomes, 270
                                                                                                                                                                                                                
Mais informações:
www.sesipr.com.br/cultura /


SESI CULTURA – Foi em 2008 que a Regional Paraná do Serviço Social da Indústria inaugurou uma área especificamente dedicada ao desenvolvimento de ações culturais ancoradas nas diretrizes previstas na Declaração Universal dos Direitos do Homem, como a diversidade, a pluralidade e a autonomia. Desde então, o Sesi Cultura Paraná tem promovido o acesso à cultura com foco em programas de formação artística e cultural, investindo em processos criativos, formação de plateia para todas as linguagens e na formação e desenvolvimento cultural com vocação local. O Circuito Cultural Sesi, o Festival Sesi Música, os Núcleos Criativos do Sesi, o Zoom Cultural, os Programas Sesi Música, Sesi Arte, Sesi Audiovisual e Sesi Artes Cênicas são exemplos de programas desenvolvidos pela Gestão Cultural do Sesi. De 2008 até 2018, mais de um milhão e cem de espectadores tiveram acesso à cultura por meio de cerca de 10 mil ações culturais realizados pelo Sesi Paraná. Todas essas ações sempre tiveram como objetivo o acesso ao bem cultural para o trabalhador da indústria, seus dependentes e para a comunidade de uma forma geral, além da difusão da arte em todas as suas manifestações, valorizando a diversidade e a pluralidade do povo brasileiro.


Assinatura-de-email-2019-smartcom_Livia


Positivo
Universidade Positivo abre mais de 170 cursos de Pós-Graduação em 2020
Especialista revela novos perfis dos estudantes
A Universidade Positivo anunciou a abertura de inscrições para os cursos de Pós-Graduação da instituição com início em 2020. São mais de 170 opções de cursos em Curitiba, nas sedes Ecoville, Osório e Santos Andrade. Os três modelos de programas têm carga horária e flexibilidade diferentes, para atender aos diversos perfis de profissionais que necessitam de atualização e aprofundamento em áreas específicas da profissão.
"A pós-graduação está sendo utilizada como uma forma de definir e afunilar a carreira. É essencial para o profissional se aproximar de um mercado que esteja em alta”, afirma David Forli, diretor da Pós-Graduação da Universidade Positivo. Cerca de 30% dos cursos são novos. “Ter novidades é fundamental em um mundo com tantas mudanças na tecnologia e na sociedade, pois nos aproxima das tendências e das demandas do mercado”, enfatiza.
O perfil do aluno de Pós-Graduação também mudou, de acordo com o especialista. Hoje, três tipos de estudantes se destacam nas turmas de Pós: "o recém-formado, que busca especialização em alguma área específica da sua graduação; o profissional na faixa dos 40 anos que decide mudar a carreira; e o profissional que sente necessidade de atualização com as novas tecnologias e segmentos recentes de mercado, como compliance, segurança de dados, construções sustentáveis, mobilidade, energias renováveis, etc.", revela Forli.
Na área médica, a especialização em Transporte Aeromédico está entre as mais procuradas neste ano. O curso capacita médicos e enfermeiros a realizarem gestão dos serviços de urgências e emergências, prestar assistência direta ao paciente grave no ambiente pré-hospitalar, além de participar de concurso público para área de atuação. Os estudantes podem fazer simulações realísticas nas estações de habilidades de urgência e emergência da Universidade Positivo. As aulas iniciam 3 de abril e acontecem mensalmente, às sextas e sábados, no câmpus Ecoville. 
Outro mercado emergente é o de investimentos. O movimento pode ser sentido pela demanda na pós-graduação em Operador de Mercado Financeiro e Trader. De acordo com dados da Bolsa de Valores do Brasil (B3), o Brasil atingiu a marca de 1,4 milhão de investidores na Bolsa em setembro de 2019. O curso capacita qualquer profissional a fazer a gestão de capital próprio ou de terceiros, negociações na Bolsa de Valores, além da análise técnica de ações e contratos. As aulas iniciam no dia 31 de março e acontecem semanalmente, às terças e quartas-feiras, no câmpus Ecoville.
A mudança no perfil do estudante também exigiu adaptação de alguns cursos à nova realidade de quem está buscando especializar-se de maneira mais técnica e tornar-se referência em uma carreira. Por isso, a UP lançou diversos cursos na modalidade Aprofundamento da Área. É o caso de Engenharia DevOps, com início em 6 de abril e aulas semanais às segundas e terças-feiras. O curso prepara profissionais da área para adotarem uma cultura mais aberta, ágil, dinâmica e inovadora. “A transformação digital mudou a forma como as empresas desenvolvem e entregam software, o que exige que equipes adotem práticas ágeis para manter seus processos de desenvolvimento e engenharia de software”, explica Forli. 
A grade completa de cursos está no site www.up.edu.br.

