segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

1º Festival de Bandas do Vale do Guadalupe
O festival, que vai acontecer nesta quarta-feira, dia 18 de dezembro, na Vila Urbana, tem o intuito de celebrar a criatividade das startups do Vale do Guadalupe

CURITIBA, 16/12/2019 – Você com certeza conhece um grupo de amigos com diferentes habilidades, mas com o único objetivo de fazer um projeto em comum ganhar o mundo, não é mesmo? Eles podem ser membros de uma banda ou talvez de uma grande startup. Pois é, startups e grupos musicais têm muito mais em comum do que você pode imaginar. Pensando nisso, a Tecza e a Vila Urbana, com patrocínio da GT Building, vão realizar, no dia 18 de dezembro, a partir das 18h, o 1º Festival de Bandas do Vale do Guadalupe.

O Vale do Guadalupe, localizado nas proximidades do Terminal do Guadalupe, em Curitiba, se tornou um polo de startups na capital paranaense. Essas empresas, com um perfil jovem e dinâmico, se destacam pelo viés tecnológico e crescimento acelerado. Atualmente, o Vale do Guadalupe conta com sete startups e emprega mais de 1.100 pessoas. Entre as empresas instaladas na região estão Ebanx, Olist, Tecza e MadeiraMadeira, startups que estarão presentes no 1º Festival de Bandas do Vale do Guadalupe. 

O objetivo do festival, que acontece na próxima quarta-feira, dia 18 de dezembro, no complexo gastronômico Vila Urbana, é integrar ainda mais as pessoas que se esforçam o ano todo para expandir o mercado de tecnologia e inovação, celebrando de maneira criativa tudo que a cultura das startups vem promovendo no Centro “antigo” de Curitiba. Além disso, a batalha de bandas visa proporcionar um happy hour diferenciado para quem comparecer à Vila Urbana no final do dia. 

Bandas participantes do 1º Festival de Bandas do Vale do Guadalupe: Augusto Hardcore (Esquiper e FAE), Tecza Trio Flash Band (Tecza), MMBAND (MadeiraMadeira), South Move (Cinco Incubadora) e Perna Leiga (LA Music).

Na parte de gastronomia, o espaço vai oferecer diversas opções das mais variadas vertentes mundiais, como pizzas, batata suíça, pratos executivos, salgados veganos, comida oriental, pastel, hambúrgueres, saladas, comida havaiana, comida mexicana, carnes especiais e doces gourmets. Para harmonizar com as refeições, o complexo gastronômico conta ainda com lojas especializadas em cerveja artesanal, drinks e vinhos.

O 1º Festival de Bandas do Vale do Guadalupe será realizado no dia 18 de dezembro, a partir das 18h, no complexo gastronômico Vila Urbana (Rua Marechal Deodoro, nº 686), no Centro de Curitiba. A entrada será gratuita. Mais informações no perfil oficial do festival no Instagram (@startupsdoguadalupe).



Gastronomia na praça

Vila de Natal instalada na Praça Santos Andrade em aulas ao vivo de culinária para o público participante

Entre as principais atrações promovidas na Vila Natalina, instalada na Praça Santos Andrade, em frente ao prédio histórico da UFPR, está o espaço Cozinha Electrolux. No local, os participantes poderão experimentar receitas preparadas na hora por renomados chefs. Frente a frente com os especialistas, o público pode assistir aulas e receber dicas de gastronomia de receitas natalinas. Os eventos começaram no sábado, dia 30, e seguem pelos próximos finais de semana, até o dia 22 de dezembro. As aulas de gastronomia serão realizadas sempre aos sábados e domingos, às 11h, 15h e 18h. A programação, com o cardápio segue em anexo.

É o segundo ano que a Electrolux patrocina a Vila de Natal, em Curitiba. A cidade é sede da marca de eletrodomésticos para a América Latina. O acesso a todos os espaços de lazer e gastronomia é gratuito, incluindo a Roda Gigante de 20 metros de altura instalada em frente ao prédio histórico da UFPR.