Sobre a Universidade Positivo
A Universidade Positivo concentra, na Educação Superior, a experiência educacional de mais de quatro décadas do Grupo Positivo. A instituição teve origem em 1988 com as Faculdades Positivo, que, dez anos depois, foram transformadas no Centro Universitário Positivo (UnicenP). Em 2008, foi autorizada pelo Ministério da Educação a ser transformada em Universidade. Atualmente, oferece mais de 60 cursos de Graduação presenciais, quatro cursos de Doutorado, sete cursos de Mestrado, mais de 190 programas de Especialização e MBA, sete cursos de idiomas e dezenas de programas de Extensão. A Universidade Positivo conta com três unidades em Curitiba, uma unidade em Londrina (PR), uma unidade em Joinville (SC), além de polos de Educação a Distância (EAD) em mais de 60 cidades espalhadas pelo Brasil. Em 2019, a Universidade Positivo foi classificada entre as 100 instituições mais bem colocadas no ranking mundial de sustentabilidade da UI GreenMetric.

MAIS INFORMAÇÕES / AGENDAMENTO DE ENTREVISTAS
41 3026-2610 / 41 99684-9880 /  41 99196-7701 / 41 99135-9541 (WhatsApp)
centralpress@centralpress.inf.br
www.centralpress.com.br
   
Imagens

Câmpus Ecoville da Universidade Positivo
Créditos: divulgação/Universidade Positivo
baixar em alta resolução


Unidade Praça Osório
Créditos: divulgação/Universidade Positivo
baixar em alta resolução


Unidade Santos Andrade
Créditos: divulgação/Universidade Positivo
baixar em alta resolução
Positivo
Juiz de garantias: que ele não seja o cavalo de Troia do pacote anticrime
Ledo Paulo Guimarães Santos
O juiz de garantias e o pacote anticrime possuem inspirações bem distintas. O primeiro visa garantir direitos do cidadão, o segundo o poder punitivo do Estado. Um serve à liberdade, o outro ao cárcere. Quiseram o destino e as circunstâncias políticas que esse encontro atípico acontecesse. Fez-se essa conexão porque ela é relevante para entender o que está em jogo.
O juiz de garantias atuaria na fase do Inquérito Policial e seria responsável por decidir questões da investigação, como quebras de sigilo (de dados, telefônico, bancário ou fiscal), produção inicial de provas e prisões processuais (que não se confundem com a pena). A ele incumbe atuar para que o inquérito ocorra dentro da legalidade. A outro juiz caberia o posterior papel de julgar, absolvendo ou condenando, e neste último caso, aplicando a pena.
Essa separação de papeis tem como efeito (ao menos se pretende) tirar a gestão da prova das mãos do juiz que vai julgar. Quem julga não deve investigar, quem investiga não deve julgar. Parece lógica a conclusão de que o ato de investigar pode conduzir a prejulgamentos. É justamente isso que se quer evitar. Um julgamento que se pretende justo pressupõe que o julgador não esteja contaminado pela investigação. Note-se que a confusão de papeis no processo criminal é um traço inquisitivo e ainda presente no sistema processual brasileiro. Já é passado o tempo de superar isso.
De nada adianta, porém, um juiz de garantias e outro de julgamento se for preservada uma mentalidade inquisitória. Os prejulgamentos costumam encontrar meios de burlar as normas processuais. Uma mudança de cultura jurídica é necessária, portanto, não bastando a mudança na legislação. E nesse ponto há um elo com o pacote anticrime. Além do nome redundante a sua inspiração também o é, pois expressa uma velha mentalidade punitivista.
Embora algumas propostas absolutamente criticáveis (como a prisão após segunda instância em conflito com a Constituição e a imprópria ampliação da legítima defesa para agentes de segurança pública) tenham sido retiradas do pacote, ele preserva a sua essência.
Não cabe aqui dissecar o malfadado pacote, mas é possível identificar sua essência repressiva. Medidas como o endurecimento de regras para progressão de regime, livramento condicional e a ampliação do máximo de pena para 40 anos acarretam em algo evidente: pessoas presas por mais tempo. E isso resulta no crescimento da já superpopulação carcerária brasileira (rumo a 1 milhão de pessoas).
Desde a década de 90 o Brasil está entre os países que mais encarceram no mundo, sem que isso tenha proporcionado ganhos em termos de segurança pública. Há estudos que demonstram essa falta de correlação, mas um observador atento pode chegar à mesma conclusão. Numa visão pragmática é injustificável a insistência na resposta neurótica e ineficaz de punir sempre mais e mais.
Destaco a importância do juiz de garantias no processo penal brasileiro, mas que fique o alerta do que vem a reboque. Ainda é tempo de se debater e refletir a maneira como se é pensada a questão criminal no Brasil, e quiçá perceber que os caminhos já trilhados conduzem a um destino bem conhecido.

*Ledo Paulo Guimarães Santos, advogado criminalista, é doutor em Direito Criminal pela UFPR e professor de Direito Penal da Escola de Direito e Ciências Sociais da Universidade Positivo.

MAIS INFORMAÇÕES / AGENDAMENTO DE ENTREVISTAS
41 3026-2610 / 41 99684-9880 /  41 99196-7701 / 41 99135-9541 (WhatsApp)
centralpress@centralpress.inf.br
www.centralpress.com.br
   
Imagens

Ledo Paulo Guimarães Santos, advogado criminalista, é doutor em Direito Criminal pela UFPR e professor de Direito Penal da Escola de Direito e Ciências Sociais da Universidade Positivo.
Divulgação
baixar em alta 
Parque dos Flamingos entra em sua reta final
A atração infantil fica no Shopping Estação até dia 20 de fevereiro
Sucesso em Curitiba, o Parque dos Flamingos está divertindo as crianças no Shopping Estação. Até dia 20 de fevereiro os pequenos podem aproveitar a piscina que conta com mais de 400 mil espumas coloridas.
A atração infantil conta com diferentes atividades recreativas, como labirinto, circuito de torres, escorregadores e guerra de cotonetes. Além disso, infláveis de Flamingos e coqueiros completam o espaço.
Localizada na Praça de Eventos (Piso L1) a brincadeira tem valor de R$ 30 a hora e acréscimo de R$ 5 a cada 15 minutos adicionais. É permitida a entrada de crianças de até 12 anos no Parque dos Flamingos.
Crianças de até 5 anos precisam entrar obrigatoriamente com um responsável, não pagante, maior de idade.
Serviço
Parque dos Flamingos
Data: até 20 de fevereiro
Horário: de segunda-feira a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos das 12h às 20h
Preço:
- R$ 30,00 (trinta reais) por uma hora
* A cada 15 minutos excedentes será cobrado R$ 5 (cinco reais)
- Adulto responsável por crianças de até 5 anos: entrada gratuita e obrigatória
Regulamento:
- É permitida a entrada de crianças de até 12 anos
- Crianças menores de 5 anos devem entrar obrigatoriamente acompanhadas por um responsável maior de idade
Local: Praça de Eventos do Shopping Estação, piso L1.