Atendimento Electrolux em Curitiba durante a Vila de Natal:
Marlise Groth Mem  (41) 9 9908-0511/ marliseassessoria@gmail.com
Dimitri do Valle (41) 9 9743-9603/ dimitrivalle@uol.com.br

Positivo
Um brinde a José
Daniel Medeiros*
A figura que mais me encanta no Natal é José. Acho incrível que José aceitou a história de Maria. Um anjo veio e disse que ela teria um filho de Deus. Ela então conta para José e José acredita, aceita e acolhe. Cria o menino como seu, corre riscos por ele, ama e educa. O carpinteiro José, discreto e humilde. Que homem. Admiro e sinto-me muito pequeno diante da lembrança dele.
Imagina hoje, um José, quantos existem? O menino Jesus, pequenino ainda, um belo dia some e quando o encontram está lá conversando com os rabinos. Bronca? Castigo? Nada. O bom e velho José aceita e acolhe. Ele é uma Constituição, com fundamentos e princípios claros de como criar um salvador. E assim chegou Jesus à vida adulta. E foi para o sacrifício. E é principalmente nesse momento que a minha fantasia diverge da fantasia comum. 
Esse Jesus que brigou com os vendilhões do templo, enfrentou as autoridades religiosas,  aceitou as acusações injustas, o sofrimento físico e a morte na cruz, era assim porque era o filho que José criou, com firmeza de caráter, determinação de ideias, coragem de assumi-las e sustentá-las. Pois quem mais deu um exemplo desses a Jesus? Deus, distante e ambíguo, incapaz de um tete a tete direto com Maria, a ponto de mandar um mensageiro para uma decisão tão fundamental? Não. José, esse sim foi o macho da porra que deveria ser lembrado e celebrado como o modelo do homem que compõe, agrega, aceita e assume o amor da mãe - a Maria que gerou o menino que foi salvo por José, rápido no gatilho, que soube que deveria fugir quando o rei maluco queria matar todos os primogênitos. Poderia ter aí, José, testado o Deus fecundador. 
Ora, se é Deus, por que sou eu, o carpinteiro, que tenho de fugir, correr riscos, dormir ao relento, ver minha esposa dar a luz em meio aos bichos, para salvar o filho que nem é meu? Mas José não entrou nessa discussão cheia de testosterona com o Pai celestial. Fez a parte dele. E sem cobrar crédito ou reivindicar privilégios. Fez e pronto.
Nasceu o menino Jesus, bonitinho, moreninho, os cabelos e olhos negros como os do lugar, o choro de criança saudável, logo buscando o seio materno, o amor materno. O pai, sabe Deus onde estava. Mas José estava ali, ao alcance da mão. Esse José eu brindo no Natal. Sem ele, não haveria Jesus. Ou haveria. Mas não seria amoroso e cheio de compaixão. Jesus teve com quem aprender. E aprendeu. Mazal Tov.
*Daniel Medeiros é doutor em Educação Histórica pela UFPR e professor de História no Curso Positivo.

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Daniel Medeiros é doutor em Educação Histórica pela UFPR e professor de História no Curso Positivo
Créditos: Daniel Derevecki
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sábado, 14 de dezembro de 2019

Mestre Churrasqueiro ensina os segredos para se fazer um churrasco de sucesso

O Jackson Assados ganhou fama ao servir carnes macias, suculentas e saborosas, como é o caso do tradicional filé de igreja, a alcatra (orelha de elefante) e a irresistível picanha. Saiba quais são os segredos no preparo dessas carnes.