Shopping Estação
Av. Sete de Setembro, 2.775, Rebouças - Curitiba (PR)
Positivo
Os desafios da cabotagem
Patrícia Schipitoski Monteiro*
A correlação da cabotagem com o transporte de cargas data da Idade Antiga, quando os Fenícios, reconhecidos negociantes mesopotâmicos, estabeleceram entrepostos comerciais ao longo da costa mediterrânea e inovaram na navegação, desenvolvendo embarcações com maior capacidade de carga e independentes de condições de vento para o deslocamento em velocidade. Não à toa, dominaram o cenário econômico e ajudaram a moldar o posicionamento de importantes cidades mundiais.
Paralelamente, ao avaliarmos a história da América do Norte, até o século XIX, dada a importância da movimentação aquaviária e ferroviária de cargas, o desenvolvimento de infraestrutura rodoviária era restrito a fundos privados. Em 1956, quando pela primeira vez navios tanque são modificados para transportar contêineres, a modalidade do transporte marítimo ganha novo fôlego, impulsionada pelo sistema de comércio que passamos a denotar “globalização”. As primeiras embarcações de transporte de contêineres eram limitadas a 58 unidades padrão (TEU, Twenty Equivalent Unit), ao passo que, atualmente, navios cargueiros podem carregar dezenas de milhares.
Em contrapartida, no Brasil, a partir de uma série de políticas públicas e estratégias de estímulo econômico, optamos pelo desenvolvimento da modalidade rodoviária, tida então como tecnologia moderna e flexível de mobilidade. Há entendimento, agora, da inadequação deste sistema de transporte para longas distâncias: a modalidade hidroviária tem um custo de frete da ordem de 3 vezes menor que o transporte rodoviário. É, também, altamente econômico em relação ao consumo de combustível: a ANTAQ estima que o modal rodoviário consome um total de 96 litros de combustível por TKU (tonelada-quilômetro útil) enquanto o modal hidroviário consome 5 litros para o mesmo transporte – assim, é menos poluente, com emissões de gás carbônico da ordem de 80% menores e emissões de monóxido de carbono da ordem de 94% menores que as do transporte rodoviário.
Entretanto, as modalidades hidroviárias são mais impactadas por suas limitações físicas que seus modais concorrentes, aéreos ou terrestres, já que dependem de condições naturais (que podem ser adaptadas, mas não totalmente implantadas). Carecem, ainda, de infraestruturas portuárias compatíveis e caminhos de acesso que viabilizem sua utilização. Dentre a movimentação de cargas nos portos nacionais (que por si só já amarguram péssimos indicadores de transporte, frente a portos de países com desenvolvimento econômico equivalente e até menores que o nosso), os percentuais relativos à movimentação de cabotagem totalizam menos que 20% do total de contêineres e menos que 15% da tonelagem de carga.
A despeito da demanda urgente de diversificação das modalidades de transporte empregadas, estimular o transporte de cabotagem não pode ser medida única de desenvolvimento da infraestrutura de transporte de cargas. Pela restrição de circulação ao longo da costa, esse tipo de medida pode acabar desestabilizando as relações comerciais do interior do país, já que, indiretamente, favorece regiões historicamente privilegiadas. Não é à toa que a maioria das capitais – dos estados com frente litorânea – localizam-se próximas à costa. É essencial que programas de desenvolvimento de outras modalidades – tais como a ferroviária, por exemplo, também sinalizada como prioritária ao atual governo – sejam levados à frente, para garantir serviços de atendimento logístico a regiões com baixos IDHs e estimular a cadeia produtiva destas regiões.
A discussão acerca das demandas de transporte é sempre complexa – justamente pela dificuldade de equacionar as necessidades de manutenção de um sistema caro, sobrecarregado e inadequado a viagens de longa distância - mas, ao mesmo tempo, consolidado na cultura nacional – e a implantação de sistemas concorrentes, que gerarão custo, remanejamento de estratégias logísticas, mas que também podem vir a liberar cadeias produtivas reprimidas. Medidas de desenvolvimento de sistemas como a cabotagem são coerentes com a busca por uma saída deste paradoxo e sustentabilidade à economia nacional.

*Patrícia Schipitoski Monteiro, engenheira Civil e professora de Infraestrutura de Transportes do curso de Engenharia Civil da Universidade Positivo.

MAIS INFORMAÇÕES / AGENDAMENTO DE ENTREVISTAS
41 3026-2610 / 41 99684-9880 /  41 99196-7701 / 41 99135-9541 (WhatsApp)
centralpress@centralpress.inf.br
www.centralpress.com.br

Positivo
Conservação da natureza é recompensada com investimento público
Programa de Serviços Ambientais oferece incentivo econômico para a conservação de áreas naturais
Quase 1 milhão de reais do Fundo Estadual de Meio Ambiente foram destinados a vinte propriedades privadas do estado do Paraná nos últimos meses. O valor é referente ao programa de Pagamento por Serviços Ambientais para Reservas Particulares do Patrimônio Natural (PSA/ RPPN), que tem como principal objetivo conceder incentivo econômico a proprietário de imóveis que possuam áreas naturais capazes de fornecer serviços ambientais.
“Os Serviços Ambientais são os serviços prestados a favor da natureza por meio de ecossistemas que sustentam a vida no planeta e beneficiam toda a sociedade, que seria incapaz de fabricar estes serviços por si mesma”, explica a coordenadora do Projeto PSA/RPPN do Instituto Água e Terra, Tereza Hoffman. “Como no Paraná boa parte dessas áreas está em propriedades particulares, é importante incentivar que os proprietários conservem. Nada mais justo, então, do que premiar quem conserva a natureza e gera benefícios para toda a população”, defende ela.
Para participar do programa, cada RPPN teve que passar por uma vistoria e respeitar todos os critérios de elegibilidade previstos em edital, que classificou cada RPPN para priorização da distribuição de recursos. A área com melhor classificação no Paraná foi a Mata do Uru, uma floresta de Araucárias presente no município da Lapa, que foi contemplada com R$ 50 mil, limite máximo do PSA/RPPN definido em Edital.

Iniciativa privada também colabora com PSA
A Mata do Uru foi a primeira RPPN do Brasil a fazer parte do Programa Desmatamento Evitado - antes mesmo de ter esse nome -, organizado pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem (SPVS). O programa é a construção de uma tríplice aliança entre a SPVS, empresas interessadas na causa ambiental e proprietários de reservas naturais bem conservadas. No caso da Uru, o apoio privado é oriundo da Posigraf, gráfica do Grupo Positivo, que ao longo de 16 anos já investiu quase R$ 2 milhões na conservação e manutenção da área e, com esse investimento, consegue minimizar os impactos de emissão de carbono gerados pela empresa.
“O Grupo Positivo entende a conservação da biodiversidade e a sustentabilidade como estratégia de manutenção dos negócios. Entendemos que todas as organizações, independente do tamanho ou do setor de atuação, impactam de alguma forma o meio ambiente, seja pela utilização de matérias primas oriundas da natureza, seja pelo consumo de água, energia, geração de resíduos, gases do efeito estufa, até pela ocupação da área e mudança das atividades do solo”, conta a coordenadora de sistema de gestão no Grupo Positivo, Andréa Arantes. Para ela, a contrapartida é que, ao mesmo tempo que as organizações geram impacto ao meio ambiente, elas também precisam dos serviços fornecidos pela natureza, como regulação do clima e fornecimento de todos os insumos para produção e manutenção dos negócios. “Então, a partir do momento em que começamos a enxergar a conservação da biodiversidade como estratégia, conseguimos entender a ligação direta da conservação da Mata do Uru e de áreas naturais com o nosso negócio”, explica.

Sobre a Posigraf
Há mais de 45 anos no mercado, a Posigraf, gráfica do Grupo Positivo, é uma das maiores gráficas da América Latina. Instalada em uma área de 52 mil m2, a companhia tem representações em todo o Brasil. Seu portfólio de serviços compreende a produção de livros didáticos e publicações especiais, tabloides e materiais promocionais, além de revistas e periódicos.

MAIS INFORMAÇÕES / AGENDAMENTO DE ENTREVISTAS
41 3026-2610 / 41 99684-9880 /  41 99196-7701 / 41 99135-9541 (WhatsApp)
centralpress@centralpress.inf.br
www.centralpress.com.br
   
Imagens

Mata do Uru é a área com melhor classificação no PSA do Paraná
foto: Rodolfo Buhrer/ divulgação Mata do Uru
baixar em alta resolução