        Para fazer um bom churrasco basta acender o fogo, colocar sal grosso na carne e colocar na churrasqueira, certo? Errado!
Entre os meses de dezembro e janeiro, o especialista em carnes, Jackson Silva, proprietário do Jackson Assados Restaurante Rural, irá fornecer dicas valiosas no preparo de um churrasco bem-sucedido.   
O primeiro passo é a escolha de um açougue ou frigorífico que irá fornecer peças de qualidade e procedência, para garantir a maciez, suculência e sabor do produto.
O sal grosso ainda é a forma mais usual de temperar a carne. O Mestre Churrasqueiro recomenda salgar a carne minutos antes de assar. Deixar a carne no sal grosso por mais tempo ocasionará uma perda importante de líquido que irá alterar o seu sabor. O tradicional molho caseiro, feito a base de água e sal refinado, é um dos erros mais comuns no tempero.  “A água misturada ao sal refinado altera o pH da carne, que terá suas fibras enrijecidas e conseqüentemente endurecerá a carne.”, alerta o especialista.
A escolha do carvão também é dos fatores que mais implica no sucesso do seu churrasco; Jackson optou por utilizar em seu restaurante somente lenhas de eucalipto, o que confere à carne um sabor único e especial. Cada corte tem um tempo diferente na grelha: “A carne não deve ser assada sobre o fogo, e sim sobre brasas.”, explica ele. “Peças inteiras exigem fogo médio ou brando e já os cortes mais finos precisam de mais calor”, finaliza Jackson. Estes são apenas alguns detalhes que precisam ser analisados, do contrário, o churrasco em família poderá ser catastrófico.
Para os clientes interessados em aprender mais sobre os segredos  das carnes grelhadas, basta ir ao restaurante rural com a família no horário do almoço ou jantar, fazer o pedido, escolher a peça de sua preferência, e enquanto a carne é assada, o Mestre Churrasqueiro irá mostrar na prática alguns detalhes técnicos imprescindíveis para se fazer um churrasco de sucesso.
Caso o cliente queira fazer um workshop exclusivo e gratuito com um grupo de amigos, em horários alternativos, basta entrar em contato pelo celular/whatsapp: (41) 99963-9236 e fazer a reserva.
A casa tem uma parceria com a JMK TUR Viagens e Passeios, que disponibiliza vans para cerca de 12 pessoas.  O agendamento pode ser feito pelo telefone/whatsApp (41) 9 9882-0803. Os preços são bem acessíveis e depende da distância a ser percorrida.
O restaurante rural fica na rota turística e gastronômica de Quatro Barras, distante apenas 27 quilômetros de Curitiba, com fácil acesso pela BR 116. 
O horário de atendimento é de terça a sexta das 11h30 às 14h30  e das17h30 às 23h. Aos sábados é das 11h30 às 23h e aos domingos das 11h30 às 18h.

Natal e Ano Novo em família no Jackson Assados
Para aqueles que não querem se aventurar na churrasqueira, o Jackson Assados estará aberto para atender as famílias nas festas de fim de ano. No período do Natal (24/12 e 25/12) e Ano Novo (31/12 e 1º). O horário de atendimento será das 11h30 às 17h.

Serviço:
Jackson Assados
Rua do Contorno 877, Jardim Das Acácias
Quatro Barras – PR.
Aceita cartão de crédito e débito

Como chegar no Jackson Assados:
Saindo de Curitiba pela BR 116, entrar em Quatro Barras pelo trevo, (entrada Principal), até a segunda rotatória, virar à direita e percorrer mais 2,4 km, até chegar a uma placa do Instituto Chico Mendes, onde você irá virar à esquerda na Rua do Contorno. 800 metros adiante se localiza o Restaurante Jackson Assados.

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Fotos: Imprensa Gourmet
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Hauer Shopping se consolida como o principal endereço das cervejas artesanais em Curitiba  
O polo de entretenimento reúne diversas operações que oferecem diariamente centenas de opções de cervejas artesanais

CURITIBA, 14/11/2019 – Nos últimos anos, a cidade de Curitiba se consolidou como um dos principais polos cervejeiros do Brasil. Reunindo cervejarias badaladas e respeitadas em todo país, a capital paranaense é um destino obrigatório para que mama cervejas artesanais. E é lógico que na cidade existe o endereço que pode ser considerado um verdadeiro “paraíso cervejeiro”: o Hauer Shopping. 

Localizado em uma das esquinas mais tradicionais de Curitiba, formada pela Rua Coronel Dulcídio e pela Avenida Batel, o empreendimento é hoje um dos principais polos gastronômicos da capital paranaense, reunindo milhares de curitibanos e turistas que buscam um programa descolado e saboroso. O Hauer Shopping conta com 18 operações, muitas delas exclusivas: Vino!, CHō Street Food, Big Bear Burger, Tasca, South Bronx Bagel, Ponto Gin, The Fish'n Chips English Pub, Don Kebab, Roots, WhataFuck Hamburgueria, Chicano Pub Libre, WolfPack Barber Shop, Templo da Cerveja, Spirits Coquetelaria, Flango, Seu Dulcídio, Bar do Didi e Catch the Pizza. 

Além de preparos inspirados nas mais variadas culturas gastronômicas, as operações do Hauer Shopping sempre apostaram na produção paranaense de cervejas especiais. Mensalmente, o empreendimento comercializa mais de 50 mil litros da bebida. São rótulos dos mais variados estilos, produzidos por cervejarias que conquistaram o mercado nacional, entre elas DUM, Gauden, Eden Beer, Bodebrown, Bastards, Way Beer, Swamp, Morada, Fucking Beer, Tormenta, Asgard e Klein. Todas as cervejarias de Curitiba e Região Metropolitana já tiveram rótulos disponíveis no Hauer Shopping. São milhares que cervejas trabalhadas anualmente. 

“Podemos afirmar sem problema algum que Curitiba é a capital nacional da cerveja artesanal. Hoje, as cervejarias mais premiadas do país estão aqui. Nossa produção é de extrema qualidade, e conquistou o Brasil. Desde o início de sua história, há pouco mais de dois anos, o Hauer Shopping se transformou em um endereço muito respeitado por quem gosta de cervejas. Nossas operações reúnem bebidas para todos gostos e bolsos. É possível encontrar os mais variados estilos, que atendem iniciantes e experientes no universo cervejeiro”, comenta Raphael Medeiros Adada, presidente da Associação dos Lojistas do Hauer Shopping (ALHS).

As parcerias com cervejarias locais, além do grande fluxo de público no loca, fazem, também, com que os preços praticados no Hauer Shopping sejam muito atraentes para os consumidores. No espaço, é possível encontrar ótimas opções de cervejas com valores a partir de R$ 8. “As cervejarias entendem a importância do Hauer para o mercado. Sendo assim, conseguimos ótima negociações, beneficiando o público curitibano”, completa Medeiros.  

O Hauer Shopping, que fica na esquina da Coronel Dulcídio com a Avenida do Batel, no Bairro Batel, um dos mais tradicionais da cidade de Curitiba, funciona com todas operações de terça a domingo, das 16h às 00h. Além disso, algumas lojas têm horários especiais de funcionamento. Mais informações pelo telefone (41) 3223-2226.



quinta-feira, 12 de dezembro de 2019


ICI
Pelo segundo ano, ICI conquista selo Great Place to Work
Pesquisa mede clima organizacional e a percepção dos colaboradores em relação à empresa
O Instituto das Cidades Inteligentes (ICI), organização com atuação nacional referência em soluções tecnológicas para a gestão pública, renovou o selo do Great Place to Work – GPTW®. Houve participação de 76% dos colaboradores na pesquisa de clima, que mede a satisfação dos colaboradores em trabalhar na empresa. 
“É uma honra manter esse selo tão importante no mercado. O reconhecimento é o reflexo do nosso trabalho, comprometimento e compromisso com nossos colaboradores. Agradecemos a participação de todos que ajudaram a tornar o Instituto uma das Melhores Empresas Para Trabalhar”, celebra o diretor-presidente do ICI, Fabrício Zanini.
A organização manteve o índice de confiança acima dos 80 pontos e pode utilizar o selo GPTW® durante um ano.

Sobre o ICI
O ICI – Instituto das Cidades Inteligentes é uma organização criada em 1998, com atuação em todo o território nacional, referência em pesquisa, integração, desenvolvimento e implementação de soluções completas de TIC para a gestão pública. Mais informações: www.ici.curitiba.org.br.

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A organização manteve o índice de confiança acima dos 80 pontos e pode utilizar o selo GPTW® durante um ano
Créditos: divulgação
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FlaXFlu do Direito Penal brasileiro
Maria Augusta Souza*
Como se sabe, o futebol possui regras definidas. Uma delas é a de impedimento, cujo propósito principal é deixar o jogo dinâmico. O fato é que, mesmo dependendo da interpretação do árbitro, que é independente do auxílio do VAR, a regra não deixa de existir. As regras trazem racionalidade àquilo que é albergado pela paixão. É o que ocorre no futebol e, similarmente (infelizmente), com algumas decisões tomadas no campo do Direito.
Embates fervorosos sobre decisões acerca de condenações, absolvições e prisões são envolvidas pelo sentimento da paixão e desprovidas de racionalidade. O julgamento sobre a execução provisória da pena é um exemplo disso: existe norma constitucional versando sobre o assunto e havia, até o dia 07.11.19, uma grande hostilidade em aplicá-la, decorrente de uma visão apaixonada do utilitarismo. Com a antiga relativização do trânsito em julgado, tentava-se um julgamento “útil”, de modo que acalentava os anseios de parte significativa da população. Aparentemente, a ideia de antecipar a execução de uma pena era motivada pela demora dos julgamentos finais, cujo resultado seria a impunidade ou o sentimento de impunidade.
A questão da demora nos julgamentos  merece, antes de qualquer afirmação desprovida de base científica, ser levada a sério e entendida como um problema complexo que demanda soluções racionais e duradouras. Não se pode solucionar a questão “tapando buracos”, afinal, toda cavidade no asfalto mal coberta merecerá reparos, mais cedo ou mais tarde. Além disso, é preciso destacar que a ação penal pela qual o acusado responde - seja ele quem for - não teria uma decisão final mais rápida só porque a pena estava sendo executada antecipadamente. O processo continuava demorando, só que nesse caso, o acusado aguardava preso o julgamento final.
E se o tribunal de segundo grau errasse e não verificasse certa nulidade ou inconformidade legal? O que fazer com o “sentimento de impunidade” quando o acusado era preso por força de uma execução provisória e tinha em seu julgamento final uma decisão absolutória? Aqui não importa a cara, a cor, o sexo ou o dinheiro do acusado. Estava ele respondendo a uma pena injustamente.
E não se pode dizer que essas sentenças finais absolutórias são parcelas mínimas de um contingente imenso de processos. De acordo com as diretrizes de um Estado Democrático de Direito, cada pessoa merece a devida proteção jurídica contra as arbitrariedades do Estado. Aliás, essa é uma das maiores conquistas de uma sociedade livre.
Mais falacioso ainda era – e ainda é, mesmo após a decisão que inviabilizou a execução provisória – o argumento de que ninguém é preso antes do trânsito em julgado. A Lei Processual Penal possibilita que em qualquer fase do processo ou da investigação seja decretada a prisão preventiva quando servir para proteger a ordem pública, a ordem econômica, a conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal.
A presunção de inocência está preconizada na Constituição e inadmite relativizações. Admitir a execução provisória era, além de inconstitucional, uma manobra (anti)jurídica que não resolvia a problemática da demora nos julgamentos. Com a declaração de constitucionalidade do artigo 283 do Código de Processo Penal – que já era constitucional antes do julgamento do Plenário –, não se pode mais executar a pena provisoriamente. A racionalidade venceu. Espera-se que continue vencendo, mesmo que o jogo vá para o poder legislativo.
*Maria Augusta Souza, advogada criminal, mestre em Direito Econômico, especialista em direito penal e criminologia, é professora do curso de Direito e da pós-graduação em Advocacia Criminal da Universidade Positivo.

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Maria Augusta Souza, é professora do curso de Direito e da pós-graduação em Advocacia Criminal da Universidade Positivo.
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